CAPÍTULO 15 p.2 Penúltimo Capitulo - WHO IS THE BOSS?
Preparei o resto da refeição, colocando o tal courguette ao carbonara em uma vasilha de vidro redonda, pegando o talher. Olhei para ela de relance, com um sorriso sacana no rosto. Lu ainda estava emburrada. Deu passos rápidos para frente e tomou a vasilha de minha mão.
- Metido! - exclamou, saindo da cozinha até a sala, onde eu segui seus passos nervosos.
Depois de colocar a vasilha sobre o descansador, Lua pegou a garrafa de vinho tinto sobre a mesa de centro, servindo. Sentei-me na cadeira extremamente confortável, e ela desligou as luzes da casa para ligar o lustre. Era a primeira vez que ligava, e ficou simplesmente esplêndido.
Eu a observava sentar à mesa e apoiar os cotovelos, vestindo aquele olhar assassino novamente; o mesmo olhar que em instantes me atingiu em chamas.
- Eu sou a mulher da casa, deveria saber cozinhar. - disse ela.
- Se fosse pelo lado conceitual, Lu, eu deveria mandar em você, e não o contrário. - falei-lhe com um sorriso. Ela riu, colocando uma das mechas do cabelo para trás da orelha. - Bem, eu vou fazer questão de me servir primeiro.
E sim, esse fui eu me redimindo. Não gostava de deixá-la brava por muito tempo, por mais que parecesse divertido. Acho que mais divertido ainda era ter o poder de arrancar um sorriso dos lábios teimosos.
Coloquei um pouco do courguette em meu prato, e até que não me pareceu tão terrível na primeira garfada. Tomei um pouco de vinho para aliviar o gosto, e voltei a por um pouco mais na boca.
- E então? - perguntou Lu, colocando comida no prato.
- Está... Bom. - arqueei as sobrancelhas. - É, realmente, está bom.
- Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. - disse rápido. - Ditado popular. Depois de tantas tentativas.
Comemos praticamente em silêncio, exceto por perguntas superficiais e respostas curtas. A troca de olhares e sorrisos era intensa, o que me deixava menos desconfortável pelo silêncio. Algo estava estranho entre nós dois, eu sabia o que era e chegava a temer a conversa.
Lua serviu uma das sobremesas geladas que sabia fazer, e quando ambos acabamos de comer, o silêncio prevaleceu mais uma vez.
- Eu acho que vou lavar os pratos... - ela desculpou-se, levantando. Puxei-a pelo braço, fazendo-a voltar a sentar.
- Eu acho que precisamos conversar. - Disse sério.
- Say what you need to say. - disse minha mulher, com um olhar cético.
- Eu não quero mais esconder. - fui direto.
- Nem eu.
- Então por que estamos escondendo?
- Porque era divertido, sei lá... - ela rolou os olhos - Meio que proibido. - sorriu maliciosa. - Mas eu confesso que estou insegura.
- Insegura? Você? Por quê? - segurei as suas mãos geladas levemente, e ela tomou posse de minhas mãos, parando para alisar, abrir e fechar, admirar; divagar.
- Com a empresa. - eu franzi o cenho - É muito mais do que só eu e você. London Music em alta, e eu fiz uma promessa.
- Que promessa?
- É complicado. - ela suspirou - Mas imagine como as pessoas iriam aceitar isso! Digo, eu sou sua chefe, essas relações não deviam acontecer, poderiam muito bem acabar com a nossa relação profissional e...
- Lu, eu entendo sua preocupação, mas sinceramente, nossa relação é muito mais do que a reputação ou o impacto que causa nos outros. Você sabe quão difícil é achar uma pessoa com quem você queira viver junto, compartilhar, e todas aquelas baboseiras?
- É claro que eu sei...
- Não, você não sabe. - interrompi-a bruscamente. Levantei da cadeira para agachar ao seu lado. - Você não sabe porque já encontrou esse alguém.
Lua arqueou as sobrancelhas.
- Quem é essa pessoa?
- Eu! E quem mais poderia ser? - falei convicto. Ela franziu o cenho e fez uma cara pensativa.
- Quem mais...
Fiz uma cara insana, sem acreditar naquilo.
- Não é possível que você acreditou! - ela falou rápido, beijando a ponta do meu nariz. A marca do batom com certeza me faria parecer um palhaço. - Sei que sou uma ótima atriz, mas seria uma mentira absurda se houvesse mais alguém que eu quisesse na minha vida.
- Ótimo. - eu disse, voltando a sorrir sacana. - Por que você será minha namorada, oficialmente.
- Que repetitivo. - ela rolou os olhos, deixando escapar um sorriso nos cantos dos lábios. - Mas eu aceito mesmo assim.
Em um segundo ela estava em minha frente, sentada comportada na cadeira; e noutro ela havia levantado, feito-me levantar, e me beijado de tal forma que nem eu acreditava ser possível. Era agressiva, animalesca, deliciosa. E aí está a prova de que éramos um excelente casal. Já havíamos nos resolvido, viu?
Minhas mãos não tão bobas deslizaram por seu corpo, testando a finalidade de suas curvas. A roupa sexy que vestia finalmente me incomodava, e fazia com que eu tivesse a séria necessidade de tirá-las. As suas mãos, espalmadas em meu peito, empurravam-me para trás, guiando para algum lugar desconhecido.
Cat people era a nossa trilha sonora rumo a qualquer lugar da casa. Eu não estava apenas excitado, como sentia os meus próprios ossos arderem na pura necessidade de ter Lua. Tê-la, tê-la; não era um pensamento, era um mantra incontrolável.
O beijo se fazia violento, e os passos de olhos fechados levavam-nos a tropeços e mais tropeços. Ela sorria entre o beijo, e se eu tentava separar nossos lábios - nem que fosse para respirar - ela mordia-me até ter de volta. Era como tirar o doce de uma criança extremamente teimosa.
Tirei o seu corpete com maestria, fazendo-o cair no chão. Meu corpo, logo em seguida, bateu-se na porta de algum dos cômodos. Eu não tinha idéia do onde estava, meu único objetivo no exato momento era achar o zíper de sua saia. As mãos da namorada encontravam-se em meu cabelo e bagunçavam-no loucamente; de modo a me deixar tonto.
Tentei abrir os olhos, com certo sucesso, e percebendo que estávamos na cozinha. Ela percebeu minha inquietação e parou com o beijo em minha boca para se ocupar com meu pescoço. As mãos espertinhas já folgavam a gravata, jogando-a para longe, e os dedos ágeis tiravam os botões da camisa.
- Cozinha? - perguntei, meio sem ar.
- Estamos na cozinha? - ela parou de me beijar de uma vez e eu pude observar os seus lábios tão vermelhos e inchados que chegava a ser engraçado. Seus cabelos antes impecáveis estavam bagunçados, e sua expressão era confusa.
- É.
- A intenção era o quarto... - ela parou de olhar em volta para me encarar. Eu juntei nossos rostos. - Mas aqui também serve.
Minha camisa caiu no chão e o zíper escondido de sua saia logo fez o favor de abrir e tirar aquelas pernas debaixo de pano. Sua lingerie parecia feita para mim, para que eu olhasse, e ficasse louco. Ela sorriu da forma mais maliciosa possível, irresistível. Carreguei-a pelos quadris, empurrando o que quer que estivesse na bancada para o lado. Uma panela caiu, já que eu consegui distinguir o som do metal no chão. David Bowie já havia parado de tocar, e a velha banda Garbage começou o seu som. Eu não conseguia ouvir a voz de Shirley Manson sem me lembrar da louca festa da London Music, e daquele dia, e do que eu fiz naquele dia. Ah! Sem mais devaneios, eu queria a prática!
Tirei as alças do sutiã de Lua, beijando-lhe a região dos ombros. Ela arqueava as costas, deixando seu corpo em minha completa posse. Mergulhei em seus seios que se cobriam pela metade. Sentia um perfume delicioso emanando de sua pele, extasiante. As minhas mãos apertavam sua cintura com força, e o sorriso que enxerguei de esguelha era o sinal verde para que eu continuasse.
Ela levantou o corpo com os braços para que eu pudesse tirar sua calcinha. Eu fui tão rápido que ela tomou um susto quando sentiu mordidas perto de sua intimidade. Suas mãos foram apressadas a segurar meus cabelos; eu sentia seu arrepio ao passar as mãos em suas pernas torneadas; sentia os espasmos quando os músculos do corpo todo se contraíam.
I've got a fever, come check it and see
There's something burning and rolling in me
We may not last, but we'll have fun till it ends
C'mon baby, be my bad boyfriend
A sua intimidade já estava úmida o suficiente para que eu a penetrasse, mas eu podia esperar apenas para deixá-la um pouco mais à beira de insanidade.
I want to hear you call out my name
I want to see you burn up in flames
Keep you on ice so I can show all my friends
C'mon baby, be my bad boyfriend
So ripe, so sweet - come suck it and see
But watch out, daddy, I sting like a bee
I know some tricks I swear will give you the bends
C'mon baby, be my bad boyfriend
- Thur! Oh!
E ela já começara a gritar o meu nome. Eu mal havia começado. Ela queria tanto assim, um namorado malvado. Que fosse. Tirei as suas mãos de meus cabelos.
- Já sabe as regras. Eu sei o que estou fazendo. - e o cheirinho de vingança tomou o ar. Tantas vezes torturado, era a minha vez de torturar. Sorri-lhe calmamente antes de começar a sugar e lamber sua intimidade de tal jeito a deixá-la pronunciar meus nomes, apelidos, e adjetivos.
My fever's rising, you ran into luck
Say what, sugar? You want to get what?
I'm going to give you one hundred and ten
C'mon baby, be my bad boyfriend
It's wild the way you tease me
It's wild the way you free me
It's wild the way you reach me
Tudo era uma loucura, o jeito em que seu corpo fazia os exatos movimentos para conseguir o máximo de mim, sem usar as mãos; o jeito em que eu sugava sem parar, e ainda acariciava os seus seios. Ela queria me arranhar, puxar meus cabelos, mandar em mim, eu sabia que queria; mas suas mãos estavam segurando qualquer outra coisa, impedindo-a.
Wrapped me up in your wire from the start
You've got the women waiting in line
I'm not asking you to make up your mind
But I can make you happy at least now and then
I've got something special for my bad boyfriend
If you can't love me, honey, go on, just pretend
I've saved something special for the very end
If you can't love me, honey, go on, just pretend
C'mon baby, be my bad boyfriend
Assim que seu corpo começou a relaxar em meus braços, parei de sugá-la e puxei-a para mais perto, beijando seus lábios sem nem me preocupar com o gosto que sentiria. Lua colocou um braço ao redor do meu pescoço, ofegando, e escorregou a outra mão para tirar minha calça e baixar a boxer. Antes que ela fizesse qualquer outra coisa, carreguei-a novamente, colocando seu corpo na bancada oposta. Som de talheres caindo. Excitado ao máximo, aquela foi a minha deixa para penetrá-la de uma vez.
Seu gemido ecoou pela cozinha. A música ainda tocava na sala. As roupas estavam espalhadas e tudo que fazíamos era sexo selvagem. Eu não me importava se ia doer, machucar; se estava bom ou ruim; seguia meus instintos para manter investidas o mais fortes possíveis e deixá-la falar meu nome quantas vezes quisesse. Suas unhas afiadas arranhavam minhas costas como uma gata, mas eu não era capaz de sentir dor. O prazer dominava.
Sentia meu corpo implodir, e aos poucos meus músculos começavam a falhar; não podia ser! Impedi qualquer fraqueza do meu corpo. Carreguei-a contra uma parede e mantive os movimentos, não ia deixá-la em qualquer posição em que ela investisse. Eu queria dominar.
Aos poucos ela foi se soltando de mim, relaxando as unhas e as mãos espertas. Beijou meus lábios e abriu os olhos, encarando-me. Não parecia estar sequer na mesma galáxia que o resto do mundo, seu olhar era vago, as pupilas dilatadas. E então seu corpo enrijeceu-se todo ao redor de mim. Orgasmo feminino, finalmente! Era tão difícil arrancar um, e toda vez que acontecia, era como se toda a minha masculinidade estivesse satisfeita, meu ego inflado, e até o meu coração se contentava com o ápice do prazer de minha mulher.
Mantive as investidas por pouco tempo, apenas para que eu também alcançasse o orgasmo e ambos caíssemos no próprio chão da cozinha. Estava sujo, mas nenhum de nós se importava com aquilo. Lua abraçou-me de frente.
- Eu tenho uma coisa para falar. - ela praticamente sussurrou para mim. Eu encarei-a, aprovando que falasse. - Mesmo que eu não te devolva o cargo de chefe da empresa - rolei os olhos ao saber que depois de um sexo daqueles ela pensava na empresa - eu quero que você saiba que você é o chefe que eu escolhi. The Boss of my... - ela se fez pensativa - heart.
Lua sorriu com vergonha, e apenas encostou a boca na minha, sem beijar. Eu sorri de volta.
- Parece idiota, mas não é. Essa era a resposta para a pergunta, quem seria o chefe. Eu enganei vocês por um tempo cuidando da London Music como presidente, mas aquela era apenas uma maneira de eu voltar para vocês tendo alguma moral. Mesmo que tivesse que apelar pro dinheiro da minha herança. - ela explicou, numa tagarelice sem fim. Eu estava esgotado demais para falar. - Eu só queria que você soubesse disso. Você é o chefe, Thur; eu te escolhi.
Sorrisos, troca de olhares, carinhos...
- Ninguém precisa mandar em ninguém, Lu. Acho que... - olhou para mim surpresa - Acho que nós estamos ambos subordinados a isso.
- Então passamos o estágio do compromisso, lembra que lhe falei? Primeiro estágio: desejo, atração. Depois vem aquele sentimento de paixão, algo além de querer sentir a pessoa. Terceiro estágio. vem a cumplicidade e, com coragem, compromisso. Finalmente vou descobrir o que vem depois.
Permaneci calado. Eu sabia o que viria depois, esperaria ansiosamente para as três palavras fugindo dos lábios de minha Blanco.
Creditos: Fanfics Obession



perfeitoooooooooo
ResponderExcluirAmooo!!! Demais! !
ResponderExcluirMds!! Já até imagino o último! !!
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