CAPÍTULO 04 Parte 2- TIRO PELA CULATRA
Arthur POV
Eu estava absurdamente alucinado, louco
por aquela mulher. Não me lembro jamais de ter estado tão quente e pronto para
transar como agora. O corpo de Lua me chamava, me deixava quase em transe.
Estava ardendo por ela. Meu corpo inteiro tremia e eu ansiava por me enterrar
de vez dentro dela. Mas eu não era tão cafajeste assim. Queria que ela sentisse
prazer, não dor. Desde o começo essa era a intenção. Deixá-la viciada em sexo,
em mim, engravidá-la e abandoná-la. Era uma virgenzinha recém saída de um
convento. Jamais esperaria encontrar esse vulcão, esse furacão na cama.
Enquanto eu a penetrava, tentando ser
gentil, eu só pensava em resistir. Em conseguir me segurar nem que fosse cinco
minutos dentro dela. Eu sabia que não iria conseguir. Meu controle estava indo
pelo ralo. Não tinha dúvidas que mulher nenhuma jamais me fez gozar tão
intensamente quanto ela. A raiva por ser tão fraco me dominou. Eu não queria
castigá-la realmente. No fundo era uma desculpa para ver o seu prazer... Que no
final seria o meu prazer.
Eu mal havia me recuperado do melhor
orgasmo da minha vida quando ordenei que se virasse na cama.
Lua tinha nascido para aquilo. Assim que
dei o primeiro golpe sua bunda se empinou em minha direção se oferecendo,
pedindo mais. Mais um golpe e ela gemeu meu nome.
- Se gozar será bem pior, neném.
Outro golpe e seu gemido foi abafado pelo
travesseiro. A visão de sua bunda empinada pra mim estava me deixando maluco. E
pior ainda, eu podia ver o tesão escorrendo do seu sexo.
- Controle-se princesa.
Para minha surpresa ela gritou, quase
choramingando.
- Então tome meu corpo de novo... E faça
isso parar, pelo amor de Deus.
Meu pau que já doía de tanto tesão se
contorceu.
- Lua... Minha princesa...
Segurei em sua cintura e deixei que meu
pau deslizasse pra dentro dela. Lua gemeu alto e lançou seus quadris contra
mim. Rebolei meu pau dentro dela.
-Ah... Arthur... foda-me...
Porra... Morri. Morri um milhão de
vezes.
Empurrei com mais força. Uma... Duas...
Três vezes... Sem parar. Eu a preenchia completamente e seu corpo me abrigava
como se ali fosse o meu lugar. Agarrei um de seus seios. Os quadris dela por si
só davam conta do nosso movimento.
- Arthur...
- você pode tudo, princesa... Goze pra
mim.
Seu corpo estremeceu duas vezes antes que
seus músculos me apertassem. Eu ouvi assustado o meu grito de êxtase ao jorrar
dentro dela, meu corpo caindo sobre o dela.
Desprendi seus braços e tirei-lhe a
venda. Lua se enroscou no próprio corpo, mas eu a puxei para mim. Seus olhos
encontraram os meus. Eu sabia que ela tinha gostado. Mas tinha vergonha de
admitir.
- Não deve ter vergonha em sentir
prazer.
Beijei-a mais uma vez. Depois de toda a
explosão ela estava mortalmente envergonhada. Peguei seus braços e passei-os ao
redor do meu pescoço. Minhas mãos acariciaram sua cintura.
- Arthur?
O rubor tomou conta do seu rosto.
- Beije-me novamente.
Dei a ela o que queria. Porque no fundo
era o que eu desejava fazer.
Depois de um tempo, levantei-me e vesti
minha roupa.
- Tome um banho, se quiser, Lua.
- Não vai me prender às correntes?
Sentei-me ao seu lado na cama.
- Não... Sei que é uma boa menina... Não
vai me dar trabalho.
- Além do mais... Só se pode sair daqui
de avião. A não ser que seja louca o bastante para tentar ir a nado.
Deixe-a sozinha e fui ate a varanda,
respirar.
- Senhor?
Virei-me assustado na direção da voz de
Lua.
- O que é isso agora?
- Eu tenho permissão de sair do
quarto?
- Por que me chamou de senhor?
- Você disse que eu seria sua escrava.
Então é assim que devo me dirigir a você.
Mais essa...
- Sim, Lua. Tem permissão para andar por
ai, a hora que quiser.
- Não vai me algemar mais?
- Sim, irei. Na hora certa.
- Quer que eu prepare alguma coisa para o
senhor comer?
- Pare com isso, Lua.
- Pare com isso, Lua.
- Vamos voltar pra dentro. Está frio
aqui.
- Sente- se aqui comigo.
Sentamos
no sofá da sala e liguei a TV.
- Arthur?
- Sim?
- Algum dia vai me contar?
- Contar o que?
- O que meu avô fez a você.
- Eu já falei sobre isso com você.
- Eu queria saber mais. Não estou dizendo
que está mentindo. Eu apenas não vejo meu avô fazendo isso.
Fiquei calado sem saber ao certo de
deveria ou não falar. Não queria magoá-la.
Eu precisava repensar tudo isso.
Eu estava mais encrencado do que pensava.
Meu ódio por Billy só aumentava. Mas fazer Lua sofrer não iria me fazer bem.
Agora ela não estava sofrendo, aparentemente. Mas o problema seria o depois...
De forma alguma eu desejava o mal para ela.
Porque no final das contas, nessa
história, era Lua quem dominava meu corpo e minhas vontades.
Eu
não podia ficar tentando enganar a mim mesmo. Desde quando vi Lua pela primeira
vez eu soube que ela teria uma parte de mim que nenhuma outra mulher teria
nunca.
Creditos: Elly Martins



Nenhum comentário:
Postar um comentário