CAPÍTULO 05 Parte 1- ESCRAVA APAIXONADA
Lua
POV
Já
estava acordada ha horas e ainda sem coragem de me levantar da cama. Na verdade
eu nem sabia ao certo como agir. Não sabia o que Arthur esperava de mim. E
também estava morta de vergonha. O que Arthur pensaria de mim? Merda... Eu
tinha gostado até a ultima gota... E me daria a ele quantas e de todas as
maneiras que ele quisesse. Pra ser sincera, só de me lembrar, só de pensar no
nome dele eu já me sentia molhada. Senti que ficava vermelha. Iria ser um prato
cheio se Soph soubesse. Pensei em como estaria meu avô. O que ele estaria
fazendo para me encontrar? Será que Arthur corria algum risco? Eu não queria
vê-lo machucado.
-
Está ha muito tempo acordada?
Sentei-me
num pulo, olhando para a porta.
-
Desculpe-me. Assustei você?
-
Não... Só estava... Pensando um pouco.
Arthur
se aproximou e sentou-se na cama.
-
Vem tomar seu café comigo.
-
Não vai me prender hoje?
-
Já te respondi isso.
-
Sim, mas... Eu serei sua escrava. Disse isso também.
-
Conversaremos mais tarde, Lua.
Depois
aproximou sua boca da minha quase tocando meus lábios. Fechei meus olhos
ansiando por um beijo dele.
-
Sexual, Lua. Escrava sexual apenas.
Levantou-se
e foi até a porta.
-
Venha. Não quero que morra de fome.
Eu
ainda usava a mesma camisola da noite anterior. Seus olhos famintos percorreram
meu corpo... E eu adorei isso. Segui com ele até a cozinha. O aroma estava
delicioso assim como o sabor. Sem me conter, deixei escapar um sorriso.
-
O que foi?
-
Nunca imaginei um homem tão jovem cozinhando. La no colégio fomos educadas para
o lar... Como sempre.
-
Era um colégio interno ou um convento?
-
As duas coisas. Era um colégio de freiras, então dava na mesma.
-
Entendo. Você gostava de lá?
Não
consegui esconder uma careta. Mas Arthur deve ter entendido por motivos
diferentes.
-
Acho que consigo entender o por que.
-
E você? Faz o que, Arthur?
-
Trabalho na administração da clínica do meu pai.
-
Então... Ele sabe... Que você...
-
Minha família sabe, Lua. Não concorda, é claro.
-
Arthur, desculpe-me se estou sendo insistente, mas eu não consigo imaginar meu
avô fazendo isso. Tem certeza do que diz?
Ele
me encarou de forma que não consegui decifrar o que se passava com ele.
-
Não tenho dúvida alguma, Lua. Conhecia os homens do seu avô. E os vi
perfeitamente bem quando entraram em minha casa.
-
O que aconteceu realmente?
Ele
ficou um longo tempo calado antes de responder.
-
Meu pai descobriu diamantes em nossas terras. Eram terras dele, com escritura e
tudo mais. Seu avô fez o impossível para comprá-las, mas meu pai não aceitou.
Então uma noite os homens de seu avô invadiram minha casa, atiraram em meus
pais dormindo e atearam fogo.
Minhas
mãos cobriam minha boca, horrorizada. Era terrível demais para aceitar
isso.
-
E você?
-
Consegui fugir. Eles nem se deram ao trabalho de olhar se eu estava sob as
cobertas. Talvez pensassem que já estivesse morto. Assim como... Minha
irmã.
O
que eu poderia dizer nessa hora?Que sentia muito? De nada adiantaria. Por um
lado eu até entendia Arthur. Eu sabia muito bem como era perder uma
família.
-
Você parece gostar e confiar demais em seu avô.
-
Eu entendo você, Arthur. Sei como é perder uma família. Mas... Meu avô me
acolheu, sempre foi tão carinhoso comigo... Eu simplesmente...
-
Eu sei. Não da pra acreditar. Parece que falamos de pessoas distintas.
-
Sim. Meu avô é uma boa pessoa, Arthur. Quando suas sobrinhas ficaram órfãs...
ele as criou como filhas. Sophia também perdeu a família de forma
trágica.
-
Então não são sobrinhas de sangue?
-
Não. Ele praticamente as adotou.
-
Primeiro foi Sophia. Acho que ela deveria ter uns 10 anos também quando foi
acolhida pelo meu avô. Nunca soube ao certo o que houve com a família dela. Mas
parece que foi bem trágico. E depois foi a C... -Arthur me interrompeu.
-
Ele nunca contou a você o que aconteceu a família dela?
-
Ele não toca nesse assunto. Fiquei sabendo pela própria Sophia. Não está
pensando que ele...
-
Não estou pensando nada, Lua. Já terminou o café?
-
Sim.
Ele
se levantou e levou a louça até a pia.
-
Eu lavo, Arthur.
-
Deixe isso pra depois. Vamos lá na praia,dar um mergulho.
-
Eu e você?
-
Quem mais seria?
Mordi
meus lábios indecisa. Arthur às vezes me confundia.
-
Lua... Está confundindo demais o tipo de escravidão que submeti a você.
-
É verdade... Mas... Você se lembrou de trazer algum biquíni no meio daquelas
roupas?
-
Pra quê?
-
Não quer dar um mergulho? Então...
-
Lua, estamos sozinhos aqui. Não há a mínima possibilidade de ninguém nos
ver.
-
Quer dizer... Vamos mergulhar nus?
-
Eu já ti vi nua e vice-versa.
-
Sim, mas agora é diferente.
-
Diferente por quê?
-
Bom... Estamos fazendo... Você sabe. Não dava pra prestar muita atenção.
-
Acha que não prestei atenção ao seu corpo?
-
É...
Ele
se aproximou de mim. Mais parecia um felino pronto para atacar. Segurou-me pela
cintura, as mãos deslizando pelo meu rosto.
-
Lua... Eu posso dizer que conheço de cor cada curva perfeita do seu
corpo.
Senti
meu rosto em brasa.
-
Vamos... Não precisa ter vergonha de mim.
Como
que para provar isso, Arthur se despiu na minha frente e se dirigiu a porta.
Fiquei parada olhando aquele mundo de homem a minha frente. Caramba... Estava
virando uma pervertida. Despi minha camisola e segui atrás dele. Senti-me
corada de novo quando ele se virou e me olhou. Riu do meu rubor e me pegou pela
mão.
-
boba...
Acho
que jamais havia visto uma cena mais linda que essa em toda minha vida. Arthur
mergulhou e ficou um tempo submerso. Depois que voltou, passou as mãos pelos
cabelos. As gotas da água refletidas pelo sol eram como se fossem diamantes no
cabelo negro. Ele sorria pra mim.
-
Vai ficar ai parada. Só olhando?
Balancei
a cabeça tentando sair do torpor e entrei na água. Arthur mergulhou novamente.
Logo depois senti um puxão em meus pés e Arthur me levou com ele para o
fundo.
-
Quer me matar de susto, Arthur?
-
Tem certeza que não esperava que eu fizesse isso?
-
Não esperava mesmo.
Ele
riu alto. Era uma situação tão estranha. Quem visse nós dois ali jamais
pensaria que aquilo tudo não passava de um... Crime? Por que no fundo era isso
que meu avô alegaria. Eu estava ali contra minha vontade... Quer dizer... Foi
assim no princípio. Fui sequestrada... Mas Arthur agia como se fôssemos um
casal.
Creditos:
Elly Martins



Adoroo a webbb.... mas eu queria q vc postasse tbm sei la coisas q acontece mesmo tipo q Lua ficasse doente, de tpm, essas coisa q acontece nas nossas vidas!! Adorooo a webbb d mais vc escreve muitooo!!!!
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