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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Proposta Indecente

41 capitulo 



- Beba. – Arthur   brindou com ela e deu um pequeno gole, observando-a sorver um pouco da bebida.

- Acho que irei tomar um banho e me trocar.

- Faça isso enquanto eu termino aqui.

Lua colocou o copo na bancada e subiu as escadas. Dez minutos depois, saiu do banho, refrescada. Vestiu uma calça social bem alinhada e uma blusa, deixou os cabelos soltos e passou um batom claro nos lábios.

Arthur   servia os pratos quando lua entrou na cozinha, e o aroma tentador do pão de alho despertou seu apetite. Apa­nhou sua taça de vinho ao dirigir-se até a mesa.

- Hum, isso está bom! - elogiou após a primeira mordida.

- Gracias. – Arthur   serviu-se de uma fatia de pão. Lua estudava os movimentos fluidos de suas mãos, seu vigor, sua habilidade, e percebeu em si o desejo de conhecê-lo melhor.

- Você morou a vida inteira na Austrália?

- Curiosidade sobre minhas raízes? – Arthur   a olhava no fundo dos olhos.

- Interesse - corrigiu-o.

- Sou o mais jovem de três irmãos cujos pais imigraram para Nova York, vindos de Barcelona, e não conseguiram fazer o sonho americano se tornar realidade.

Não havia motivo para contar sobre a pobreza que se seguiu. - Depois, meu pai conseguiu arrumar um emprego em Syd­ney, trabalhou muito, e o resto da família veio para cá, alguns anos mais tarde. - A vida ensinou-lhe bem mais do que Arthur   queria saber.

Lua  prestava atenção, sabendo que Arthur  não lhe contava toda a história, e imaginava como seria o resto.

- Terminou o colégio aqui, e depois entrou na universidade?

- Sim. – Arthur  terminara de comer e colocou o prato de lado. - E você?

- Vim de uma família de classe média, freqüentei uma es­cola particular, pratiquei esportes, fui para a faculdade, tive amigos, uma vida social comum. - Deu de ombros. - Nada de mais.

- Até que sua mãe sofreu um acidente que a deixou em coma.

A perda fora traumática. Pior do que descobrir a falência do pai, bem como seu grave estado de saúde. Foram esses dois fatos que provocaram o gesto desesperado de se oferecer ao homem sentado a sua frente.

- Não foi um bom ano – Lua  refletiu.

- E agora você é minha credora. - Reparou em como os olhos dela se arregalaram. Viu neles orgulho e coragem.

- Isso mesmo.

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