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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Proposta Indecente

42° Capítulo  


Catorze meses, três semanas e quatro dias. Mais de quatro­centas noites com o homem que começava a interessá-la. Al­guém que lua queria odiar, mas cujo toque suave a seduzia e excitava de modo inimaginável.

Precisava manter alguma distância entre eles. Por isso, Lua levantou-se, apanhou os pratos e outros utensílios e le­vou-os até a pia.

Arthur a fitava, reparando em seus ombros largos, em como Lua  lavava e empilhava a louça com cautela, e conteve o impulso de aproximar-se, tomá-la nos braços e beijá-la.

Tinham o resto da noite pela frente, e ele tencionava tirar dela o máximo prazer possível.

- Você disse que praticou esportes. Algum em especial?

Lua interrompeu o que fazia, mas evitou encará-lo.

- Tênis, natação e artes marciais - informou, esfregando uma panela com um cuidado que não passou despercebido a ele.

- Há uma quadra de tênis, uma piscina e uma academia de ginástica na casa. Escolha.

Lua o fitou, e Arthur  percebeu uma ponta de surpresa e interesse.

- Tênis.

- Daqui a meia hora? - Está bem.

Ela o esperava na quadra, e eles se aqueceram rebatendo algumas bolas antes de começarem o jogo.

Como era de esperar, Arthur  ganhou a partida. Lua não esperava outro resultado, pois seu adversário era alto, tinha os ombros largos e força para castigá-la dentro da quadra. Mas não o fez; tampouco facilitou o jogo para ela.

- Por hoje é só, ou você vai machucar seu braço - decidiu Arthur .

Voltaram juntos para a casa e subiram as escadas.

- Gostaria de me acompanhar até o spa?

Lua  fitou-o de esguelha e balançou a cabeça. - Prefiro tomar um banho.

Ela ainda precisava perder a inibição, Arthur   refletiu, diver­tido, antegozando o dia em que Lua  tomaria a iniciativa do prazer sexual. Desejava sentir a delícia de seu toque, o riso rouco de quando Lua  o levava ao clímax. Saberia aquela linda garota quanto poder tinha nas mãos? Ele duvidava.

- É uma pena... - Arthur  sorriu, zombeteiro. Entrou na suíte e se dirigiu ao banheiro.

Lua apanhou algumas roupas e foi até o chuveiro, onde se entregou aos prazeres do banho. Optou por uma jeans e um top de tricô. Com um gesto hábil prendeu os cabelos e preferiu deixar seu rosto sem maquiagem.

Adentrou o quarto e estacou ao ver Arthur  completamente nu, sem ao menos uma toalha cobrindo os quadris.

Ele a olhou, captando-lhe a expressão de desagrado.

- Por acaso minha nudez a ofende? - Caminhou até as gavetas, pegou uma cueca de seda e a vestiu.

Antes disso, no entanto, Lua  reparou em uma pequena tatuagem oriental em uma das nádegas.

- Representa a honra acima de tudo - Arthur  explicou-lhe.

- Posso perguntar por quê?

- Achei apropriado, na ocasião. - A explicação veio após um longo silêncio.

- E decidiu não tirá-la.

O desenho lhe trazia a lembrança de uma outra época, de um outro Arthur .

- Não.


continua


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