42° Capítulo
Catorze meses, três semanas e quatro
dias. Mais de quatrocentas noites com o homem que começava a interessá-la. Alguém
que lua queria odiar, mas cujo toque suave a seduzia e excitava de modo
inimaginável.
Precisava manter alguma distância
entre eles. Por isso, Lua levantou-se, apanhou os pratos e outros utensílios e
levou-os até a pia.
Arthur a fitava, reparando em seus
ombros largos, em como Lua lavava e empilhava a louça com cautela, e
conteve o impulso de aproximar-se, tomá-la nos braços e beijá-la.
Tinham o resto da noite pela frente,
e ele tencionava tirar dela o máximo prazer possível.
- Você disse que praticou esportes.
Algum em especial?
Lua interrompeu o que fazia, mas
evitou encará-lo.
- Tênis, natação e artes marciais -
informou, esfregando uma panela com um cuidado que não passou despercebido a
ele.
- Há uma quadra de tênis, uma piscina
e uma academia de ginástica na casa. Escolha.
Lua o fitou, e Arthur percebeu
uma ponta de surpresa e interesse.
- Tênis.
- Daqui a meia hora? - Está bem.
Ela o esperava na quadra, e eles se
aqueceram rebatendo algumas bolas antes de começarem o jogo.
Como era de esperar, Arthur
ganhou a partida. Lua não esperava outro resultado, pois seu adversário
era alto, tinha os ombros largos e força para castigá-la dentro da quadra. Mas
não o fez; tampouco facilitou o jogo para ela.
- Por hoje é só, ou você vai machucar
seu braço - decidiu Arthur .
Voltaram juntos para a casa e subiram
as escadas.
- Gostaria de me acompanhar até o spa?
Lua fitou-o de esguelha e
balançou a cabeça. - Prefiro tomar um banho.
Ela ainda precisava perder a
inibição, Arthur refletiu, divertido, antegozando o dia em que Lua
tomaria a iniciativa do prazer sexual. Desejava sentir a delícia de seu
toque, o riso rouco de quando Lua o levava ao clímax. Saberia aquela
linda garota quanto poder tinha nas mãos? Ele duvidava.
- É uma pena... - Arthur
sorriu, zombeteiro. Entrou na suíte e se dirigiu ao banheiro.
Lua apanhou algumas roupas e foi até
o chuveiro, onde se entregou aos prazeres do banho. Optou por uma jeans e um
top de tricô. Com um gesto hábil prendeu os cabelos e preferiu deixar seu rosto
sem maquiagem.
Adentrou o quarto e estacou ao ver
Arthur completamente nu, sem ao menos uma toalha cobrindo os quadris.
Ele a olhou, captando-lhe a expressão
de desagrado.
- Por acaso minha nudez a ofende? -
Caminhou até as gavetas, pegou uma cueca de seda e a vestiu.
Antes disso, no entanto, Lua
reparou em uma pequena tatuagem oriental em uma das nádegas.
- Representa a honra acima de tudo -
Arthur explicou-lhe.
- Posso perguntar por quê?
- Achei apropriado, na ocasião. - A
explicação veio após um longo silêncio.
- E decidiu não tirá-la.
O desenho lhe trazia a lembrança de
uma outra época, de um outro Arthur .
- Não.
continua



+++++++++++++++++++++
ResponderExcluirPosta maissssssssssssss
ResponderExcluirPosta maissssssssssssss
ResponderExcluirameiiiiiii =)
ResponderExcluir