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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Proposta Indecente

43 capítulos 



Ele pegou um jeans escuro, vestiu-o, depois uma camisa pólo preta, que enfiou pela cabeça.

Arthur  , com trajes escuros, ganhava um ar implacável, e, nesse instante, Lua  vislumbrou seu passado e no que ele poderia se tornar, se pressionado demais.

- Tenho de corrigir alguns trabalhos e preparar as lições de amanhã, Arthur . Vai levar algumas horas.

- Vou fazer um café e passar a me distrair no computador.

Lua  gostava do ambiente agradável da cozinha e espa­lhou seu material sobre a mesa.

Terminou o serviço às onze horas, quando guardou os papéis e livros em uma pasta. Espreguiçou-se, apagou a luz e subiu para o quarto.

Não havia sinal de Arthur . Despiu-se e deitou-se na cama, adormecendo de imediato.

No meio da noite, Lua  sentiu que dedos ávidos percor­riam seus lábios, e sentiu-se tomada pela excitação quando os percebeu roçaram seus seios. Uma boca beijou-lhe os ombros, desceu devagar até as coxas, onde permaneceu por um, instante, depois afastou com suavidade o joelho e subiu devagar pela perna.

Nenhum sonho poderia ser tão vivo, nem sua pele tão sen­sível, e Lua  conteve um gemido quando Arthur  beijou seu ponto mais íntimo.

Estava sendo seduzida e levada a um estado animal que a fazia ignorar seus limites e implorar para ser possuída.

Ele a queria quente, apaixonada, irracional. Sentiu Lua  agarrar-lhe as costas e arquear-se suplicante. Deitou-se sobre ela e a penetrou devagar e, assim que Lua se amoldou a seu corpo, começou a mover-se num ritmo contínuo, como se eles fossem um único ser.

Após alguns instantes, Lua  gemeu, em êxtase, e o ritmo foi cessando.

Arthur   a beijou com tamanha suavidade que quase a fez cho­rar. Seriam os momentos após o sexo sempre tão doces? Ele a afagou com ternura e delicadeza, até que suas entranhas como que se incendiaram de novo.

Dessa vez, o amor foi lento, cadenciado, e Lua soube, em seu subconsciente, que talvez nunca mais tornasse a expe­rimentar sensação igual.

Lua  foi despertada com o roçar da mão de Arthur .

- São sete e trinta - informou-a, tranqüilo. Já tinha toma­do banho, feito a barba e colocado a calça. - Eu vou preparar o desjejum.

Lua  escorregou do leito, apanhou um conjunto de linge­rie, banhou-se e vestiu-se em quinze minutos.

 Passou uma ma­quiagem leve e desceu as escadas correndo até a cozinha, onde apanhou dois pratos no armário. Levou-os à mesa e serviu-se.

Suco de laranja, ovos fritos, tomates grelhados, torradas... Ela deu uma garfada e suspirou.



continua

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