Capitulo 15 p. 1
– É bom te-la de
volta
Eu já tinha dado umas 3 voltas por
aquele hall e não o encontrava. O relógio na parede marcava uma e quarenta da
madrugada, e a festa parecia ficar cada vez mais cheia, diminuindo cada vez
mais as minhas chances de encontra-lo.
Mas antes que eu desanimasse, eu resolvi dar uma volta pela casa e relembrar alguns momentos que passei ali, porque tempo para me encontrar com ele, eu teria de sobra.
Andando pelas instalações da casa, procurando me distanciar cada vez mais da multidão eu via que realmente nada tinha mudado, a biblioteca, o salão de jogos, a academia, absolutamente tudo como eu me recordava. Como se tivesse se passado apenas um dia desde a ultima vez que eu estivera ali.
E de frente para a porta do escritório do homem, eu me recordava das noites que ele passava ali dentro, das horas que ele passava trancafiado naquela sala, cuja sala em que ele provavelmente tenha bolado todo o plano de matar o meu pai, e aquilo me deixava enfurecida, então num ato bruto eu escancarei a porta daquela sala, e para minha surpresa, dando de cara com ele, sim, ele está lá. O todo poderoso, o maior dos maiores, o pior dos piores...o meu marido!
Encostado na escrivaninha, com um porta retratos na mão, ele me lançou um olhar surpreso, talvez não esperava a minha chegada tão afobada daquele jeito. Mas imediatamente, eu fiz questão de apagar do rosto a expressão e surpresa e impor uma postura ereta e impecavelmente dura. Ele por sua vez, deixou o porta retratos na mesa, e cruzou os braços, ainda sentado na escrivaninha, me olhando fixamente como se eu fosse a maior das surpresas da noite, e sem sombras de dúvidas, eu era.
Mas antes que eu desanimasse, eu resolvi dar uma volta pela casa e relembrar alguns momentos que passei ali, porque tempo para me encontrar com ele, eu teria de sobra.
Andando pelas instalações da casa, procurando me distanciar cada vez mais da multidão eu via que realmente nada tinha mudado, a biblioteca, o salão de jogos, a academia, absolutamente tudo como eu me recordava. Como se tivesse se passado apenas um dia desde a ultima vez que eu estivera ali.
E de frente para a porta do escritório do homem, eu me recordava das noites que ele passava ali dentro, das horas que ele passava trancafiado naquela sala, cuja sala em que ele provavelmente tenha bolado todo o plano de matar o meu pai, e aquilo me deixava enfurecida, então num ato bruto eu escancarei a porta daquela sala, e para minha surpresa, dando de cara com ele, sim, ele está lá. O todo poderoso, o maior dos maiores, o pior dos piores...o meu marido!
Encostado na escrivaninha, com um porta retratos na mão, ele me lançou um olhar surpreso, talvez não esperava a minha chegada tão afobada daquele jeito. Mas imediatamente, eu fiz questão de apagar do rosto a expressão e surpresa e impor uma postura ereta e impecavelmente dura. Ele por sua vez, deixou o porta retratos na mesa, e cruzou os braços, ainda sentado na escrivaninha, me olhando fixamente como se eu fosse a maior das surpresas da noite, e sem sombras de dúvidas, eu era.
Arthur: Posso ajudá-la em algo?
Lua: Sim.
Arthur: Bom, o banheiro fica do outro lado da casa.
Hã? Que banheiro? Será possível que eu tinha mudado tanto assim? Ele não havia me reconhecido. Não reconheceu a mulher dele, mulher cujo pai foi assassinado brutalmente por ele.
Lua: Não estou procurando o banheiro, senhor!
Eu me aproximei gradativamente dele, o olhando cada vez mais fixamente, e ele também me olhava da mesma forma, mas sem mover um músculo sequer. E eu pude vê-lo, olhar bem na cara daquele puto.
E após 6 anos ele não tinha mudado tanto fisicamente. Seu rosto estava mais marcante, o corpo mais rígido, o olhar mais ameaçador. Mas eu também não era a mesma, eu era outra, muito mais perigosa, isso eu podia garantir.
Arthur: O que você procura então?
Eu parei a poucos passos diante dele, ao escutar aquela voz rouca que era algo dos meus piores pesadelos, e em português, eu disse o encarando:
Lua: Não lembra de mim, senhor?
Lua: Sim.
Arthur: Bom, o banheiro fica do outro lado da casa.
Hã? Que banheiro? Será possível que eu tinha mudado tanto assim? Ele não havia me reconhecido. Não reconheceu a mulher dele, mulher cujo pai foi assassinado brutalmente por ele.
Lua: Não estou procurando o banheiro, senhor!
Eu me aproximei gradativamente dele, o olhando cada vez mais fixamente, e ele também me olhava da mesma forma, mas sem mover um músculo sequer. E eu pude vê-lo, olhar bem na cara daquele puto.
E após 6 anos ele não tinha mudado tanto fisicamente. Seu rosto estava mais marcante, o corpo mais rígido, o olhar mais ameaçador. Mas eu também não era a mesma, eu era outra, muito mais perigosa, isso eu podia garantir.
Arthur: O que você procura então?
Eu parei a poucos passos diante dele, ao escutar aquela voz rouca que era algo dos meus piores pesadelos, e em português, eu disse o encarando:
Lua: Não lembra de mim, senhor?
Ele ergueu a sobrancelha e engoliu
seco, eu podia perceber que a atmosfera que o envolvia tinha mudado
completamente. Ele reconhecera, agora sim sabia quem eu era e quem eu havia me
tornado.
Ele se levantou, mantendo a postura ereta diante de mim, me encarando, mas dessa vez com um ar curioso, estranhando minha volta inesperada depois de tanto tempo.
Arthur: É bom tê-la de volta, Miss. Blanco, ou melhor... Querida!
Ele se levantou, mantendo a postura ereta diante de mim, me encarando, mas dessa vez com um ar curioso, estranhando minha volta inesperada depois de tanto tempo.
Arthur: É bom tê-la de volta, Miss. Blanco, ou melhor... Querida!
Desgraçado, eu ia mandar aquele
Miss Blanco pro quinto dos infernos junto com ele. Mas dessa vez eu não era o
tipo que explodia fácil, eu mantinha meu controle todo o momento.
Arthur: Não posso negar que estou surpreso em vê-la.
Lua: Imaginei que ficaria.
Arthur: Não posso negar que estou surpreso em vê-la.
Lua: Imaginei que ficaria.
Ele me olhou de cima
abaixo, e apesar de tentar esconder o que realmente sentia eu podia sentir em
cada pequeno gesto que ele estava completamente surpreso, o que era uma coisa
boa, sinal de que eu estava no poder.
Eu passei por ele, caminhando até a enorme cadeira giratória atrás da mesa, e me sentei nela, me virando para ele, que permanecia virado para o outro lado:
Lua: Vejo que tem passado muito bem...É uma bela festa.
Lentamente, ele se virou para mim, com expressão neutra, tentando reaver o domínio da situação.
Arthur: É sim, e deveria ser. Não é sempre que completo 30 anos.
Lua: Então esse é o motivo da comemoração? – eu sorri, surpresa.
Arthur: Exato. Espanta-me o fato de você estar aqui, logo hoje. Uma bela coincidência.
Lua: Destino, meu caro!
Ele andou poucos passos até a cadeira posta do outro lado da mesa diante de mim, sentou-se, ainda conturbado, mas encarando a situação da forma mais elegante possível.
Arthur: Admiro sua transformação. Vejo que evoluiu muito desde a ultima vez que nos encontramos.
Lua: Sim, foram ótimos anos longe de sua companhia, mas estou de volta, para ocupar um cargo que por direito, é meu.
Ele ergueu a sobrancelha, parecendo mais interessado no rumo da conversa.
Arthur: E que cargo seria esse? O de minha esposa?
Ai como eu amo a Lua ><
Eu passei por ele, caminhando até a enorme cadeira giratória atrás da mesa, e me sentei nela, me virando para ele, que permanecia virado para o outro lado:
Lua: Vejo que tem passado muito bem...É uma bela festa.
Lentamente, ele se virou para mim, com expressão neutra, tentando reaver o domínio da situação.
Arthur: É sim, e deveria ser. Não é sempre que completo 30 anos.
Lua: Então esse é o motivo da comemoração? – eu sorri, surpresa.
Arthur: Exato. Espanta-me o fato de você estar aqui, logo hoje. Uma bela coincidência.
Lua: Destino, meu caro!
Ele andou poucos passos até a cadeira posta do outro lado da mesa diante de mim, sentou-se, ainda conturbado, mas encarando a situação da forma mais elegante possível.
Arthur: Admiro sua transformação. Vejo que evoluiu muito desde a ultima vez que nos encontramos.
Lua: Sim, foram ótimos anos longe de sua companhia, mas estou de volta, para ocupar um cargo que por direito, é meu.
Ele ergueu a sobrancelha, parecendo mais interessado no rumo da conversa.
Arthur: E que cargo seria esse? O de minha esposa?
Ai como eu amo a Lua ><



Quero ++++++ muito +++++
ResponderExcluirTa muuuito Bom posta mais
ResponderExcluirhehehehee eu quero mais, aai como tá perfeita *--*
ResponderExcluiraiiii estou muiiiiiiitooo curiosa continuaaaaaaaaaa <3
ResponderExcluir++++++++++++++++++++++++
ResponderExcluirIncrívelmente incrível. Sensacional. Parabéns. Posta mais!!!
ResponderExcluir-Bea