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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

The Divide

Capitulo 15 parte 2


Eu gargalhei.
Lua: Não seja não pretensioso, Arthur. Um cargo importante de trabalho, essa é a real razão da minha volta à Califórnia.
Arthur: Obviamente! E gostaria de parabenizá-la pela brilhante carreira que optou, foi muito do meu agrado que tenha escolhido fazer direito em Princeton.
Lua: Suponho que sim, agora estou capacitada o suficiente para condená-lo por seus atos...Criminosos, acho que posso dizer assim.
Eu não gaguejava e não titubeava ao dizer cada palavra. Estava confiante, sabia que tudo havia mudado, agora era a minha vez de rir por último!

Ele sorriu, não parecendo se importar com a observação que eu acabara de fazer. Levantou-se e caminhou até o bar, posto do lado oposto da sala, servindo-se de um drink, e lá permaneceu, encostado no pequeno balcão.
Arthur: Em todo caso, estou feliz que tenha retornado à sua casa.
Lua: Sério? Ao meu ver, você esteve muito bem acompanhado de belas mulheres ao longo desses anos.
Enquanto falava, puxei para perto de mim, o porta retratos que ele estava olhando. Era uma foto antiga de um casal, com um bebê no colo da mulher, talvez fosse os pais dele, supus. Logo, pus a foto novamente na mesa.
Arthur: Não tenha ciúmes, minha cara. Eram mulheres que me acompanhavam em eventos, somente isso!
Lua: Ciúmes? Creio que não, Arthur.
Eu me levantei lentamente da cadeira, e me dirigi elegante até ele, que olhava meu corpo como um animal faminto, com o mesmo olhar de anos atrás, enquanto desejava possuir meu corpo ainda puro. Eu parei do seu lado, também me encostando no balcão e me servi do copo de drink dele, bebendo e o olhando, sentindo o olhar dele me devorar de ódio talvez. Eu bebi toda a bebida e me aproximei mais um passo, estando a poucos centímetros de distancia do corpo dele:
Lua: É bom estar frente a frente com você.
Arthur: Digo o mesmo!
Eu sorri, triunfante pelo fato de o meu plano ter sido concluído com êxito total. E para fechar a noite, lentamente eu encostei uma mão minha do peito dele, sobre o terno, e subi gradativamente, podendo sentir as formas rígidas do seu corpo. E ele não lutava contra, apenas me encarava, foi aí que eu não tive medo de ousar mais ainda, com as duas mãos e bem mais próxima a ele, eu passava a mão pelo seu peitoral, o olhando fixamente, observando a sua tensão de perto, e eu subi as mãos devagar, desfrutando daquele toque, sentindo meu corpo estremecer ao sentir aquele homem perto de mim.
Eu subi as mãos pelo seu pescoço, dedilhando todos os seus traços até finalmente chegar em seu rosto, onde por fim eu cheguei bem perto da sua boca e sussurrei:
Lua: Feliz Aniversário, Querido!
E assim eu encostei minha boca na dele, num ato suave, onde eu pude lhe dar um pouco do veneno que eu tinha lhe preparado durante 6 anos. Foi um beijo curto, e ele não se moveu, apenas entreabriu os lábios, desfrutando positivamente do meu beijo, sentido os lábios que um dia ele possuiu loucamente.

Eu o olhei suavemente, e assim deixei a sala. Caminhando até o meu antigo quarto, os flashes eram inevitáveis, mas dessa vez eu estava por cima, eu controlava, eu ditava as regras. E o beijo foi apenas o começo de tudo, o primeiro ato.
Eu ia ter minha vida de volta, e eu não descansaria até vê-lo morto, assim como meu pai.



Os raios de sol beijavam meu rosto suavemente, como num fim de tarde em uma praia do Rio. Era como se a paz reinasse no mundo, sem mais guerra, ou crimes ou até mesmo sem o aquecimento global, essa era a minha sensação naquele exato momento. Mas antes que eu me acostumasse demais com o clima bom da manhã eu me prontifiquei em abrir os olhos e olhar ao meu redor. 
Tudo estava como eu me lembrara, como se eu nunca tivesse deixado aquele quarto muito menos aquela casa. Até o aroma de flores era o mesmo, como se tivesse passado apenas um dia desde a minha ida.
Eu me sentei na cama, ainda sonolenta mais fiz um esforço para me situar no mundo e me recordar dos últimos momentos da noite passada.
Bom, após sair do escritório do Arthur, eu me dirigi imediatamente para o quarto, sem parar ou mesmo voltar ao Hall para procurar por Tommy. E logo a preocupação me atingiu, será que ele estava bem? Mas antes que eu pensasse em uma providência, uma batida suave na porta, me chamou logo a atenção:
Lua: Entre.

Eu morrendo com vocês


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