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domingo, 1 de dezembro de 2013

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 07 Parte 1. - ANIVERSÁRIO A DOIS


Lua POV 

Não estava disposta a sair da cama. Meu corpo ainda estava dolorido e caminhar pela ilha não me parecia uma boa idéia. Mas o fato de estar ao lado de Arthur o tempo todo me forçou a levantar da cama. Pelo tanto que Arthur fazia sexo comigo, não tardaria a engravidar. E eu não sabia exatamente quais eram seus planos. Será que me devolveria assim que constatasse realmente a gravidez? Ou talvez esperaria um tempo para que meu avô não pudesse pensar na hipótese de um aborto? Eu não ousava perguntar. Admirei o belo corpo de Arthur que caminhava a minha frente,sem deixar de recordar as maravilhas que ele fazia com meu corpo. O pensamento me desnorteou e acabei batendo com força nas costas de Arthur que havia parado. 
- Não vai parar com essa mania de querer me derrubar? 

Mas ele sorria e segurou minha mão, caminhando lado a lado comigo. 

- Desculpe. Estava distraída. 

Arthur parou em um lugar da ilha, de onde poderíamos ver toda sua exuberância. Olhei o mar que se estendia ao longe. 

- Fico cada vez mais encantada com esse lugar. É lindo demais. 

- Também acho... Adorava vir aqui quando queria ficar sozinho. 

- Nunca trouxe nenhuma... Namorada aqui? 

Ele desviou o olhar se fixando em mim. 

- Você é a primeira mulher que vem aqui comigo, Lua. 

Arthur se sentou me puxando junto com ele. A surpresa me fez cair sobre seu colo. Talvez fosse essa sua intenção, pois ele me apertou firme, não me deixando sair dos seus braços. 

- O que pretende fazer da vida, Lua? Agora que saiu do colégio, convento... Sei lá o que era. 

- Pretendia cursar faculdade. Cursar direito. 

- Direito? 

Ele girou meu corpo para olhar em meus olhos. 

- Não combina com você. 

- O que combina comigo então? 

- Vou pensar sobre isso. 

- Só pensa nisso? Estudar e mais nada? 

- Antes eu pensava em me casar e ter filhos...

- Antes? 

- Quem quererá ficar com uma mãe solteira, Arthur? 

- A cabeça dos homens evoluiu muito nesse sentido, Lua. 

- Mesmo assim, ninguém vai querer cuidar de um filho bastardo. 

Arthur me apertou com força e percebi que estava furioso. 

- Filho meu jamais será um bastardo, Lua. 

Depois me abraçou, enterrando seu rosto em meus cabelos. 

- Eu nem sei se consigo fazer isso com você, Lua. 

- Fazer o que? 

- Abandonar você... Grávida. Será que algum dia conseguirá não me odiar, Lua? 

Segurei em seu rosto, forçando-o a olhar pra mim. 

- Eu não odeio você, Arthur. E duvido muito que algum dia venha a odiar. Deslizei meus dedos em seu rosto perfeito, meus olhos se prendendo a boca sensual. Arthur me apertou ainda mais, juntando nossos lábios. Apesar de estarmos mais colados do que nunca e de nossas línguas se enroscarem num balé erótico, não havia nenhum furor sexual ali. Só havia a vontade de estarmos... Juntos. Quando parou o beijo, deitou minha cabeça em seu ombro, brincando com meu cabelo. Se todo sequestrador fosse tão lindo, carinhoso e gostoso como Arthur as mulheres estavam feitas. Esse pensamento idiota me fez rir. 

- Do que está rindo? 

- Nada. Pensamentos bobos. 

- Ninguém nunca pensou em passar uma lua de mel aqui, Arthur? 

- Meus pais fazem isso para comemorar aniversários de casamento. 

- Deve ser perfeito. 

- Não sei dizer. Nunca pensei em me casar. 

- Nunca? 

- Foram tão poucas vezes e esse pensamento foi tão rápido que nem conta. 

Arthur ergueu meu corpo e se pôs de pé também. 

- Quer voltar? Ou quer caminhar mais um pouco? 

- Se voltarmos pra casa, promete que fica o tempo todo comigo? 

Ele riu. 

- Prometo. 

- Então quero voltar. Estou um pouco cansada. 


Creditos: Elly Martins

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