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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 09 Parte 1  - PLANOS


Arthur POV 

Esperei na sala até que Micael e Bernardo entraram. 

-Espero que seja realmente urgente Arthur. 

-Oi pra você também, Micael. 

-Cara... Que você é louco nos já sabemos. Mas nem pense em nos arrastar nessa loucura também. 

-Deixe Micael pra lá, Arthur. O que foi que aconteceu? 

-Nem vão acreditar no que aconteceu. Pensei que estivesse mesmo louco. Estávamos sentados no sofá da sala. Micael espojado como sempre. 

-Alguma coisa com a Lua? 

-Não... Mais ou menos... Não... É comigo mesmo. 

-Deus... Decida-se Arthur. 

-Bom... Eu descobri... 

Vi Bernardo desviar seus olhos e Micael se remexer no sofá. Lua deveria ter descido. Virei-me e ela estava parada, completamente ruborizada. Vestia uma calça jeans e camiseta, mesmo assim estava tentadoramente gostosa. 

-Desculpem... Não quis interromper. 

-Tudo bem... Vem aqui, bebê. 

Pelo canto de olho, percebi Micael olhar espantado para Bernardo e repetir minhas palavras, sem emitir som, apenas mexendo a boca, incrédulo: Bebê? Eu não poderia ter cometido esse deslize na frente dele. Lua se aproximou e nos levantamos. 

-Lua... Esses são meus irmãos Bernardo e Micael. 

-Como vai Lua? 

-Bem, obrigada. 

Ela e Bernardo estenderam as mãos. Micael sempre mais afoito deu um abraço nela. 

-Prazer em conhecê-la, Lua. Arthur tem se comportado com você? A hora de falar é agora. Podemos quebrar a cara dele. 

-Não... Ele tem sido... 

Baixou os olhos envergonhada. 

-Tem sido bastante atencioso. 

- Ah... Que bom. 

-Arthur... Querem que eu sirva o café pra vocês? 

Micael se adiantou. 

-Seria uma boa. Tivemos que sair muito cedo. 

-Tudo bem então. 

Segurei Lua pelo braço antes que ela fosse para a cozinha. 

-Estaremos na sala de jantar. 

-Ta. 

Antes que Lua trouxesse o café tive que enfrentar o sorriso cínico de Micael. 

- O bebê sabe cozinhar? 

- Micael... Agora não. 

Ele gargalhou. Ainda bem que eu podia contar com o Bernardo. Lua voltou trazendo o café. 

-Nós mesmos nos servimos, Lua. 

-Arthur... Eu queria andar um pouco por ai. 

-É livre para ir aonde quiser. 

-Sim. 

-Vem cá...

Levantei-me. 

-Eu já volto, rapazes. 

Levei-a até a biblioteca. Assim que fechei a porta puxei-a para os meus braços. 

-Está desconfortável com eles aqui? 

-Não. Só não quero atrapalhar. 

-Tudo bem. Se quer sair... Só não demore muito. 

-Por quê? Vai precisar de mim? 

-Não gosto de saber que está longe. 

Logo depois nossas bocas se uniram. Lua suspirou e se apertou contra mim. Alisei seus cabelos e me separei dela. 

- Arthur... Acha que posso ligar para Carla? 

-Acho que não há problemas, bebê. 

Ela sorriu. 

-Obrigada. Eu volto para preparar o almoço. 

-Sim, mas não se preocupe com isso. 

Dei mais um beijo nela e voltei para a sala de jantar. 

- Limpe o batom. 

Instintivamente levei a mão à boca. Micael riu. Que idiota eu era. Lua não estava usando batom. Micael jogou verde. 

-Então vamos logo, Arthur. O que houve? 

- Não vão acreditar...

Olhei de um para o outro. 

-Minha irmã... Carla... 

Bernardo me interrompeu. 

-Sim, aquela que morreu. 

-Ela não morreu, Bernardo. Está viva. 

Os dois se entreolharam depois me encararam com olhar de pena. 

-Arthur... Sabe que não sou a favor do uso de drogas. O que andou cheirando? 

-Deixa de ser besta, Micael. Sabe que não curto isso. 

-Isso é no mínimo absurdo, Arthur. Ela estava com seus pais, você mesmo disse. 

-Eu sei Bernardo. Mas escutem. Eu conversava com Lua sobre Billy. Ela me disse que ele tinha duas sobrinhas adotivas, quase da mesma idade dela.

-Lua tem dezessete, Arthur. A sua irmã deveria ter 20. 

-Quer parar de me interromper? Lua já fez 18. 
-Então ela disse os nomes delas: Sophia e Carla. 

-E você logo deduziu que fosse sua irmã? 

-Micael, se não parar de me interromper vou colocá-lo porta afora. 

-Ok. Calei-me. 

-A princípio pensei que fosse loucura da minha cabeça. Então pedi que Lua marcasse um encontro entre nós dois. 

-Caramba... Não acredito que fez isso, Arthur. 

-Era preciso Bernardo. 

-E...? 

-Era ela. Estive cara a cara com ela. É a minha irmã. 


-Merda... Ela reconheceu você? 

-A princípio não. Mas depois... 

-Gente... Isso é muito louco. 

-Também pensei assim Micael. 

-Mas como ela conseguiu escapar? 

-Os homens do Billy a tiraram de lá antes de atearem fogo à casa. 

-E agora planeja tirá-la de la? 

-Sim, Bernardo. Por isso chamei vocês. 

-Arthur... Lua sabe disso? 

-Sabe, claro. E me apoia. 

Os dois me encararam desconfiados. 

-Mano... O que está rolando entre vocês dois? 

-Exatamente o que eu falei que faria, Bernardo. 

Ele se levantou e andou um pouco pela sala. Não fazia a mínima idéia do que se passava na cabeça dele. Mas foi Micael quem falou. 

- Está querendo enganar a quem, Arthur? Está na cara que está apaixonado por Lua. 

- E isso importa? 

Bernardo parou e olhou pra Micael. Os dois gargalharam. 

-Eu te falei que isso não daria certo. 

-Ta, tudo bem. Mas vamos focar em outra coisa? Nós precisamos tirar a Carla e a Sophia de lá. 
Creditos: Elly Martins


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