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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 09 Parte 2  - PLANOS

-Duas? Não era só a Carla? 

-Vocês não sabem do pior, Micael. 

Meu sangue fervia só de me lembrar das palavras de Carla, do seu choro ao me contar o que aquele monstro fazia com elas. 

-Micael... Billy não trata as garotas como sobrinhas de verdade. 

-Como assim? Ele as maltrata? 

-Depende do sentido...

Respirei fundo antes de encarar os dois. 

-Ele as usa como amantes. Leva-as pra cama. 

- O QUÊ? 

Bernardo não conteve um grito. 

-Não pode ser. Quer dizer... Transa com elas? 

-Isso ai, Micael. 

-Porra, que merda... O cara é mais sujo que pensávamos, Arthur. 

-Por isso eu preciso tirar as duas de lá. Não posso deixar a outra passar por isso tudo. Ficará pior sem Carla. 

-Com certeza. Mas... Vai ser um baque. Arthur... Lua vai sofrer. 

Enfiei minha cabeça entre minhas mãos. 

-Eu sei, Bernardo. Mas ela concorda comigo. Ela se da bem com as garotas. 

-Ela confia tanto em você assim? 

-Eu creio que sim. 

Os dois se entreolharam novamente. Bernardo se sentou ao meu lado. 

-Arthur... E o que fará... Quando ela engravidar? Vai realmente devolvê-la? 

Essa pergunta rondou minha cabeça durante dias. Antes de me descobrir apaixonado, é claro. Eu já deveria ter tomado precauções para que Lua não engravide. Mas eu simplesmente me esqueço de tudo quando estou perto dela. 

-Não, Bernardo. Eu não poderia fazer isso. 

-Cacete, Arthur... Por que não parou enquanto era tempo? Se apaixonar por ela pode ser o seu fim. 

-Não vai ser assim. Eu garanto. 

-Bom... E o que teremos que fazer? Apenas colocá-las no jatinho e trazer pra cá? 

-Exatamente. Apesar de tudo, pelo que entendi, elas conseguem sair de casa numa boa, sem interferência dele. Ele jamais irá desconfiar. 

-Então ele não é tão carrasco...

-Não é, Micael? Um velho asqueroso que toma duas garotas como mulher, que mata meus pais...

-Retiro o que disse. 

Uma batida leve na porta nos interrompeu. Fiquei tão entretido na conversa que não tinha percebido a hora passar. 

-Entre, Lua. 

Ela entrou, mas ficou parada a porta, indecisa. 

-Desculpe. O almoço está pronto. 

-Lua... Venha cá. Sente-se aqui. 

Ela sentou-se ao meu lado. Percebi que estava morta de vergonha. Peguei em suas mãos e esperei que me olhasse. 

-Já conversei com meus irmãos. Eles irão me ajudar a trazer Carla e Sophia pra cá. 

-Sim. 

-Acha que Sophia aceitará vir? 

-Carla saberá conversar com ela, Arthur. 

- Ótimo. Então vamos almoçar? 

-Eu não irei. Não... Sinto-me muito bem. 

Bernardo e Micael assistiam a cena, calados. Toquei seu rosto. Não parecia haver sinal de febre. Mas ela estava realmente com um aspecto cansado.

- O que está sentindo? 

-Não sei... Estou meio tonta... Talvez tenha andado muito ao sol. 

-Pode ser. 

-Vão indo para a sala de jantar. 

Levantei-me e segurei Lua pela cintura. 

-Venha, bebê. Vou levá-la ate seu quarto. 

Eu percebi Bernardo e Micael sufocarem uma risada. Mas nessa hora não me importei. Estava realmente preocupado com Lua. Deite-a na cama e afastei algumas mechas de cabelo que caíam em seu rosto. 

-Acho que pedirei para meu pai vir dar uma olhada em você. 

-Seu pai? 

-Sim, ele é médico. 

-Ah, sim... Acho que me falou. Mas já estou melhor, Arthur. 

-Descanse um pouco. Daqui a pouco eu volto pra te ver. Mas terá que comer alguma coisa. 

-Tudo bem. 

Já estava quase na porta quando ela me chamou. 

-Arthur... Eu... 

Esperei. 

-Obrigada por tudo. 

Apenas sorri e desci. Micael e Bernardo me olhavam, curiosos. 

-E então? 

-Deitou-se um pouco. 

- O que pode ser? 

-Talvez seja o que ela disse. Lua tem a pele muito clara. 

-Como um bebê...

-Nem comece, Micael. 

Os dois riram alto. Mas depois Bernardo ficou sério. 

-Não acha que ela pode estar grávida, Arthur? É um dos sintomas. 

Parei em choque. Não tinha passado pela minha cabeça. E se fosse verdade? Realmente Marcos teria que vir aqui. 

-Já vi que não pensou nessa hipótese. 

-Não mesmo. 

-Ela parece ser uma boa garota, Arthur. 

Encarei os dois. Estavam me ajudando, não seria justo esconder nada deles. Também... Acho que já estava muito óbvio. Suspirei, derrotado. 

-Eu não teria me apaixonado por ela se não fosse uma boa garota, Bernardo. 

Dessa vez nenhum dos dois riu. Realmente... Para alguém que tinha sede de vingança... Se apaixonar por sua prisioneira... Não tinha a menor graça. 
Creditos: Elly Martins


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