CAPÍTULO 10 Parte 1- RESGATE
Lua POV
Minha felicidade na noite anterior foi tão grande que tinha
medo de me levantar e perceber que tudo não passou de um sonho. Por mais que
Arthur fosse carinhoso comigo, ouvir de sua boca que ele estava apaixonado por
mim era mais do que eu poderia sonhar. Rolei um pouco na cama e percebi sua
ausência. Olhei para o relógio e vi que ainda eram 4 da manhã. Onde Arthur
estaria? Levantei-me e só então percebi a porta que dava acesso a varanda do
quarto entreaberta. Estava frio. Arthur estaria lá? Estava. Deitado tranquilamente
numa rede que eu não tinha percebido antes. Tinha se vestido com uma calça de
moletom e uma camisa de malha.
- Arthur?
Ele ergueu os olhos para mim.
- Oi. Acordei você?
- Não. Aconteceu alguma coisa?
- Não. Não conseguia dormir. Vim relaxar um pouco. Olhar o
resto da noite.
- Preocupado com Carla?
- Não estava pensando nela. Volte pra cama, Lua.
- Não posso ficar com você?
- Está um pouco frio aqui.
Eu retornei ao quarto e peguei um cobertor. Coloquei-o em
volta dos ombros e voltei para a varanda.
- Agora não está mais frio.
Ele sorriu e abriu os braços pra mim.
- Então venha. Deite-se aqui comigo.
Eu me coloquei entre suas pernas e Arthur puxou minha cabeça
em seu peito.
- Aqui é sempre frio à noite?
- Sempre.
Ele ficou em silêncio, apenas brincando com meus cabelos e
depois apertou seus lábios neles.
- Acha que dará certo, Arthur?
- Pegar Carla?
- Sim.
- Eu confio nos meus irmãos.
- Tenho medo. Meu avô pode estar mais cuidadoso com
elas.
- Mas foi tão fácil pra Carla se encontrar comigo.
- Sim, mas agora serão duas. Nem sei se vai permitir que as
duas saiam juntas.
- Carla dará um jeito. Sempre foi esperta.
- Está feliz não está, Arthur? Por saber que apesar de tudo
Carla está viva. E está bem.
- Sim.
Não tem noção de como estou feliz. Mas não só por Carla.
Meu
coração disparou no peito.
- Por
que mais?
Ele
pegou meu queixo e me fez olhar em seu rosto.
- Por
você. Eu imaginei que teria ódio, nojo de mim.
- Existe
alguma chance de alguma mulher ter nojo de você, Arthur?
- Digo
nojo pelo que submeti você.
- Eu te
disse que entedia seu lado, Arthur. E você me trata tão bem.
- Não
poderia ser de outra forma, bebê.
Eu me
virei, meio desajeitada na rede e fiquei sobre ele.
- Eu
adoro quando me chama assim.
Ele
sorriu.
- Você
parecia mesmo um bebê quando chegou aqui.
-
Parecia?
- Sim.
Agora é uma mulher.
Suas
mãos seguraram minha nuca, aproximando meu rosto do dele. Seu hálito frio e
delicioso banhava meu rosto.
- A
minha mulher... Mas sempre será o meu bebê.
Seu
beijo foi tão suave que meu corpo inteiro se derreteu e estremeceu. Foi rápido,
mas intenso.
-
Arthur... Ontem a noite...
Ele
esperou, me olhando.
- Você
disse... Quando te perguntei sobre seu tipo preferido de mulher...
- Eu
digo e repito: você é meu tipo preferido de mulher.
Puxou
minha cabeça para seu peito novamente.
- Eu fui
um idiota, sabe? Achar que eu sairia impunemente dessa situação.
- O que
quer dizer?
- Desde
quando encontrei você naquele aeroporto, Lua, eu pensei que se não estivesse
ali apenas para saber quem era a neta do Billy, eu iria atrás de você.
- Você
pensou isso?
- Sim.
Estava mais do que na cara que eu corria o risco de me apaixonar por você. E
depois de te-la aqui... Tão... Tão...
-
Submissa.
Ele
riu.
- Sim.
Eu não esperava realmente que você fosse gostar tanto.
Ainda
bem que meu rosto estava oculto em seu peito. Eu estava morta de vergonha. Mas
ele parecia adivinhar.
Creditos: Elly Martins



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