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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 10 Parte 1- RESGATE


Lua POV 

Minha felicidade na noite anterior foi tão grande que tinha medo de me levantar e perceber que tudo não passou de um sonho. Por mais que Arthur fosse carinhoso comigo, ouvir de sua boca que ele estava apaixonado por mim era mais do que eu poderia sonhar. Rolei um pouco na cama e percebi sua ausência. Olhei para o relógio e vi que ainda eram 4 da manhã. Onde Arthur estaria? Levantei-me e só então percebi a porta que dava acesso a varanda do quarto entreaberta. Estava frio. Arthur estaria lá? Estava. Deitado tranquilamente numa rede que eu não tinha percebido antes. Tinha se vestido com uma calça de moletom e uma camisa de malha. 

- Arthur? 

Ele ergueu os olhos para mim. 

- Oi. Acordei você? 

- Não. Aconteceu alguma coisa? 

- Não. Não conseguia dormir. Vim relaxar um pouco. Olhar o resto da noite. 

- Preocupado com Carla? 

- Não estava pensando nela. Volte pra cama, Lua. 

- Não posso ficar com você? 

- Está um pouco frio aqui. 

Eu retornei ao quarto e peguei um cobertor. Coloquei-o em volta dos ombros e voltei para a varanda. 

- Agora não está mais frio. 

Ele sorriu e abriu os braços pra mim. 

- Então venha. Deite-se aqui comigo. 

Eu me coloquei entre suas pernas e Arthur puxou minha cabeça em seu peito. 

- Aqui é sempre frio à noite? 

- Sempre. 

Ele ficou em silêncio, apenas brincando com meus cabelos e depois apertou seus lábios neles. 

- Acha que dará certo, Arthur? 

- Pegar Carla? 

- Sim. 

- Eu confio nos meus irmãos. 

- Tenho medo. Meu avô pode estar mais cuidadoso com elas. 

- Mas foi tão fácil pra Carla se encontrar comigo. 

- Sim, mas agora serão duas. Nem sei se vai permitir que as duas saiam juntas. 

- Carla dará um jeito. Sempre foi esperta. 

- Está feliz não está, Arthur? Por saber que apesar de tudo Carla está viva. E está bem. 

- Sim. Não tem noção de como estou feliz. Mas não só por Carla. 

Meu coração disparou no peito. 

- Por que mais? 

Ele pegou meu queixo e me fez olhar em seu rosto. 

- Por você. Eu imaginei que teria ódio, nojo de mim. 

- Existe alguma chance de alguma mulher ter nojo de você, Arthur? 

- Digo nojo pelo que submeti você. 

- Eu te disse que entedia seu lado, Arthur. E você me trata tão bem. 

- Não poderia ser de outra forma, bebê. 

Eu me virei, meio desajeitada na rede e fiquei sobre ele. 

- Eu adoro quando me chama assim. 

Ele sorriu. 

- Você parecia mesmo um bebê quando chegou aqui. 

- Parecia? 

- Sim. Agora é uma mulher. 

Suas mãos seguraram minha nuca, aproximando meu rosto do dele. Seu hálito frio e delicioso banhava meu rosto. 

- A minha mulher... Mas sempre será o meu bebê. 

Seu beijo foi tão suave que meu corpo inteiro se derreteu e estremeceu. Foi rápido, mas intenso. 

- Arthur... Ontem a noite... 

Ele esperou, me olhando. 

- Você disse... Quando te perguntei sobre seu tipo preferido de mulher...

- Eu digo e repito: você é meu tipo preferido de mulher. 

Puxou minha cabeça para seu peito novamente. 

- Eu fui um idiota, sabe? Achar que eu sairia impunemente dessa situação. 

- O que quer dizer? 
- Desde quando encontrei você naquele aeroporto, Lua, eu pensei que se não estivesse ali apenas para saber quem era a neta do Billy, eu iria atrás de você. 

- Você pensou isso? 

- Sim. Estava mais do que na cara que eu corria o risco de me apaixonar por você. E depois de te-la aqui... Tão... Tão... 

- Submissa. 

Ele riu. 

- Sim. Eu não esperava realmente que você fosse gostar tanto. 

Ainda bem que meu rosto estava oculto em seu peito. Eu estava morta de vergonha. Mas ele parecia adivinhar.


Creditos: Elly Martins

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