CAPÍTULO 10 Parte 3- RESGATE
Seu membro deslizou sem dificuldade
para dentro de mim e me agarrei em seus ombros. Minhas pernas automaticamente
envolveram sua cintura e ele foi mais fundo. Arthur sufocou um gemido em meu
pescoço e parou dentro de mim. Eu nunca senti o amor tão forte em um ato, como
nesse momento. Arthur ergueu a cabeça e encontrou meus olhos. Eu sabia que
nosso sentimento era recíproco. Tão recíproco e verdadeiro que falamos
juntos.
- Eu te amo.
Lentamente ele começou a se mover
dentro de mim. Meus quadris seguiam seu ritmo. Eu queria mais rápido, mais
forte. Mas Arthur não tinha pressa. Tirava seu membro quase que por inteiro
muito devagar e entrava novamente com uma estocada forte. O ar fugia dos meus
pulmões.
- Arthur... Mais rápido.
- Você é minha. Entendeu isso
agora? Toda minha. Diga Lua.
-Sua! Sou sua, Arthur. Sempre e
somente sua.
O olhar que ele me deu foi de pura
satisfação e começou a mover-se dentro e fora mais forte e mais rápido, como eu
queria. Meu corpo estremecia e eu já sentia os primeiros sinais de que iria
gozar. Eu fazia esforço para que isso não acontecesse tão rápido.
- Goza comigo, bebê.
Eu gritei junto com ele quando
senti seu liquido quente bombeando dentro de mim. Saber que Arthur também me
amava só intensificou ainda mais o meu prazer. Simplesmente não parávamos.
Arthur continuava se movendo e eu me contraía ao redor do seu membro. Até que
foi parando gradativamente e rolou para o meu lado na cama. Arthur me puxou
para si e só tive a leve percepção de ouvi-lo sussurrando palavras doces em meu
ouvido antes de mergulhar num sono profundo.
Arthur POV
Nunca me imaginei me declarando tão
abertamente para uma mulher. Mas o que eu sentia por Lua era forte demais para
ficar guardado dentro de mim. Eu sentia que Lua tinha algum sentimento por mim.
Mas nem de longe sonhei que seria amor. Pela primeira vez em muitos anos eu me
sentia plenamente feliz. Tinha de volta a minha irmã e era amado pela mulher
que eu amava. Olhei mais uma vez seu rosto de bebê, adormecido. Eu teria que
falar com Marcos o mais rápido possível. Não poderia arriscar uma gravidez
agora. Nossa vida juntos não poderia começar dessa maneira. Levantei-me e desci
para fazer o café. Já se passava das oito da manhã. Daqui a pouco Bernardo
entraria em contato. Tudo tinha que dar certo. Eu rezava para que Billy não
tivesse cismado de deter Carla e Sophia em casa, ou tudo ficaria mais
complicado. Eu teria que pensar o que fazer depois, afinal Sophia e Carla não
poderiam ficar aqui pra sempre. Estava perdido em meus pensamentos, encostado
na pia da cozinha e demorei a perceber a presença de Lua a porta. Ela me
olhava, como se não soubesse como agir, depois de tudo o que fizemos e dissemos
há poucas horas atrás. Abri meus braços pra ela, que imediatamente correu e se
aninhou ali.
- Bom dia.
- Bom dia, princesa. Já ia te
acordar. Sente-se aqui. Vamos tomar nosso café.
Ela se sentou e se serviu.
- Já tem alguma notícia?
- Ainda não. Bernardo não ligou.
Mas está cedo ainda.
Ela segurou minha mão sobre a
mesa.
- Está ansioso, não está?
- Um pouco.
- Eu também estou. Morro de
saudades das duas.
- Deu pra perceber que Carla gosta
muito de você.
- Eu também a adoro.
- É bom que as cunhadas se dêem
bem.
Lua ficou vermelha, mas antes que
pudesse dizer alguma coisa Bernardo ligou.
- Fale, Bernardo.
- As coisas complicaram um pouco,
Arthur. Billy só permitiu que as garotas saíssem se fossem com um
segurança.
-Acompanhadas por um segurança? Têm
que dar um jeito de despistá-lo, Bernardo.
-Elas estão com medo, Arthur.
- Tenho que pensar em algo então,
Bernardo.
Lua fez um sinal de que queria
falar.
- Bernardo? Lua irá falar com
você.
- Bernardo? Ligue para Carla
novamente e dê o seguinte conselho para ela: Que elas digam que querem ir ao
shopping. Façam algumas compras e depois vão ao banheiro. O segurança não
poderá entrar. Elas têm que dar um jeito de se disfarçar... Peruca, roupas, sei
lá. Soph é ótima para essas coisas. Ou então suborne as faxineiras, usem as
roupas delas, qualquer coisa.
Eu olhava pra Lua, assombrado.
Nunca a vi fazendo uma coisa dessas. Devolveu-me o celular.
- Bernardo?
- Caramba, Arthur... Essa Lua é
maquiavélica.
Eu ri.
-É a minha garota,
Bernardo. Mantenha-me informado, Bernardo.
Lua comia tranquilamente sua
torrada, me olhando.
- O que foi, Arthur?
-Obrigado. Por me ajudar.
Ela sorriu.
-Eu amo você, esqueceu?
- Não. Não me esqueci. E acho que
merece um presentinho por isso.
- Que tipo de presentinho?
- Hum... Que tal mais alguns
carinhos, alguns beijos...
Levantei-a da cadeira, carregando-a
em meus braços.
- E tudo o mais que minha princesa
desejar.
- Eu só desejo a você,
Arthur.
Creditos: Elly Martins



Nenhum comentário:
Postar um comentário