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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 08 Parte 3 - CARLA

- Meu irmão se chamava Arthur. 

Ela estava de cabeça baixa. Tirei meus óculos e olhei pra ela. 

- Arthur Queiroga Bandeira. 

Ela ergueu os olhos assustada ao me ouvir pronunciar meu próprio nome. Seus olhos se abriram ainda mais e sua boca se abriu. Ela arfava e pensei que teria um ataque ali mesmo. 

- Meu Deus... Você... Esses olhos... É você? 

Ela chorava e nessa altura eu também chorava. Levantei-me e fui ate ela.

- Arthur... Arthur... 

Carla também se levantou e se atirou em meus braços. 

-É você, não é? Diga que é você. 

-Sou eu, bruxinha. 

Ela me abraçou mais forte ao me ouvir chamando-a como antes. 

- Eu jamais me esqueceria desses olhos, Arthur. E seus cabelos... Meu Deus... O que aconteceu? 

Eu sorri. 

- Não sei. Ficaram assim. 

- Carla... Não sabe o que vivi esses anos todos, pensando que estava morta. 

- Eu também, Arthur. O que aconteceu? Como escapou? 

- É uma longa e triste história, Carla. 

-Vamos sair daqui? Vamos a um lugar mais tranquilo. 

Fomos até um parque e nos sentamos sob as árvores. 

- Eu me lembro apenas dos homens me tirando da cama dos meus pais. 

- Então eu cheguei depois disso. Pensei que ainda estivesse lá. Graças a Deus você não viu nada. 

- Mas o quarto ainda não estava em chamas. 

- Não. Eles atiraram em nossos pais primeiro, Carla. 

Ela deu um grito de horror e agarrou minhas mãos. 

- Eu vi tudo e fugi. Acho que nem se deram ao trabalho de ver se eu estava lá. Chegaram atirando e atearam mais fogo. 

- Isso é terrível, Arthur. Mas quem... Quem fez... 

Eu a olhei profundamente e acho que ela deve ter entendido. 

- Por causa das terras? 

- Sim. 

- E como viveu esse tempo todo, Arthur. 

- Fui adotado por uma família muito especial, Carla. Eu os amo muito. 

- Então é por isso que está com Lua? Para se vingar? 

- Sempre perspicaz, Carla. 

- Coitada, Arthur. É uma boa pessoa. 

- Está sendo bem cuidada, Carla. Estamos só eu e ela. 

- E você? Como tem vivido naquela casa? 

Ela baixou os olhos e pressenti o pior. 

- Estou bem. 

- Nunca soube mentir, Carla. Quero saber de tudo. 

De repente ela começou a chorar de novo. Abracei-a pelos ombros. 

- O que foi, pequena? Pode confiar em mim, sabe disso. 

- Não... Você ficará com mais ódio e descontará em Lua. 

- Claro que não, Carla. Eu... Eu gosto dela. 

Ela sorriu um pouco, apesar das lágrimas. 

- Gosta em que sentido? 

- Nesse mesmo que está pensando. Mas falaremos sobre isso depois. Agora me conte. 

- Aquele... Aquele homem é horrível, Arthur. Eu o odeio... Tenho nojo dele. 

- O que ele fez a você? 

- A mim e a Soph. 

- Carla, por favor, sem preâmbulos, fale logo. 

- Nós somos como... Como esposas dele. 

Eu me levantei aturdido. 

- O que? 

Ela chorava incontrolavelmente. 

- Ele nos adotou... Simplesmente para servirmos a ele... Na cama. 

- Maldito... Maldito...

Eu esmurrava a árvore, como se aquele demônio estivesse a minha frente. 

- Eu devia te-lo matado... E não me vingar usando a Lua. 

Sentei-me novamente, passando as mãos nos cabelos. 

- Meu Deus, estou agindo feito ele. O que eu fiz com meu bebê? 

- Bebê? 
Eu ri. 

- É assim que eu a chamo às vezes. Carla... Eu tenho que tirar você de lá. 

- Mas... Como? Arthur ele virá atrás de você. 

- Ate hoje não me encontrou. Aliás, como ele está? 

- Acabado. Só vive na cama agora. Parece que morreu por dentro. 

- Ótimo... A próxima agora será você. 

- Mas... Arthur... E Soph? Não posso abandoná-la lá. 

- Pegaremos a Sophia também. 

- O que irá fazer? 
- Dê-me um tempo, Carla. Tenho que fazer tudo calmamente. Preciso da ajuda dos meus irmãos. 

- irmãos? 

- Sim. São dois. Micael e Barnardo. Irá conhecê-los. Mas no momento, Carla, por favor. Tome cuidado. Não deixe que ele perceba nada. 

- Pode deixar comigo, meu irmão. 

Eu sorri e a abracei de novo. Era bom demais ouvi-la me chamando assim. 

- Como descobriu sobre mim? Foi Lua? 

- Sim. Disse que sentia sua falta. Quando ouvi seu nome fiquei louco. Aliás eu preciso voltar logo. Não gosto de deixá-la sozinha. 

- Onde estão? 

- Na ilha dos meus pais. 

- Ilha... Caramba. Então são muito ricos? 

- Sim, somos. 

- E Lua, Arthur? Como fica nessa história? 

- Fui um burro por usá-la, Carla. Eu... Acho que... 

Ela esperou. Já não havia lágrimas, apenas um brilho divertido no olhar. 

- Acho que me apaixonei por ela. 

- Eita... E agora? O que pretendia fazer com ela? 

- Fiz dela minha escrava... Na cama. Ficaria com ela até engravidá-la, depois iria devolvê-la. 

- Grávida? Arthur, seu maldito... Viu o que fez? Quer dizer... Estão... Transando? 

Pela primeira vez eu fiquei sem graça e senti meu rosto em chamas. 
Creditos: Elly Martins


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