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domingo, 1 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

47° Capítulo  


- Vou lá para baixo. - Ela tentou levantar-se, mas Arthur a impediu. - Deixe-me ir!

- Termine o que estava fazendo

. - Você é desprezível!

- É o que dizem - concordou, cínico.

 - Eu bem que poderia...

- O que, pequena?

- Socá-lo! – Lua rangeu os dentes e enfureceu-se quan­do ele gargalhou.

- Há maneiras mais sutis de punição.

 - Em você não há nada sutil!

- Já perdeu quatro minutos, querida.

Lua  gritou um palavrão, apoiou o caderno nas pernas e voltou ao que fazia.

Arthur  cruzou os braços na nuca e pôs-se a olhá-la. Ela es­crevia rápido, e ele se perguntou se lua sabia que de vez em quando mordia o lábio.

Uma mecha caiu-lhe no rosto, e ele conteve a vontade de colocá-la atrás da orelha.

Teria de dar fim naquela camiseta. Esboçou um breve sorriso ao pensar na reação dela diante de sua sugestão.

Qualquer mulher em sua companhia vestiria algo mais fe­minino, uma camisola de seda ou de cetim, ou ficaria nua só para satisfazer sua vontade.

Arthur  cerrou as pálpebras e concentrou-se nos tópicos do acordo feito, que iriam, de fato, acrescentar muito em sua vida particular.

Lua terminou de ler o texto para o dia seguinte e fez uma anotação na borda da folha. Decidiu acrescentar um co­mentário ao tema para salientar um ponto em especial.

Fechou o caderno, pôs um marca-texto no livro, colocou-os na cabeceira ao lado, verificou as horas e depois encarou o homem deitado logo ali.

Estudou-o com uma mistura de resignação e indignação. Apres­sara-se tanto para terminar a tarefa!

A expressão dele dormindo a fascinou, seu rosto de ossos largos, o queixo forte e, por fim, a boca sensual. Admirava-lhe os bíceps, os braços bem-definidos, as mãos que apoiavam a cabeça.

Seu olhar percorreu o tórax largo e se deteve nos pêlos que desapareciam sob o lençol.

O que Arthur faria, Lua perguntou-se, se ela passasse o dedo em seus lábios?

Nesse instante ele abriu os olhos e quis saber:

- Já terminou?

Será que ele sabia que ela o admirava? Esperava que não.

- Sim.

Arthur  abriu um sorriso bobo.


continua

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