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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

58° Capítulo  



- Não seja convencida, minha querida - Sasha disparou, gélida.


- Essa palavra não está em meu vocabulário. – Lua respirou fundo. - Por que não vai direto ao assunto?


- Enrico está fascinado por você.


- Está me oferecendo Enrico em troca de Arthur? - Espan­tou-se, sem acreditar no que ouvia.


- Enrico é famoso e milionário.


- E enquanto houver dinheiro disponível... – Lua disse com desdém, e Sasha sorriu.


- Vejo que nos entendemos bem.


 - Não, benzinho. Longe disso.


- Então não vai jogar?


- Não os jogos que você conhece. – Lua passou por Sasha e voltou ao salão.


Arthur a viu entrar, e alguma coisa nela tocava seu coração. Sentiu uma pontada de desejo no baixo-ventre, e sua expressão ficou um tanto séria quando percebeu que Enrico Alvarez ca­minhou na direção dela.


Ciúme? Não era uma emoção consciente, mas se dissipou quan­do Lua deu um leve sorriso a Enrico e continuou seu ca­minho pelo salão.


- Gostaria de tomar mais um café? – Arthur ofereceu quan­do ela se aproximou.


- Talvez algo mais forte – Lua esbravejou.


Os lábios dele curvaram-se em um sorriso despretensioso. - Deixe-me adivinhar... Sasha trocou algumas palavrinhas com você.


- E não gostei nem um pouco. - O leilão está quase acabando. - E então poderemos ir embora? - Sua pressa em ir embora me excita.


- É uma questão de escolha - insinuou, com cinismo. Arthur deslizou a mão pelo pescoço dela e massageou-lhe os músculos tensos.


- Só mais dez minutos, pequena.


Arthur esperou entrarem no carro e saírem do estacionamen­to. - Quer me contar o que aconteceu?


- O dinheiro tem suas próprias regras.


- Como assim?


- Bem, como posso explicar? Dois homens ricos e duas mu­lheres. Será que importa quem está com quem? Sasha gosta de provocar, e eu não estava disposta a engolir.


Lua fitou-o de soslaio e, ao perceber o esboço de um sor­riso, completou, zangada:


- Não é engraçado.


Se Arthur risse, lhe daria um soco. Mas ele não o fez, e eles permaneceram calados pelo resto do caminho.


Arthur reparou no movimento de seus ombros quando Lua subiu quase correndo as escadas.


Ela despiu-se em silêncio, tirou a maquiagem, escovou os dentes, pôs uma camiseta e, quando entrou no quarto, encon­trou Arthur já deitado.


Recostado ao travesseiro, seu peito estava nu e o lençol co­bria-o até a cintura. Lua foi até a cama e deitou-se costas para ele.


Instantes depois, Arthur apagou a luz, e o aposento ficou imerso na escuridão.


Lua permaneceu quieta, controlando a respiração ao con­tar o tempo. Dois, três, quatro... Dez, onze, doze. Vinte. Droga! Por que sua imaginação fervilhava, concentrando-se no homem junto a si?


"Admita, garota: você o deseja. Precisa do toque de suas mãos e de sua boca a explorar-lhe o corpo."


Imagens sensuais povoaram sua mente, e Lua virou-se devagar estendendo a perna. Talvez se escorregasse um pouco a mão...


- Você já vai dormir?


Lua congelou quando sentiu Arthur puxá-la para cima dele.






continua


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