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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

61° Capítulo  e 62° Capítulo  

61° Capítulo  


- Não podemos simplesmente largar tudo e ir embora, Arthur...


- Podemos, sim. - Caminhou até a escada. - Você faz sua mala ou eu faço?


- Por quê?


- Precisa de algum motivo?


- Claro que sim! - Ela o seguiu, a raiva crescendo a cada passo.


Com aquilo ele sabia lidar, pois Lua costumava perder a paciência com facilidade em grandes explosões, após a morte do pai.


No quarto, em cima da cama, havia duas malas, uma cheia e outra vazia.


- Não quero ir a nenhum lugar.


- Brigar não resolverá nada. Lua lançou-lhe um olhar irado.


- Acho que não gosto muito de você.


Arthur foi até o closet e apanhou mais algumas roupas.


- Você tem o pavio curto, pequeña. Odeie-me o quanto quiser. Lua o observava, incrédula, depositar as roupas no leito junto com algumas peças de lingerie.


- O que pensa que está fazendo, Arthur?

- Nós vamos sair em dez minutos.


Ela foi, apressada, até o closet e tomou-lhe a frente.


- Mas que droga, eu faço isso!


Minutos mais tarde, já havia recolocado nos cabides as peças que ele escolhera e fez uma seleção de seu agrado.


- Você ajudaria se me dissesse se esta é uma viagem de negócios ou diversão.


- É para relaxarmos – Arthur comunicou, indolente. Após alguns movimentos hábeis, Lua terminou da arru­mar sua bagagem.


- É o homem mais teimoso que eu tive o desprazer de co­nhecer, sabia?


- Desprazer, lua? - ele repetiu com uma suavidade que fez a raiva desaparecer de seu semblante.






continua



62° Capítulo 


- Não é bem assim...


- Gracias. – Arthur observava-a colocar estojos de maquia­gem e cremes na Mala.


Chegaram ao aeroporto com alguns minutos de antecedência e viajaram um pouco mais de uma hora até Coolangatta.


Arthur alugou um carro, e a noite já caíra quando percorriam os trinta quilômetros que os levariam para a costa norte.


Prédios altos iluminavam a baía, e Arthur dirigiu até a praia principal, onde se hospedaram no Sheraton Mirage Resort, um belo edifício construído à beira-mar.


A suíte enorme tinha uma vista magnífica, e havia também champanhe no gelo, flores, frutas frescas e chocolates de boas ­vindas.


- Isto é maravilhoso! – Lua abriu um sorriso, apre­ciando o oceano e sua bela orla.


Arthur observou com alívio a alegria no rosto dela, e sua alegria compensou os compromissos que adiara a fim de per­mitir-lhes esse breve passeio.


- Vamos dar uma volta?


-O champanhe podia esperar.


 - Se é isso que você quer...


Lua virou-se para ele.


- Por acaso está me mimando?


- Estou fazendo sua vontade.


- Isso pode ser perigoso - ela devolveu, sorridente.


- Então, aproveite.


- Acho que deveríamos ir passear.


Lua ouviu uma risada rouca escapar da garganta dele. A brisa noturna era uma carícia na pele, e eles caminharam pela areia de mãos dadas.


Andaram até o trecho iluminado por holofotes, voltando en­tão para o deque do hotel, indo, em seguida, até a marina.




continua


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