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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

63° Capítulo  




via restaurantes, cafés, butiques e o elegante Palácio Versace, onde não se pouparam recursos para obter um resul­tado magnífico.


Aproveitaram para tomar um drinque em um bar de onde, tinham uma bela vista do cais e suas embarcações.


O lugar, despojado e atraente, era ponto de concentração dos visitantes.


Lua sentia que sua tensão dissipava-se aos poucos. Seria a brisa marítima a responsável? Ou a perspectiva de ficar com Arthur dois dias inteiros, sem nenhum compromisso social ou de negócios para atrapalhar?


Surfe, sol e areia... Aquilo, sim, era vida.


 Arthur  a observava sem reservas. Os cabelos presos no alto da cabeça começavam a se soltar, e ele conteve o impulso de livrá-los de vez das presilhas.


Desejava acariciar as feições delicadas e tocar aquela boca com a sua, saboreá-la com sua língua e tomar conta daquelas doces reentrâncias no prelúdio para uma intimidade maior.


Nesse instante, Lua o fitou, atordoada, sua face ganhou uma cor rosada, e ele sentiu um aperto forte no peito, que se intensificou quando ela lhe sorriu.


- Está cansada, Lua.


- Estou?


- Sem dúvida.


O tom despretensioso não a enganava.


- Não sei por que, mas acho que ir para cama não significa necessariamente dormir.


Arthur roçou-lhe o queixo com o dedo.


- Quem sabe... - Ergueu-se da cadeira com um súbito mo­vimento e a fez levantar-se também. - Pode deixar todo o tra­balho para mim.


- Bem, é melhor assim – Lua  brincou.



De fato, ela refletiu depois, a intimidade entre ambos ficava cada dia melhor. Arthur sabia levar uma mulher à loucura. Bastava um toque de suas mãos, de sua boca sensual e ela pegava fogo.


Talvez ele tivesse começado, pensava, quase dormindo, mas foi ela quem terminou. Ambos, em estado de glória, atingiram o êxtase.


Lua ouviu quando Arthur gemeu em seu ouvido, e em seguida, beijou-a com ardor, e os dois tremeram, delicia­dos, num auge de paixão que duvidava vir a sentir outra vez.


Lua adormeceu, mas foi despertada pelos dedos hábeis deslizando e explorando, e posicionou-se em cima dele, arquean­do-se sobre ele quando Arthur beijou-lhe os seios, estimulando­-lhe os mamilos até que ela gritasse.


Arthur, então, passou a passear os lábios na curva de seu pescoço, bem devagar, apossando-se em seguida de sua boca em um beijo que pareceu tirar toda a vida de seu corpo.


Em um movimento suave, Arthur ficou de costas ajeitando-a com sensualidade sobre seus quadris, momento em que Lua assumiu a tarefa fantástica de acariciá-lo e excitá-lo, movimen­tando-se com vigor até a explosão final.


Então Arthur abraçou-a como a um bebê e afagou-lhe os cabelos.


- Eu espero que você não queira fazer nada agitado nas próximas horas.


- Nem uma volta na praia? Um mergulho no mar? Um joguinho de tênis? - Arthur provocava, dando-lhe beijinhos no rosto.






continua


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