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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

 48° Capítulo  



- Bom... - Então, estendeu os braços para alcançá-la, apro­ximou a cabeça da dele é deu-lhe um beijo convidativo e sedutor. Seria sempre assim? Lua sentia-se agonizar enquanto cedia às sensações que o beijo despertava. A magia doce daquele toque a invadia, aquecia seu sangue, desestabilizava seus sen­tidos, até o momento em que imploraria para ser possuída.

Arthur  colocou Lua em uma posição confortável, afagou-a bem devagar, explorando suas curvas com intensa volúpia, fa­zendo-a contorcer-se de deleite, cada vez mais, até o momento do clímax final.

Mais tarde, deitada de costas, de braços abertos e olhos fecha­dos, Lua se esforçava para impedir as lágrimas de alegria. Arthur  as notou, e a emoção tomou conta dele. Com muita espontaneidade, percorreu com o indicador o caminho que elas descreviam até a boca, arrematando o gesto com um beijo.



 No verão, Sydney traz a promessa de clima quen­te com dias ensolarados, temperaturas ame­nas e uma brisa agradável que vem do mar.

É uma cidade ampla, com extensas zonas residenciais que margeiam um centro dominado por arranha-céus. A arquitetura moderna reflete-se nos edifícios de escritórios, nos vários hotéis e prédios residenciais, e as ruas fervilham com um trânsito intenso.

Ali vive uma população cosmopolita, onde asiáticos e euro­peus se misturam com os australianos nativos.

Lua amava chamar Sydney de sua casa. Afinal, ali nas­cera, fora criada, estudara e trabalhava.

A vontade de viajar para outros continentes sempre foi gran­de e, apesar de já ter se aventurado com os amigos para as ilhas Fiji e a Nova Zelândia, o tempo gasto com os estudos a impedira de ir mais longe.

Por isso, a idéia de viajar para Nova York era instigante e seria uma ótima oportunidade de quebrar sua rotina extenuan­te de labuta, seguida das visitas ao pai no final da tarde.

De noite, havia Arthur .

Recusava-se a dizer que eles faziam amor. Apenas duas pes­soas que se importam uma com a outra fazem amor. Então, qual era sua relação, afinal?

Um trato, disse uma voz miúda dentro dela. "Você tem um trato, Lua. Ponto final."

Nova York era demais. Lua adorava seu ritmo acelerado, junto com o barulho das ruas que lhe invadia os ouvidos.

O hotel luxuoso tinha uma suíte magnífica e o serviço era impecável.

- Estarei em reunião até o final da tarde - informou-lhe Arthur , enquanto conferia seus e-mails.

- Vou visitar os arredores – Lua decidiu.

Poderia se distrair durante todo o dia. Havia museus e di­versos outros pontos turísticos, sem falar nas imensas lojas de departamentos.

- Leve este celular, e me ligue. – Arthur  a olhou, pensativo. 


- Sempre que precisar. Tome táxi e não pegue o metro. Entendido? 


- Vivi em uma cidade grande a vida inteira.

-Nova York não é Sydney - ele avisou, sério. Apanhou a carteira e ofereceu-lhe um maço de notas. - Pegue isto

. -Eu tenho dinheiro. –Lua convertera o salário em dólares americanos.


continua


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