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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

51° Capítulo  


- Isso é ridículo!

Ele enfiou as mãos nos bolsos da calça. - Ou é assim, ou não sairá do hotel.

- Não acredito nisso! Que direito você tem...

- O direito do homem que paga por seus serviços. Lua se sentiu esbofeteada e foi tomada por uma onda de pânico.

- Mas é claro... Como pude esquecer? - Foi ao banheiro abrir o chuveiro, separou uma lingerie, e depois virou-se para ele. - Não demoro para me arrumar.

Naquele momento, Lua não conseguia pensar no jantar, mas qualquer coisa seria melhor do que ficar enfurnada na suíte.

Quando Lua saiu do banheiro, quinze minutos mais tar­de, já estava maquiada, tinha feito um coque, e foi até o guar­da-roupa, onde apanhou uma calça de seda preta, uma blusa preta leve e uma jaqueta vermelha. Calçou os sapatos e apa­nhou a bolsa.

Arthur a elogiou, reparou em sua expressão tensa, e imagi­nou se Lua tinha idéia de como ele ficara andando de um lado para o outro, esperando que ela chegasse ou ligasse. Lua foi até a porta e voltou-se para ele.

 - Vamos?

Calados, tomaram o elevador. Arthur conduziu-a para o res­taurante do hotel, onde o maître arranjou-lhes uma mesa, e em seguida chamou o garçom de bebidas.

Arthur  pediu um excelente pinot noir e passou a examinar o cardápio. Lua quis uma sopa de entrada e uma ceasar salad de prato principal, e reparou o olhar sério dele ao fazer o pedido ao garçom.

- Sem fome, Lua? 

- Não.

Ele levou a taça aos lábios e sorveu um pequeno gole.

- Pretende restringir a conversa a monossílabos? Lua brindou-o com um sorriso forçado.

- Como foi seu dia? - Ela saboreou o delicioso vinho. - A reunião correu bem?

Arthur  reclinou-se na cadeira. - Está exagerando, Lua. 

- É mesmo? Achei que você quisesse uma conversa agradável.

- Vamos resolver esse assunto, está bem?

- Refere-se a quê?

Arthur ergueu a taça em brinde silencioso. - À discussão que teremos agora.

- Não gosto de discussões em público - afirmou, receosa.

- Acho que podemos conversar de maneira civilizada.

- Não temos nada para discutir, Arthur .


continua


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