Unexpected Time
Descrição: Uma viagem para a casa dos pais no natal nunca foi tão prazeirosa.
Classificação: 18 anos.
História
por Marina Romano | Revisão por Gabriella
Ela estava dirigindo a dezesseis horas. A dezesseis
malditas horas dentro de um carro. Só ela e seus pensamentos. Pensando em quão
estressada ela estava para cometer uma tamanha idiotice como esta. O que ela
mais desejava agora era chegar em casa e tomar um banho, mas até lá, ainda
havia muita estrada pela frente. Ela estava pensando em quão idiota era para
dirigir por mais de um dia para ir passar o Natal com seus pais. Tudo bem,
suspirou, eram seus pais, e além do mais, era Natal, mas seria tão mais fácil
ter pego um avião de Nova York até pelo menos Salt Lake City, em Utah. Ainda
não era a cidade de seus pais, mas pelo menos era no mesmo estado. Voltando
seus pensamentos ao motivo ao qual a levara a tomar o carro, tentando se
desestressar, não pode deixar de pensar em seu apartamento em Nova York. Um
apartamento modesto, não sempre tão organizado como gostaria, mas ela podia
chamá-lo de seu. Voltou então seus pensamentos ao seu trabalho e a primeira
imagem que lhe veio a cabeça era de seu chefe. E OH MEU DEUS, que chefe! É
claro que ele não era somente, bonito, inteligente, solteiro, enfim um bom
partido. Ele era muito, muito gostoso. Claro que ela não deveria ter esses
tipos de pensamentos com relação ao seu próprio chefe, mas quem a culparia, se
o tivesse visto jogar tênis, como ela, na semana passada? Sua barriga e seus
músculos rijos se destacam através da camisa pólo que usava. Apesar de ter
quase quarenta anos, ele ainda a fazia ter pensamentos impróprios. Ela começou
a pensar em como havia conseguido o emprego de secretaria-executiva, de um
famoso empresário de uma grande cadeia de hotéis em Nova York. Claro que suas
duas faculdades deveriam ter ajudado em alguma coisa, mas não tudo. Sua força
de vontade e discrição eram o ponto alto de seu caráter. Apesar das duas
faculdades, ela não se achava velha. Aos vinte e oito anos, Lua se sentia
totalmente disposta e com sua juventude intacta. Mas algo a preocupava. Suas
amigas estavam todas casadas ou noivas. Todas pensando nos filhos que tinham ou
teriam. E ela não tinha nenhum tipo de planos com relação a isso em mente.
Era por volta de meia noite quando ela finalmente
parou em um Motel na beira da estrada, próximo a Iowa City, no estado de Iowa.
Ela só desejava um banho e algumas horas de sono, para pegar a estrada
novamente e completar a outra metade de sua viagem. Ela já havia programado
fazer somente mais uma parada no próximo dia, em Grand Lake City, no estado do
Colorado. Uma pequena vila que ela havia conhecido quando menina e onde sabia
existir uma pousada reconfortante e a somente algumas horas de sua casa, além é
claro, de apreciar a paisagem do Parque Nacional Rocky Mountain e da vila, onde
ela sabia que estaria tudo enfeitado para o Natal, com sua atmosfera de sonho,
coberta de neve. No dia seguinte saiu cedo e pegou a estrada
novamente. Já era dia 23 de dezembro e ela estava ansiosa por sua casa em
Beaver, Utah. A pequena cidade na qual havia crescido e para onde sempre
voltava.
Eram por volta das 21 horas quando ela viu a placa
“Grand Lake, 10 miles”. Suspirando com satisfação por poder sair do carro em
pouco tempo ela acelerou o carro um pouco mais, sendo cuidadosa com todo aquele
gelo na pista. Ao ver fumaça sair do capô de seu carro ela ficou nervosa.
“Droga” bateu com a mão no volante. “Droga! O que
está acontecendo?”
Foi diminuindo a velocidade aos poucos e parou no
acostamento. “Legal”, falou consigo mesma “O que eu vou fazer agora?”
Saiu do carro e abriu o capô. Ao sentir o vapor em
seu rosto, tossiu e se afastou do carro. “Merda, eu não entendo nada de carros.
O que eu vou fazer agora?”. Ela encostou na lateral do carro,
pegando sua bolsa e seu celular. Mas como Murphy fazia parte da sua vida, ela
olhou para o visor e não conseguiu acreditar que aquela droga não tinha sinal.
Tudo bem, ela estava no meio das montanhas, mas mesmo assim, pra que ela pagara
caro naquele aparelhinho mesmo? Encostando novamente na lateral do carro,
sentindo o vento frio e aromatizado das montanhas ela parou e olhou para o céu,
ia nevar, ela refletiu. Suspirou e procurou pensar em uma solução.
“Deus” Ela pensou esperançosamente “Por favor,
mande alguém pra me ajudar. E que ele, por favor, não me mate nesse lugar.”
Suspirou.
Passado algum tempo, o qual ela realmente não
conseguia contar, pois seu desespero estava começando a tomar conta de sua
mente, ela avistou faróis. Indecisa com o que devia fazer no momento ficou
olhando aquela luz se aproximar.
Ele estava voltando pra casa do seu último turno.
Era quase Natal e ele só pensava em chegar em casa e descansar em frente à
lareira e tirar suas botas. Apesar de Grand Lake City não ser uma grande
cidade, era passagem dos turistas que aproveitavam as visitas a Aspen (as
estações de esqui, próximas) e isso acarretava em muito movimento para os
habitantes gentis dessa rica vila. Como xerife, Arthur Aguiar, se
assegurava pessoalmente da tranqüilidade e segurança da cidade que, apesar de
ser quase véspera de Natal, estava repleta de turistas.
Quase chegando a entrada da cidade, Arthur viu
um carro parado no acostamento. Num momento de duvida chegou a pensar em não
parar, mas era seu dever, sua responsabilidade ajudar cidadãos com problemas.
Ele encostou e desceu do carro. Suas mãos indo direto ao cinturão que levava.
Ambas parando em cima das duas armas que levava - a de fogo e a de choque. Não
que pretendesse utilizá-las, mas essa era a postura de um bom xerife.
Lua viu o carro encostando, não o reconhecendo a
primeira vista, pela escuridão da estrada, mas logo que pode avistar a viatura
do xerife, suspirou aliviada. “Nada melhor do que um policial para ajudar numa
hora como essa” pensou. Quando viu a porta se abrindo, já estava se sentindo
aliviada com a presença policial, mas nada a preparou para a figura masculina
que desceu e caminhou dignamente para ela. Ela não podia ver seu rosto
precisamente, mas ela ainda não havia se esforçado para isso. Fez uma analise
dele, dos pés à cabeça. Das malditas botas de vaqueiro e seus jeans ajustados
nas pernas fortes, o volume existente na fronte de seu jeans, a jaqueta com a
insígnia brilhante que não fazia nada para esconder seus poderosos bícepes e
seu Stetson .
Quando aquele pedaço de tentação se aproximou e a olhou ela se perdeu. Tinha
certeza que tinha morrido e ido ao inferno, porque somente assim poderia
explicar como havia ficado tão quente de repente. Com um maxilar forte e sombra
da barba, seus olhos Castanhos a olharam atentamente e ela pode sentir
como se queimasse diante de deles.
Arthur se aproximou do carro, vendo uma mulher
parada ao lado encostada à lataria. Era uma mulher espetacular. Ele podia ver
que era uma mulher da cidade grande. Tinha jeito de cidade grande, estava
vestida como alguém da cidade grande. Não que aquela calça jeans não ficasse
malditamente boa em suas pernas torneadas. Olhando-a pode ver sua blusa que,
apesar de fechada, mostrava o contorno do seus seios e para ele parecia
realmente formoso. Isso o pôs duro. “Maldição” pensou “Eu preciso de um
descanso e não posso ficar olhando assim pras mulheres, por mais diferentes que
sejam.”. Respirando profundamente e tentando obter seu auto-controle novamente
(não que ele esperasse que o habitante de seu jeans colaborasse), caminhou a
passos firmes em direção a moça e parou próximo a ela.
- Boa noite moça. – Lua ouviu sua voz profunda
e grave e sentiu arrepios. - O que aconteceu? – perguntou Arthur
cordialmente. Seus olhos nunca abandonando a sondagem da pequena e frágil
mulher a sua frente.
- Boa noite xerife. Há algum problema com o carro,
eu realmente não sei o que aconteceu.
Olhando em seus olhos Arthur pode notar os
olhos dela, mas não pode distinguir a cor. Castanhos? Verdes? De qualquer
maneira, ela possuía um olhar intenso. Somente ao imaginar aqueles olhos
ardendo de paixão pode sentir seu sangue fluir por seu corpo, circulando
intensamente em seus países baixos. Não conseguindo ficar parado e tentando não
evidenciar a protuberância em seus jeans, ele se movimentou até a frente do
carro, sempre olhando atentamente a ela. Olhou brevemente o motor e respirou
fundo.
- De onde você está vindo...?
- Lua. Lua Blanco. Policial. Estou
vindo de Nova York. Indo até o interior de Utah.
Franziu o cenho diante da declaração. Imaginou que
era da cidade grande, talvez de Denver ou Kansas, mas nunca Nova York. Isso era
longe. Mais de um dia de estrada se suas contas não estivessem erradas. Pode
ver seu ar cansado, mas não havia dado importância a isso anteriormente. Ele
mesmo não estava nas melhores condições.
- A quantas horas está dirigindo moça?
- A algumas horas. – ia dar uma resposta vaga, mas
o policial olhou-a de maneira inquisitiva e não pode deixar de complementar. –
Parei em Iowa para dormir, mas fiz só duas paradas até aqui para abastecer o
carro e comer alguma coisa a algumas horas atrás.
- Você pediu alguma ajuda?
- Não pude. Meu celular não tem uma boa recepção
aqui. Mas não faz muito tempo que eu parei.
Arthur abaixou o capô do carro e andou novamente
até Lua. Não sabia o motivo, mas tinha a vontade de abraçá-la. Culpou sua
falta de sexo por um período estendido de tempo. Não que não houvesse
pretendentes pra isso, mas as mulheres de Grand Lake o conheciam, e ele sabia
que elas não gostariam de sexo casual e ele não estava disposto a se amarrar
ainda. Pensou que talvez fosse seu instinto de policial, protetor, que o fazia
sentir-se grande perto da pequena e delicada moça a sua frente.
- Não se preocupe moça, eu vou chamar alguém para
guinchá-la até a cidade. – Pegou o celular do seu cinto e afastou-se para
telefonar para Jonny, o mecânico da cidade.
- Jonny. Aqui é o Arthur. Tudo bem, tudo bem.
E a Margie? Ótimo. – Ela o ouvia conversando no celular enquanto observava
discretamente as formas do seu corpo. E ela podia dizer que eram totalmente
tentadoras. – Eu sei que você já fechou, mas venha guinchar o carro. Pouco
depois da entrada pro Anderson’s. Faça isso. Eu os acompanharei a cidade.
Obrigado.
Fechando o celular Arthur voltou-se a
tentadora mulher que o olhava dos pés à cabeça. Se ela pensava que ele não
sentia seu olhar sobre si, estava tremendamente enganada. Mas ele não a
confrontaria no momento. Tinha um problema pra resolver e um pênis doido para
tentar esquecer.
- Jonny Mayer virá ajudar você. Vou acompanhá-la a
cidade. Sugiro que pegue suas coisas e feche o carro. Eu te levo na viatura.
Lua assentiu silenciosamente e pegou sua bolsa e
sua mala de mão, onde levava apenas uma troca de roupa e artigos que havia
separado previamente para levar para a pousada, assim evitaria carregar sua
mala que estava no porta-malas. Pouco tempo e Lua viu um senhor descendo
do caminhão-guincho e vir cumprimentar calorosamente o xerife. Após uma breve
troca de palavras, averiguou o motor do carro rapidamente.
- Senhora – Jonny falou – provavelmente ocorreu
algo com o radiador. Preciso verificar melhor para dar certeza, mas de qualquer
maneira, só poderei fazer isso amanhã cedo. Desculpe. Vou guinchar o seu carro
para a oficina e o deixarei lá. Tenho certeza que o Arthur te mostrará
onde fica.
Lua olhou para Arthur e após concordarem e
ajeitarem o carro ao guincho, voltaram à cidade. Jonny guiando o
caminhão-guincho com o carro e Lua e o xerife na viatura.
- Não pareceu muito desapontada, se não se importa
de eu comentar, senhora.
- Não estou. De qualquer maneira ia parar na
estalagem que tem aqui na cidade.
- Conhece a cidade?
- Um pouco. Vim uma vez quando era mais jovem com
meus pais.
Entraram na cidade e Arthur se dirigiu a
hospedagem a qual Lua se referia. O único hotel da cidade. A POUSADA DA
SUE, como era conhecida, era administrada rigorosamente pela própria Sue, uma
senhora encantadora, a qual Arthur se afeiçoava.
Lua entrou na pousada seguida de perto por Arthur
que levava sua mala de mão. Ao parar na recepção uma senhora idosa se aproximou
do balcão e sorriu para o xerife.
- Arthur, querido, quanto tempo não o vejo –
Ela rodou o balcão e abraçou-o.
- Não muito tempo, Sue – ele sorriu afetuosamente,
o que Lua pode ver, deixava seu rosto ainda mais bonito.
- Você está mais magro. Não tem se alimentado,
garoto? – Sue se preocupou por ele, fazendo-o rir.
- Estou bem, Sue, estou bem. Vim somente trazer
essa jovem, para passar a noite na pousada. O carro dela quebrou na estrada.
- Oh querida. Me desculpe. – Sue virou-se para Lua
– mas não temos mais nenhum quarto disponível. A pousada está cheia. É época do
turismo em Aspen. Você sabe como fica movimentado por aqui, Arthur. – Ela
olhou-o desculpando-se também.
- Não tem problema, madame – Lua respondeu. –
Eu vou dar um jeito. – Ela sorriu e virou-se para sair da pousada, pensando
desesperadamente o que faria. Sentiu, mais do que viu, ele acompanhá-la de
perto.
- Você por acaso tem alguma idéia de pra onde vai?
- Nenhuma. Bem. Na verdade eu vou tomar um café. –
apontou a cafeteria logo à frente – e depois eu vejo o que faço.
Ela virou-se para agradecê-lo e pegar sua mala,
quando ele pegou-a pelo cotovelo e guiou-a a cafeteria, onde sentou-a num banco
e sentou-se logo a frente.
- Obrigada, xerife.
A garçonete veio e anotou o pedido deles e logo que
ela foi ele voltou-se a ela.
- Senhora Blanco, o que eu posso fazer para
ajudá-la?
- Por favor, me chame de Lua.
- Ok, Lua.
- Bem, xerife, eu não vou abusar mais da sua
ajudar. Já fez muito por mim. Eu vou ficar por aqui até amanhecer.
- Desculpe, mas o café não é 24 horas. Não temos
estabelecimentos assim na cidade.
- Sinceramente, eu não sei o que lhe responder,
xerife.
- Arthur – ele falou rapidamente, observando
sua boca. Ele não soube porque, mas a idéia desses lábios pronunciando seu nome
o pôs mais duro do que qualquer outro pensamento da noite. – Arthur Aguiar.
Sem graça pela resposta e pelo olhar dele, Lua
tomou um gole do café e admirou a rua já pouco movimentada pelo horário. Sem
saber o que fazer Lua suspirou.
- Por que você não passa a noite na minha casa? – a
pergunta pegou a ambos desprevenidos. Arthur não soube o porque de
expressar seus malditos pensamentos em voz alta, isso não era um hábito seu. Lua,
por outro lado, fixou-o atentamente, poder-se-ia até mesmo utilizar a expressão
“de boca aberta” que não seria somente uma figura de linguagem. Um momento após
o choque, Lua respirou profundamente, esperando que seu rosto não tivesse
demonstrado o espanto em que seu cérebro se encontrava, falou:
- Bem, Arthur, eu... nem sei...
- Lua – disse autoritário – Você não está em
condições de negar, de qualquer maneira. – Ele estava sendo estúpido. Soube
disso no momento em que ela abriu a boca para revidar sua grosseria – Desculpe,
eu não quis falar assim. Mas, que mal tem? De qualquer maneira, é só uma noite.
E pense bem. Eu tenho uma banheira quente. – Deu um sorriso atravessado, um
dois quais, Lua sabia que faria qualquer mulher ter vontade de se jogar em
seus braços e gritar um “foda-me” em alto e bom som.
Com a perspectiva de uma noite sozinha e fria, em
oposição a uma quente e talvez acompanhada (não que o pensamento deles dois
tendo algum tipo de intimidade estivesse em sua mente, não mais do que dois a
cada minuto), ela concluiu que a melhor idéia era aceitar sua proposta e
arranjar um jeito de recompensá-lo.
- Tudo bem, Arthur. Eu aceito.
Arthur mostrou um sorriso, que positivamente havia
chego a seus olhos. Seu rosto se iluminara e ele levantou-se, deixando algumas
notas na mesa e pegando-a pela mão a guiou para fora, novamente até a viatura.
Permaneceram em silencio até estarem na casa dele. Ele estacionou em frente a
uma casa simples, bege, com uma varanda e com um banco de madeira nela. Lua
admirou a casa, acompanhando-o porta a dentro e parou na sala, lugar que a
levou ao fechar a porta quando ela passou.
- Eu levarei você até o quarto de hóspedes. Você
pode deixar sua mala ali, mas eu só tenho um banheiro, desculpe. Por isso acho
melhor você tomar um banho enquanto eu troco a roupa de cama. – Ele caminhou
pelo corredor até a primeira porta a direita e abriu-a. Ela seguiu-o não
podendo deixar de notar suas costas largas e sua bunda firme que a deixou com
água na boca. Sacudiu a cabeça e admirou o quarto em que acabara de entrar.
- Obrigada novamente. Eu não quero dar trabalho.
Vou apenas tomar um banho e dormir um pouco. Preciso sair cedo, pois tenho que
estar em Utah até o jantar amanhã.
- Não se preocupe. Acho que o Jimmy consertará seu
carro logo pela manhã. O banheiro é a porta a frente. Qualquer coisa me chame –
e saiu do quarto em passos largos. Lua suspirou e alcançou sua mala que
ele havia deixado em cima da cama e separou lingerie, seu pijama e artigos para
banho e carregou ao banheiro. Após depositar tudo em cima da pia ligou o
chuveiro e se despiu. Não iria tomar um banho de banheira, apesar dela ser uma
das melhores coisas que ela tinha visto até agora, ela não queria abusar da
hospitalidade dele.
Arthur ouviu Lua abrir o chuveiro e suspirou
na cozinha. Precisava manter seus pensamentos longe daquela mulher que o estava
enlouquecendo. Não era possível estar mais duro. Seus jeans estavam insuportavelmente
justos no momento e ele só podia pensar em como aquela tentadora mulher o
estava levando a beira da loucura sem fazer nada. Ele tinha que parar com esses
pensamentos, pois não era mais um adolescente e provavelmente ela não estava
interessada do mesmo modo que ele. Com pensamentos como esse rondando sua
mente, ele ouviu após algum tempo o chuveiro ser fechado e soltou um palavrão
que faria mulheres bem educadas arregalarem os olhos. Lembrou-se que não havia
toalhas no banheiro e andou em passos rápidos até o armário do corredor, onde
sempre deixava roupa de cama, toalhas e cobertas limpas para suas visitas. Que
ele tinha que admitir, eram escassas. Quando foi bater na porta para oferecer a
toalha a Lua ela abriu a uma fresta da porta, escondendo-se atrás e
assustou-se por vê-lo parado em frente a porta com uma toalha na mão.
- Desculpe, eu esqueci de por uma toalha no
banheiro – ele estendeu a toalha e, quando ela foi estender a mão para pegá-la,
a toalha caiu. Ela abaixou-se atrás da porta ao mesmo momento que ele, porém a
porta abriu um pouco e quando ambos levantaram ele pode vê-la nua. Aquilo foi
demais para seu limite, já tanto quanto pressionado. Arthur estendeu a mão
e tocou-a no braço, puxando-a em seguida para si.
Seus corpos colidiram e com a outra mão Arthur
puxou-a pela cintura, juntando seus corpos de uma maneira que ela pode sentir
seu pênis pressionando sua barriga. Sua mão direita, que estava no braço dela
subiu até o pescoço e ele juntou seus lábios ferozmente. Sua língua explorou os
lábios dela, querendo senti-los, adorá-los, acariciá-los. Logo introduziu sua
língua na boca dela e explorou cada canto com tamanha precisão que Lua
teve que agarrar-se a ele, pois pode sentir suas pernas começarem a bambearem. Arthur
mudando o ritmo, começou a introduzir sua língua no mesmo ritmo com que começou
a esfregar sua ereção, ainda com os jeans atrapalhando, na barriga dela. Ela
gemeu com o contato e se apertou nele, podendo senti-lo grande e duro contra
sua barriga e suas mãos fortes contra seu corpo.
Arthur abaixou suas mãos até as curvas inferiores
de sua bunda e a ergueu, fazendo-a abraçar seus quadris com as pernas e a guiou
para seu quarto. Jogou-a em sua cama. Ela pode ver e sentir os lençóis. Seda. E
tinham o cheiro dele: másculo, forte e excitante. Ela focou sua atenção nele.
Ele se despia rapidamente, e olhou-a dos pés à cabeça, como um leão analisando
sua presa. Já nu, Arthur se aproximou da cama e foi deitando-se sobre ela.
Começou a passar suas mãos pelas pernas dela, passando pela barriga, fazendo
pequenos desenhos com os dedos e parou-os em seus seios. Sua cabeça logo seguiu
suas mãos. E Lua mal pode olhá-lo uma vez mais, pois ele escolhera esse
momento para sugar avidamente um mamilo em sua boca. Ele não estava sugando-a,
estava devorando-a. Lua soltou um longo gemido e não soube se o som
gutural que ouviu e seguida foi produzido por ela ou ele.
Começou a mexer-se sob ele e ele subiu seus lábios
até os dela, lhe roubando o fôlego uma vez mais, antes de começar a atormentar
seus mamilos com seus dedos e espalhar beijos até sua orelha.
- Se quiser parar tem que me falar agora. – e
mordiscou a orelha dela.
Com aquela voz grossa e sexual em seu ouvido Lua
só pode passar os braços em torno dos ombros absolutamente maravilhosos dele e
apertar suas pernas fortemente ao redor dos quadris dele e puxá-lo para si. Ele
desceu uma mão para sua vagina e pode senti-la molhada de excitação.
- Vai querer parar agora? - Respirou fundo para não
perder seu auto-controle e pressionou o dedão de encontro ao seu clitóris e
perguntou novamente em seu ouvido.
- Oh Deus. NÃO. Maldição. NÃO. – ela ofegou e
empurrou-o, fazendo-o deitar na cama. Era sua vez de aproveitar-se dele.
Passou suas pernas ao redor e montou-o.
Esfregando-se nele, mas sem permitir que ele a penetrasse, Lua passou as
mãos pelo tórax dele, sorrindo por poder explorar seus músculos definidos e
escorregou suas mãos até os mamilos dele. Onde os apertou e logo beijou um e
logo o outro. Ele rangeu os dentes e apertou as mãos ao redor do quadril dela.
Pressionou sua pélvis para cima, mas ela não permitia a penetração. Ia
provocá-lo. Desceu seus lábios pelo tórax dele até chegar ao seu membro, onde
deslizou a mão calmamente por ele, enquanto mordeu levemente sua coxa.
Arthur estremeceu com sua boca tão próxima, e ao
mesmo tempo tão distante de onde ele realmente queria. Se ela estava tentando
enlouquecê-lo, estava conseguindo. Ela aproximou sua boca de seu pênis e passou
a língua numa veia que saltava sob a pele fina. Ele tremeu e logo ela o abocanhou.
Foi o inferno. Arthur se sentiu queimar de todas as maneiras possíveis e
imaginarias. Ele a sentiu passar a língua ao redor do pico de seu membro e o
chupar mais avidamente. Ele não duraria. Dessa maneira ele jamais duraria.
Puxou-a delicadamente pelo cabelo, fazendo-a separar-se de seu membro e a
empurrou para baixo de si. Não pode esperar para saboreá-la. Abaixou-se diante
de suas pernas que ele abriu facilmente com suas mãos e, sem nenhum aviso ou
delicadeza, abocanhou seu clitóris com a boca e o chupou e mordiscou mais
avidamente como conseguiu.
- OH... céus. Arthur. Foda-me. – ela
puxou-o pelo cabelo. Trazendo-o pra cima para apreciar os lábios dele que
estavam com seu próprio gosto.
Arthur beijou-a e soltando-se dela, afastou-se e
apanhou um preservativo na cômoda ao lado da cama e rapidamente vestiu-o sobre
seu membro ereto e a penetrou. Sem avisos. Só uma dura e rápida penetração. Ele
gemeu. Ela gritou. Ele pode senti-la apertando-o como se não quisesse soltá-lo,
mas ele precisava movimentar-se. Ele morreria se não se movesse agora.
- Lua. MALDIÇÃO. Você é tão malditamente
quente. Eu posso sentir cada músculo através dessa camisinha. – mais algumas
estocadas fortes e então ele parou. Ela abriu os olhos que estavam fechados até
essa hora, e olhou-o com indignação.
- Mova-se. Inferno. Mova-se AGORA. – e então
contraiu seus músculos internos, fazendo-o perder seu resquício de controle.
Agora ele tornar-se-ia uma maquina. Forte e poderosa. Com investidas rápidas e
fortes, apoiando suas mãos ao lado da cabeça dela, Arthur se inclinou
sobre ela e apanhou seus lábios enquanto sentia-a explodir. Suas contrações
internas levando-o a loucura, quando seus músculos apertaram seu tão sensível e
inchado membro, ele explodiu e pode jurar que ela também pode senti-lo
aquecê-la.
Fez mais alguns movimentos e então parou, relaxando
sobre ela. Retirou-se lentamente e levantou-se desprezando a camisinha no
banheiro e limpando-se. Voltou à cama com uma toalha úmida e limpou-a
suavemente. Jogando a toalha ao lado da cama, deitou-se ao lado dela
e abraçou-a por trás. Poderia deixá-la descansar um pouco e quem sabe mais
tarde uma segunda rodada?!
Eram mais de 9 horas da manhã quando Lua e Arthur
conseguiram sair da casa dele. Como ele esperava tiveram mais uma rodada depois
de um cochilo, mas ele não pode esperar que não seria somente mais uma, mas sim
várias. Ele estava atrasado pela manhã, mas não se importava. Levou-a até a
oficina e encontrou Jonny terminando de mexer no carro dela. Ela pagou o
mecânico e entrou no carro, estacionando-o ao lado da oficina, esperando Arthur
aproximar-se. Quando ele o fez, inclinou-se e apoiou-se contra o carro,
colocando a cara pela janela, somente para roubar um beijo de tirar o fôlego.
- Até algum dia... – ele falou, levantando-se e
colocando sua mão em seu Stetson como sinal de cumprimento, lançando um
daqueles sorrisos altamente mortais.
- Até algum dia. – Ela sorriu e arrancou com o
carro, partindo então para a casa dos seus pais. Se tudo corresse bem, chegaria
antes do jantar.
Já na estrada Lua ligou o rádio do carro e
Mariah Carey soava melosamente nos altos falantes:
“Make my wish come true
Oh, Baby, All I want for
Christmas is you”
Lua sorriu, um sorriso maroto e conhecedor. “Bem”
ela pensou “Sempre tem a viagem de volta”.
Fim
Creditos: Fanfic Obession
Gostaram ?? Quero Muitos Comentários!!



nossa SUPER amei uhueuheuhe
ResponderExcluir