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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 15 Parte 4- DE VOLTA À CIVILIZAÇÃO


Lua andava de um lado a outro, verificando tudo. Infelizmente chegava a hora de sairmos do nosso refúgio. Eu via a tristeza no semblante dela, mas eu simplesmente não conseguia mais viver dessa forma. Não pelo fato de estarmos isolados do mundo. Mas porque já estava mais do que na hora de nos casarmos. Lua já estava no quinto mês de gestação. Marcos trouxe uma verdadeira parafernália médica para a ilha. Não podíamos nos dar ao luxo de fazer os exames de Lua em algum laboratório. 

- Acho que peguei tudo... Exceto...

Foi até o armário e pegou nossos “brinquedinhos”. Segurei uma risada. 

- Pensei que fosse deixá-los aqui pra Soph. 

- Nunca. Ela que se vire com o Micael. 

Soph e Carla por enquanto ficariam na ilha. Pelo menos até que nosso advogado nos desse uma posição definitiva em relação à situação delas com o Billy. Ao que parecia elas não tinham sido realmente adotadas. Nosso advogado Mathew descobrira que os documentos delas eram falsos. 

- Estou com tanta pena de Carla e Sophia... 

-Pena por quê? Esse lugar sempre foi o paraíso para nós dois. 

- Sim, mas éramos... Um casal. 
-Éramos? 

-Somos. E Micael e Bernardo só virão aqui algumas vezes. Você esteve o tempo todo comigo. 

- Eu sei meu amor. Mas é preciso. E não será por muito tempo. Sentou-se ao meu lado, na cama, com uma cara infeliz. 

- Estou com medo, Arthur. 

- De que? 

- Do que meu avô possa fazer com você. 

- Não precisa temer bebê. Ele não irá se arriscar tanto assim. Ainda mais depois que souber tudo o que descobrimos sobre ele. 
- Tomara que tenha razão. Estremeço só de pensar que algo ruim possa acontecer a você. 

- Então não pense. 

Puxei-a para meus braços e beijei seus cabelos. 

- Vamos pra casa dele hoje mesmo? 

- Não. Assim que chegarmos você irá descansar. Só depois vou pensar em levá-la lá amanhã. 

- Como assim pensar em me levar. Está planejando ir sozinho? 

Minha cara tentando disfarçar me entregou. 

- De jeito nenhum. Eu irei com você. E fim de papo. 

- Tão mandona...
- Nem irei discutir isso, Arthur. 

Eu sabia que não adiantava mesmo discutir. 

- Acho que devemos ir agora, Lua. Não quero chegar lá à noite. 

Lua ainda deu uma última olhada no quarto, como se quisesse gravar aquela imagem em sua mente. 

- Nós iremos voltar bebê. Eu prometo a você. 

Descemos e fomos nos despedir de Sophia e Carla. Carla me abraçou com força. 

- Se cuida, meu irmão. Pelo amor de Deus, tenha cuidado com aquele homem. 
- Não se preocupe Carla. Não farei nada imprudente. 

Soph também me abraçou, enquanto Carla tentava abraçar Lua. 

- obrigada por tudo, Arthur. 

- Não hesitem em me ligar, Soph. Caso precisem de alguma coisa. 

- Bom... Eu ia precisar daquele chicote, mas... 

-De jeito nenhum Soph. Peça ao Micael para trazer um. 

Eu ri daquelas duas. Duas taradas, pervertidas. Carla e Sophia nos acompanharam até o jatinho. Mais abraços e Lua e eu estávamos nos afastando dali. Lua estava com o rosto virado, mas eu tinha certeza que ela chorava. 
- Não chore bebê. Vai ficar tudo bem. E depois que tivermos casados... Voltaremos pra cá. 

Em meio a lágrimas ela ainda sorriu. Uma hora depois chegávamos de volta à “civilização”. Micael nos esperava no seu carro. 

- Foi tudo bem, Arthur? 

- Tudo tranquilo, Mica. 

-Então vamos, porque Dona Kátia está aflita. 

Assim que chegamos, minha mãe veio correndo ao nosso encontro. 
- Ai... Graças a Deus. Como você está Lua? 

- Estou bem, Kátia. Obrigada. 

- Venha descansar um pouco. O quarto de Arthur está preparado para vocês. 

- vou subir com ela, mãe. 

Vamos tomar um banho e depois levo alguma coisa para ela comer. 

- Tudo bem, então. Descanse querida. 

Lua tinha um ar cansado e isso me preocupou. 

- Tudo bem, amor? 
- Sim. Só cansada. Mas logo passa. 

- Nossa... Arthur... Seu quarto é lindo. 

- É nosso por enquanto. Até eu encontrar um lugar só pra nós dois. 

Lua me abraçou deitando a cabeça em meu ombro. 

- não me importa o lugar, Arthur. Desde que você esteja por perto. 

- Estarei sempre. 

Mas um futuro incerto nos aguardava. Só esperava que futuro não me tirasse a “minha vida”.



Creditos: Elly Martins

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