CAPÍTULO 16 Parte
2- REVELAÇÃO FATAL – Penúltimo Capítulo
Ele riu e desceu para abrir a porta pra mim. Olhei para
toda aquela imensidão de casa.
Meu avô deveria estar muito infeliz aqui. Sem mais
ninguém com ele, exceto Félix. Micael e Bernardo andaram investigando e
descobriram que meu avô não mantinha mais tantos seguranças e empregados. Além
de Félix apenas mais três empregados para cuidar daquela casa enorme. Parecia
que tinha perdido a vontade de viver. Quando entramos na casa, Margareth, uma
das empregadas levou as mãos à boca.
- Lua...
- Oi Margareth.
- Você voltou, pequena.
Olhou meu corpo e arfou.
- Você... Ai meu Deus... Esperando um bebê? O que foi
que fizeram com você, menina?
Olhei para Arthur... A mesma cara impassível de
sempre.
- Depois Margareth. Preciso ver meu avô.
- Está no quarto, dormindo.
- Vamos, Arthur.
Arthur me seguia em silêncio. Eu daria tudo para saber
o que ele pensava. Mas não ousei perguntar. Entrei no quarto, as cortinas fechadas,
totalmente morto. Meu avô estava na cama, à aparência bem mais cansada e mais
velha. Realmente parecia dormir. Eu não sabia realmente o que sentia por ele
nesse momento. Mesmo sabendo de tudo o que ele fez, eu gostava dele, mas é
claro que não iria compactuar com isso. Ele teria que pagar, de qualquer forma.
Sentei-me ao seu lado, na cama. Arthur ficou um pouco mais afastado. Toquei em
suas mãos.
- Vovô?
Ele abriu os olhos e me olhou como se visse um
fantasma. Fechou os olhos novamente. Levei minha mão até seu rosto e o
acariciei. Mais uma vez ele abriu os olhos.
- Lua?
- Sou eu vovô.
- Ah... Minha filha...
As lágrimas desceram impiedosas pelo rosto dele. Ergueu
um pouco o tronco e me abraçou com força.
- Quase enlouqueci minha filha. O que houve? Aonde
estava? Eu preciso saber quem fez isso... Como chegou ate aqui?
- Calma vovô. Uma coisa de cada vez, está bem?
- Eu estou bem. Não se preocupe.
Só então ele reparou em Arthur.
- Quem é esse? Ele resgatou você? Ah... Preciso
agradecê-lo...
Olhei para Arthur. Vi o cinismo estampado em suas
feições. E também o ódio. E se aproximou da cama.
- Eu não a resgatei, Billy. Muito pelo contrário. Eu a
sequestrei.
Vi meu avô abrir a boca horrorizado e depois para minha
completa surpresa, levantar num pulo da cama. Arthur olhou aquilo, também
abismado.
- Você sequestrou minha neta e ousa estar aqui? E você
Lua? O que faz ao lado...
Eu me levantei e só então meu avô percebeu o volume em
meu ventre. Levou as mãos ao peito e pensei que fosse enfartar ali.
- Você... Você... O QUE É ISSO?
- Estou grávida.
Ele avançou em Arthur.
- QUEM É VOCÊ? O QUE FEZ COM MINHA NETA? O QUE QUERIA
DELA? Arthur parou bem em frente a ele. A fúria mais que evidente.
- Com ela eu não QUERIA nada. Queria com você,
velho.
- O que...
- Não se lembra de mim, hã? Muito prazer, Billy... Sou
Arthur Aguiar... Seu rosto agora ficou mais agressivo. Ele era bem mais alto e
forte que meu avô.
- Mas você pode me chamar de Arthur Queiroga
Bandeira.
Meu avô deu um passo pra trás, totalmente em
pânico.
Creditos: Elly
Martins



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