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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 16 Parte 2- REVELAÇÃO FATAL – Penúltimo Capítulo



Ele riu e desceu para abrir a porta pra mim. Olhei para toda aquela imensidão de casa. 
Meu avô deveria estar muito infeliz aqui. Sem mais ninguém com ele, exceto Félix. Micael e Bernardo andaram investigando e descobriram que meu avô não mantinha mais tantos seguranças e empregados. Além de Félix apenas mais três empregados para cuidar daquela casa enorme. Parecia que tinha perdido a vontade de viver. Quando entramos na casa, Margareth, uma das empregadas levou as mãos à boca. 

- Lua... 

- Oi Margareth. 

- Você voltou, pequena. 

Olhou meu corpo e arfou. 

- Você... Ai meu Deus... Esperando um bebê? O que foi que fizeram com você, menina? 

Olhei para Arthur... A mesma cara impassível de sempre. 

- Depois Margareth. Preciso ver meu avô. 

- Está no quarto, dormindo. 

- Vamos, Arthur. 

Arthur me seguia em silêncio. Eu daria tudo para saber o que ele pensava. Mas não ousei perguntar. Entrei no quarto, as cortinas fechadas, totalmente morto. Meu avô estava na cama, à aparência bem mais cansada e mais velha. Realmente parecia dormir. Eu não sabia realmente o que sentia por ele nesse momento. Mesmo sabendo de tudo o que ele fez, eu gostava dele, mas é claro que não iria compactuar com isso. Ele teria que pagar, de qualquer forma. Sentei-me ao seu lado, na cama. Arthur ficou um pouco mais afastado. Toquei em suas mãos. 
- Vovô? 

Ele abriu os olhos e me olhou como se visse um fantasma. Fechou os olhos novamente. Levei minha mão até seu rosto e o acariciei. Mais uma vez ele abriu os olhos. 

- Lua? 

- Sou eu vovô. 

- Ah... Minha filha... 

As lágrimas desceram impiedosas pelo rosto dele. Ergueu um pouco o tronco e me abraçou com força. 

- Quase enlouqueci minha filha. O que houve? Aonde estava? Eu preciso saber quem fez isso... Como chegou ate aqui? 

- Calma vovô. Uma coisa de cada vez, está bem? 

- Eu estou bem. Não se preocupe. 

Só então ele reparou em Arthur. 

- Quem é esse? Ele resgatou você? Ah... Preciso agradecê-lo... 

Olhei para Arthur. Vi o cinismo estampado em suas feições. E também o ódio. E se aproximou da cama. 

- Eu não a resgatei, Billy. Muito pelo contrário. Eu a sequestrei. 

Vi meu avô abrir a boca horrorizado e depois para minha completa surpresa, levantar num pulo da cama. Arthur olhou aquilo, também abismado. 

- Você sequestrou minha neta e ousa estar aqui? E você Lua? O que faz ao lado...

Eu me levantei e só então meu avô percebeu o volume em meu ventre. Levou as mãos ao peito e pensei que fosse enfartar ali. 

- Você... Você... O QUE É ISSO? 

- Estou grávida. 

Ele avançou em Arthur. 

- QUEM É VOCÊ? O QUE FEZ COM MINHA NETA? O QUE QUERIA DELA? Arthur parou bem em frente a ele. A fúria mais que evidente. 

- Com ela eu não QUERIA nada. Queria com você, velho. 

- O que...

- Não se lembra de mim, hã? Muito prazer, Billy... Sou Arthur Aguiar... Seu rosto agora ficou mais agressivo. Ele era bem mais alto e forte que meu avô. 

- Mas você pode me chamar de Arthur Queiroga Bandeira. 

Meu avô deu um passo pra trás, totalmente em pânico. 


Creditos: Elly Martins

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