Designer Image Map

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Merry Christmas With McFLY III

Capítulo 4: 


Era véspera de Natal. Um jantar havia sido elaborado pela mãe do Thur, Katia e pelo pai de Luh, Billy. Seria um jantar incrível e nada poderia deixar Lua mais nervosa por ter tanta gente em casa. Nada além de seu casamento, ou Jhulie indo embora dali há cinco dias. 
Ela ainda não havia conseguido tirar aquela ideia da cabeça da amiga e, muito menos, convencer Diego a ir atrás dela. E agora, não havia ninguém mais desesperada que Lua naquela noite. Ela não sabia o que fazer. 
- Luh, fica calma, amor! - Thur repetiu pela milésima vez naquela noite. Ele se aproximou da noiva e levou suas mãos até seus ombros nus, fazendo uma pequena massagem. Luh fechou os olhos e tentou apreciar. 
Ainda massageando, Thur levou os lábios até o pescoço da amada, fazendo uma trilha quente e molhada de beijos causar intensos arrepios nela. 
- Não se preocupe. Tudo vai ficar bem. - Ele sussurrou ao seu ouvido. - Esse é o seu mês especial, se lembra? - Ela respirou fundo quando ele mordiscou seu lóbulo. - No fim, Dezembro sempre ajeita tudo. Nosso casamento, Jhulie e Diego, tudo vai dar certo. - Ela concordou com a cabeça, ainda completamente bêbada de sensações. Queria agarrar o noivo e nunca mais sair daquele quarto. 
- Você deveria parar de me provocar dessa maneira. Você acha que essa greve é ruim só pra você? - Ela sibilou, não mais que um sussurro. Thur gargalhou baixo, o que fez ela se arrepiar ainda mais. 
- Foi você que escolheu isso, lembra? - Ela virou de frente para ele. - Mas fico feliz que essa tortura também atinja você. - Ela tentou não sorrir, sem muito efeito. 
- Isso é para o bem maior da nossa lua de mel! - Tentou parecer indignada. - Depois daquele aquecimento no Brasil, o mais óbvio fosse que nós respeitássemos o fato de estarmos indo nos casar na igreja. - Thur sorriu de leve. - É um local sagrado, Thur, e nós já desrespeitamos um dos mandamentos principais! 
- Sim, sim! Eu entendo! - Ele lhe deu um selinho. - Castidade e essas coisas. - Tentou soar como se aquilo não tivesse importância, mas no fundo, tantoThur quanto Lua viam aquele gesto como um pedido de desculpas a Deus. Uma reconciliação. 
- Que tal a gente descer e encarar logo a loucura que está lá embaixo? - Ela começou voltando mais uma vez ao espelho. - Afinal, os noivos somos nós não meu pai e sua mãe. - Ele gargalhou de leve e concordou. 

# 

Não foi fácil para Jhulie aceitar o convite de Lua e Thur para a ceia de Natal. Ela sabia muito bem que todos estariam lá, sabia muito bem que Diego estaria lá. 
Ela não queria de forma alguma estar na presença dele. 
Seria complicado, mas não havia formas de recusar um pedido tão árduo de Luh. Ainda mais se ela iria embora dali a cinco dias. Não podia recusar o pedido da amiga. 
Jhu se descobriu parada à porta da casa de Arthur, sem nem ao menos ter tocado a campainha. Depois do devaneio de seus pensamentos, ela conseguiu escutar o barulho da conversa alta que vinha de dentro da sala. Sem perceber, ela estava procurando pela voz que tanto lhe causavam arrepios. Não conseguiu identificá-la. 
Talvez ele desistisse de ir. 
- Oi. 
Ou talvez não. 

Jhu virou-se devagar, sentindo o coração martelando loucamente em seu peito. Sua respiração falhou quando pôde visualizar Diego parado atrás dela, as mãos no bolso do sobretudo bege, um cachecol vermelho enrolado ao pescoço. Seus olhos brilhavam, por culpa da neve, pensou Jhu. Não havia possibilidade de aquele olhar ser para ela. As coissa entre os dois haviam mudado muito nos últimos dias. 
- Oi. - Ela conseguiu dizer depois de ver o sorriso sem graça que Diego mostrava em seu rosto vermelho pelo frio. 
O silêncio se instalou entre os dois, exceto pelo barulho que vinha da casa. 
- Err... - Ele coçou a cabeça por cima do gorro preto. - Como você está? 
- Ótima! - Ela respondeu baixo. - Na verdade, nós estamos ótimos! - Jhu levou a mão direita ao ventre sem perceber. Diego pareceu notar e ficou ligeiramente sem palavras. - E você? - Perguntou sem conseguir conter o seu tom curioso. 
- Não tão bem quanto vocês, pelo o que parece. - Ele deu de ombros, sem olhá-la nos olhos. Depois respirou fundo, andando até onde ela estava. - Acho melhor a gente entrar. - Disse ao lado dela. - Não vai fazer bem pra vocês... Er... Ficar aqui nesse frio. - Parecendo desconcertado, Diego tocou a campainha deixando Jhulie atônita pelo o que escutou. 
Ele havia se preocupado com ela. Ela e o bebê. 
Quando Lua abriu a porta reparou que, pelo o olhar de Jhulie em Diego, alguma coisa havia acontecido ali, e precisava muito descobrir o que foi. 


Créditos: Samara J.

Nenhum comentário:

Postar um comentário