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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Proposta Indecente

82° Capítulo  Últimos Capítulos




- E eu, a inocente. Não tinha a menor chance, não é mesmo? - Ela estava fora de si. - Imaginei que poderia pegar um ano de minha vida, bancar o papel de amante e depois deixar tudo para trás. - Um riso desiludido escapou-lhe da garganta. - Com as emoções intactas, o coração inteiro... Como fui boba!


- De onde tirou a idéia de que eu a humilharia? - indagou, sem deixar de fitá-la.


- Você pode ter a mulher que quiser. Sasha me falou de muitas garotas que querem deitar em sua cama. E eu era...


- apenas um passatempo?


- Sim.


- Alguém de quem eu poderia me livrar sem pestanejar? - Não deixou que ela falasse. - Isso porque trabalhei a noite inteira para pegar um vôo mais cedo e voltar para casa.


- Porque o sexo era bom.


Arthur se esforçou para não pegá-la em seus braços, deitá-la na mesa e mostrar o quanto poderia ser bom.


- E você acha que seria a mesma coisa com qualquer outra?


- Sim.


- Por Dios! Que tipo de homem pensa que sou?


Lua não sabia responder, e Arthur ficou mais tenso.


- Não vou negar que aceitei sua proposta por um ímpeto de vingança misturado com um senso de justiça. - Arthur fez uma pausa, examinou com minúcia a expressão dela, e um sor­riso sensual surgiu. - Mas logo descobri o grande sacrifício que tudo aquilo era para você.


Ele rememorava a ingenuidade dela ao fazer-lhe a proposta. - Mas cada ato seu me forçou a rever meu julgamento ini­cial. Orgulho, sangue-frio... Você tirou isso de mim. E, como bem sabemos, o sexo era bom, sim. Entretanto, era mais do que isso. Muito mais. Para nós dois.


Lua tornou a sentar-se e permaneceu estática. A sala estava silenciosa, e ela não podia desviar-se dele.


- Sasha...


- Sasha é... era... - Arthur corrigiu-se, com ênfase -...uma companhia agradável que queria uma relação permanente. Mas eu, não. Fim da história.


Sem mais uma palavra, Arthur estendeu a mão até o outro lado da escrivaninha, apanhou uma folha e entregou-a a ela. - Leia.


Lua olhou para o papel, e depois de novo para Arthur. - Apenas leia, Lua - ele insistiu, inflexível.


Era um documento de menos de duas páginas, de cláusulas bem claras. Assinado por Arthur e testemunha­do por seu advogado, invalidava o acordo anterior entre Arthur e Lua e atestava que ela estava livre de quaisquer débitos referentes a seu pai, Billy Blanco.




continua


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