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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

The Divide

Cap 20 parte 3


Eu gelei, não consegui que ele realmente ia pedir a separação. Continuei parada em silencio, apenas escutando:

                  Arthur: Tenho um assunto importante pra falar...Não, eu cheguei hoje, tem pouco mais de uma hora...Os canadenses queriam desfazer o acordo, aí eu tive que voar as pressas pra lá semana passada, não deu pra avisar a todos da empresa, mas já ta tudo certo agora...Eu sei, eu verifiquei tudo, mas não é disse que eu quero falar. – ele ficou um tempo em pausa e eu comecei a me aproximar lentamente.- Quero abrir uma petição de divórcio!
      Ele finalizou num tom baixo, quase imperceptível. Eu dei a volta na cama e parei na frente, ereta, certa do que tava fazendo e ele olhou pra cima, ainda sentado na ponta da cama, me olhando fixamente, com o telefone do ouvido:

                  Lua: Desliga!
      Ele franziu a testa, mas logo voltou a falar:

                  Arthur: Não, Félix. Você ouviu certo sim. Eu quero me divorciar e...
      Eu peguei o telefone da mão dele, mas fiz isso suavemente, apenas o puxei. Ele não lutou, não fez nada. Apoiou os cotovelos nas pernas e cobriu o rosto com as mãos, visivelmente conturbado com aquilo tudo, e perguntou:
                 Arthur: Porque ta fazendo isso? Porque ainda ta aqui? O que ta esperando pra ir contar a noticia para o seu namoradinho? – ele me olhou.

      E seu olhar era estranho, frio mas também quente, de ódio talvez. Eu não liguei, tinha que resolver aquilo de uma vez. Joguei o telefone dele em cima da cama, e encostei uma das minhas mãos no rosto dele, ainda sentado, olhando pra cima:

                  Lua: Você é o meu marido, Arthur. Eu não quero me separar de você!

 Agora ele me olhava como uma criança, que tinha ficado de castigo por quebrar alguma coisa, ou sei lá...E eu continuei fazendo carinho no rosto dele:

                      Arthur: Mas eu quero! Eu não vou suportar viver sabendo que você é infeliz aqui, e eu sei que você é.

                     Lua: Eu fui, confesso. Mas ta tudo mudando, eu não sei explicar.
                     Arthur: Talvez eu não seja o cara certo pra você.
                    Lua: Porque a gente não tenta descobrir isso com o tempo?

   Eu dei um meio sorriso no rosto e ele me puxou para mais perto, me fazendo ficar no meio das pernas dele, e assim ele me deu um abraço. Realmente como um menino.
E eu me peguei pensando no passado. A seis anos atrás, ele me viu ser arrastada pelos cabelos após o assassinato do meu pai e agora ele estava agarro em mim, como uma criança indefesa. Mas eu fiquei apenas pensando e fazendo carinho no cabelo nele, até ele olha pra cima e me chamar:

                   Arthur: Querida?
                   Lua: Sim?
                   Arthur: Dorme comigo hoje?
     Eu sorri, e me soltei as mãos deles de mim e rapidamente me sentei de lado no colo dele, o abraçando pelo pescoço:
                  Lua: É claro que sim, querido!

    Ele me segurou no colo dele, firme, e me olhou, mais sério:

                  Arthur: Eu sei que o que a gente tem é muito, extremamente complicado, e entendo o seu impulso hoje. Eu jamais lhe pediria fidelidade à mim, porque eu sei do que já fiz pra você no passado, por conta disso eu quis pedir o divórcio, mas se você se recusa e diz que ainda me quer, eu vou confiar em você, Lua. Por favor, honre isso. 

                 Lua: Não acontecerá mais, eu prometo.
  E respondi olhando fixamente pra ele.

                Arthur: Então seria muito pedir pra você não falar mais com ele?
Eu petrifiquei. Mesmo com tudo o que tinha acabado de acontecer, eu não ia conseguir me desligar do Tommy, nunca. Ele largou tudo em Princeton pra vir pra Califórnia por minha causa, e ele é a minha família, eu não poderia abrir mão dele. Então achei uma resposta a altura:

                        Lua: Então seria muito pedir pra você não falar mais com a Giovanna?

     Ele franziu a testa e olhou para o lado, não pareceu ter gostado nada de escutar aquilo:

                       Lua: Viu! Se ela é importante pra você, o Tommy também é pra mim, Arthur. Mas é como você mesmo falou, eu sou sua mulher, e pronto!
      Eu sorri carinhosamente, e virei o rosto dele pra mim, encostei a boca dele na minha, bem suavemente e sussurrei:  

                        Lua: Vai ficar tudo bem, querido!

      Ele retribuiu o beijo, ficando mais calmo, e depois de alguns segundo, ele perguntou:
                        Arthur: Quer ir comigo a uma festa amanhã à noite?
                       Lua: Mas amanhã eu trabalho, querido....
                       Arthur: Ah! Tudo bem, eu chamo a Giovanna.
    Ele disse já rindo, sabendo que eu ia ficar brava, mas eu não fiquei, e começando a rir:

                       Lua: Você é um implicante!

                        Arthur: E você fica linda quando enruga o nariz!

                       Lua: O quê? É claro que eu não faço isso!

                       Lua: Faz sim. É a sua cara de brava, querida. É um doce!
    Ele riu e eu acabei rindo também. Me levantei rapidamente e parei na frente dele, e fiz um sinal pra ele subir e deitar na cama, e ele logo o fez.
Eu subi bem devagar e me sentei em cima dele, bem em cima do seu*****e ele ficou lá me olhando:
Lua: Eu tenho certeza, que a Giovanna não vai fazer isso aqui em você, depois da festa...
Eu desenhei um sorriso maldoso no rosto e encostei meus lábios nos dele, ficando bem empinada no colo dele, e roçando a boca nele, sem beijar, só provocando um pouco, e ele sussurrou:
                        Arthur: Você me maltrata sabia sra. Aguiar! – ele exclamou, apertando minha*******com as duas mãos e a encaixando em cima dele.

 E eu realmente provocava demais, ficava dando chupadinhas nos lábios dele, mordendo bem fraquinho, e roçava bem devagar minha******* nele, fazendo movimentos circulares.
Ele subiu as mãos, deslizando pelas minhas costas, fazendo um carinho de leve:

                  Arthur: Querida?
-Ele sussurrou.
                Lua: Sim?

               Arthur: Venha nessa festa comigo amanhã.
     Aff ele tinha me interrompido pra falar disso de novo? Eu desci do colo dele e me deitei do seu lado:

                Lua: Tudo bem, Michael. Eu vou com você!

   Ele abriu um sorriso largo e se virou para mim, me abraçando e encostando a cabeça no meu peito:

               Arthur: Eu tenho certeza de que você vai gostar.
               Lua: Eu espero que sim. – eu sorri,fazendo carinho nele.
               Arthur: Tenho uma surpresa lá pra você!
               Lua: Surpresa?

               Arthur: Sim, e tenho certeza de que você vai adorar!


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