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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

The Divide

Cap 22 p.2


 Logo em seguida ele me deu um beijo calmo e suave, como se eu fosse um anjo intocável. Encostou a boca na minha com tanta delicadeza que eu quase não sentia. Ele segurou meu rosto com as duas mãos e sussurrou com os lábios encostados nos meus:
                   Arthur: Me desculpe, por tudo!

  Eu apertei a cintura dele com força, a aproximando de mim, mas na verdade eu queria era empurra-los, sem sucesso. Eu não podia negar que a gente tinha alguma química. Aqueles momentos que eu tinha com ele eram únicos, era como se o mundo todo parasse, era como um conto de fadas macabro, mas sei lá...Eram momentos que eu jamais viveria:
                  Lua: Você terá a vida inteira para se desculpar, querido! – eu sorri.

    Ele se afastou de mim, e ainda segurando meu rosto, falou:

                 Arthur: Será uma honra passar o resto da minha vida ao seu lado.


   Eu o abracei forte, encostando meu rosto no peite dele e ele ficou acariciando minha cabeça, me mantendo ali, protegida nos braços dele por vários minutos, até que ele falou:

                        Arthur: Me promete uma coisa?

                        Lua: O quê?

                       Arthur: Promete que um dia vai me dar a oportunidade de tentar conquistar você, de verdade?

       Ele não era burro, longe disso. Arthur era um homem extremamente inteligente, e ele sabia que eu também não ficava muito atrás. Da mesma forma que eu desconfiava desse amor dele, ele também desconfiava desse meu chamego com ele. Porra, em que mundo um mulher fica agarradinha na praia com um assassino?
Ele sabia que eu tinha muitos interesses nele, eu queria muitas informações:

                          Lua: Eu prometo isso no dia em que você me contar toda a verdade.

   Eu falei, dura. Se ele estava sendo sincero ali, eu também deveria ser. Eu nunca me sentiria a vontade com ele, sempre ia desconfiar de alguma coisa. Nosso casamento não tinha uma base sólida, aliás, não tinha base nenhuma. Não existia confiança, admiração, amizade, fidelidade, amor...pelo menos da minha parte. Era extremamente difícil ter que aceitar aquilo tudo.
   Ele não falou mais nada. Ele jamais seria honesto comigo e por isso eu sempre teria motivos para desconfiar dele. Por mais que eu tentasse ver de outra forma, ele seria sempre o assassino do meu pai.


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