15° capítulo
Exatamente duas semanas se passaram depois daquela noite. Arthur e Lua não se falaram mais, exceto os cumprimentos que faziam para que ninguém desconfiasse. Lua sentiu falta de Arthur , mas preferiu não correr atrás dele. Aquela noite foi um sonho lindo e intenso em que viveram. A realidade era bem pior.
Arthur : Lua. – a loira tomou um susto ao ouvir sua voz. – Ana saiu para trabalhar e pediu que, quando ela chegasse, você fosse falar com ela. – avisou.
Lua: Está bem. – assentiu. Arthur ia se retirar, mas Lua o impede, segurando seu braço. – Espera. – trancou a porta com chave.
Arthur : O que foi? – perguntou erguendo a sobrancelha. Lua guardou a chave em seu decote e Arthur seguiu, com o olhar, o movimento.
Lua: Você vai me escutar agora. Não tem por onde correr. – sorriu sínica. – Por que vem me tratado tão mal durante essas duas semanas? – perguntou desafiadora.
Arthur : Não temos assunto para conversar. – deu de ombros.
Lua: Você me usou como se eu não valesse nada. – acusou-lhe. – Eu não sou uma boneca que você brinca, enjoa e me deixa em uma caixa. – disse magoada.
Arthur : Lua eu... – Lua o interrompeu.
Lua: Aquela fora a noite mais maravilhosa de toda a minha vida, para você foi apenas sexo, mas pra mim significou mais. – derramou uma lágrima, mas a secou rapidamente. – Fizemos amor.
Arthur : Mas...
Lua: Depois de me tratar friamente, eu ainda insisto em você... E sabe por quê? – ele negou com a cabeça. – Por que você é exatamente o que eu quero, assim como, eu sou exatamente o que você quer.
Arthur : Eu tenho medo do que possa acontecer daqui pra frente. – confessou. – Desculpe-me. – disse com uma carinha de cão sem dono. – Nada disso deveria estar acontecendo.
Lua: Eu sei. – concordou. – Você é casado com a Ana, que é minha irmã, eu não quero que vocês se separem por minha causa.
Arthur : Isso não vai acontecer. – negou com a cabeça. – Daqui a três semanas você vai embora e vamos fingir que nada disso aconteceu.
Lua: Como? – perguntou perplexa pelo que acabara de ouvir.
Arthur : Isso mesmo que ouviu. – afirmou com a cabeça. – Nunca poderíamos ter algo á mais... Você é apenas a...
Lua: Sua cunhada. – o completou. – Tudo que aconteceu entre nós não passou de um desejo sexual. – mentiu.
Arthur : Mas você disse que... – ela o interrompeu.
Lua: Pelo jeito, eu me enganei. – sorriu sem vontade. – Nunca gostei de você, foi apenas um desejo e eu já o matei.
Arthur : Você não presta. – negou com a cabeça e saiu do quarto.
Autor(a): LiliCabral



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