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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

The Divide

Cap 24 p. 3



Eu não falei nada e não fiz nada, mas as lágrimas foram inevitáveis. Talvez o Arthur  mexesse mais comigo do que eu imaginara, talvez todo aquele controle que eu achava que eu tinha não fosse real. Mas a essa altura, eu já não sabia mais o que era real ou imaginação.
Sair daquela casa depois de ver o Arthur prestes a me trair, desencadeou lembranças que eu tinha tratado de esquecer durante algum tempo. Mas eu não tinha mentido pra ele, era fato, eu jamais confiaria nele, era realmente impossível. Mas de algum jeito, ele fez com que eu me apaixonasse por ele, fez com que eu quisesse estar com ele custe o que custasse.
    Eu chorava tanto que chegava a soluçar e ele não me soltava, me apertava nele cada vez mais forte, e permaneci lá por um bom tempo.
               Thomas: Vamos ficar dois dias fora.

               Lua: Eu preciso contatar o escr...

               Thomas: Não se preocupe. Eu já liguei para o seu superior e lhe deixei a par de tudo!

     Eu me afastei dele subitamente, enxugando as lágrimas e o encarando:

               Lua: Como assim ‘tudo’?
                Thomas: Eu tive que contar. Você faz parte de uma investigação do FBI e...
               Lua: Você falou sobre o Arthur?
     Ele torceu o olho em mim e sussurrou:

               Thomas: Você não vai desistir dele não é?

    Ele passou por mim, deixando a sala arrasado, mas antes de desaparecer, ele se virou e terminou:

                 Thomas: Fica tranqüila. Seu príncipe encantando está a salvo!


   Era uma verdadeira sinuca de bico. Se meu patrão soubesse do que Arthur Aguiar é suspeito, isso implicaria a vida de muita gente, não só a minha, mas como a do Jake também.
    E não restavam duvidas de que a minha situação era extremamente perigosa e delicada. Era como se tudo o que eu fizesse ou falasse, fosse fatal para a vida de alguém. Mas eu teria que escolher um lado imediatamente, porque ia ficar cada vez mais difícil tentar proteger Arthur.
    Tommy se enfiou no quarto e eu passei o dia e a noite toda sem vê-lo. E não fiz questão de procura-lo. Ele também deveria ter um momento para absorver toda aquela confusão em que se metera. Quando deu a hora, eu dormir num quarto para hospedes que tinha na casa, torcendo para que o dia seguinte fosse menos turbulento.
    Como se fosse possível!


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