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terça-feira, 29 de abril de 2014

Boss 2

CAPÍTULO 6 p.3- VINGANÇA DE DESEJO


- Essa foi horrível, não me faça passar por isso de novo. Eu jurei que ia cair nas escadas.
- Há! Se você caísse, eu te carregava nos braços, princesa. - Eu lhe disse, rindo mais ainda.
- Ah claro, claro. Sua capacidade de incrível Hulk.
- Sempre, meu caro Batman!
- Não acredito que você lembra dessa fantasia...
- Eu gostei de quando se vestiu de Batman. Combina com você.
- Sei... - ele disse com uma cara irônica.
- É sério! - disse-lhe convicta. Ele continuava me olhando, mas não com aquela cara sarcástica. Eu achava que ele parecia com o Batman pela capacidade de ser dois ao mesmo tempo: o mocinho e o bandido. Assim como Thur era o coringa... Ah, mas eu não quero lembrar dele. - Você continua um homem encharcado.
Ele olhou para si mesmo, percebendo o jeans encharcado, a blusa...
- A jaqueta! - falamos em uníssono.
- Era uma vez uma jaqueta, Chay. Eu não vou lá pegar.
- Nem eu. - ele pôs as mãos para cima, como se se entregasse. Rimos novamente.
- Bem, acho que tenho que providenciar um banho. Venha, dê-me sua camisa. - chamei-o. Ele me entregou a camisa molhada e enrugada, e eu entrei no quarto (que era, na verdade, um quarto e sala, eu estava em uma das suítes máster). Fui ao banheiro e torci a camisa molhada, deixando a água escorrer pelo ralo da pia.
- Afinal, o que foi aquilo na piscina? - ele perguntou, encostando-se na porta.
- Somos amigos, né?
- Sim, mas o que isso tem a v...
- Então foi um beijo de amigo. - eu disse-lhe rindo, e saindo do banheiro, indo novamente à saleta, onde havia uma saída de ar-condicionado. Coloquei a blusa frente ao ar refrigerado, em cima de uma pequena cômoda ali perto. Distraída, não percebi a presença de Chay atrás de mim, e quando arqueei as costas, bati-me com ele. Suas mãos grandes seguraram-me pelo braço. Seus lábios escorregavam pelo meu pescoço, fazendo-me arrepiar; ele ainda beijava a minha nuca, com um carinho irreconhecível. Deixei o ar soltar pela boca, suspirando.
Chay segurou-me com mais força pelos braços e me virou para ele, beijando-me com destreza e fúria. Desengonçada, pulei com tudo para cima dele, travando minhas pernas em seus quadris e abraçando o seu pescoço. Ele cambaleou um pouco até conseguir equilíbrio, e riu durante o beijo. Mordi seu lábio inferior e suguei-o; minhas unhas cravavam em sua nuca, enquanto eu voltava a segurá-lo pelos cabelos. Suede andava pelo quarto, e como não enxergava quase nada, conseguia bater em qualquer coisa que se materializasse na nossa frente. O abajur caiu, um vaso de flores não caiu por pouco, minhas costas foram batidas na parede sem dó... E enquanto isso nos beijávamos como se não houvesse amanhã. Bem, talvez realmente não fosse haver amanhã para uma amizade colorida demais. Então que aproveitássemos, nem que fosse só por uma noite.
- Onde diabos está essa cama? - Chay perguntou, quebrando o beijo. Passei a sugar o seu pescoço com meus dotes vampirescos, do jeito que mais gostava de fazer. Sorria entre um chupão e um beijo que ali depositava. Seu perfume masculino fortemente inalado pelas minhas narinas parecia curar meus pulmões, como água depois de uma tempestade de areia.
- Quem disse que a gente precisa chegar à cama? - eu perguntei-lhe sussurrando no ouvido. Mordisquei-lhe o lóbulo da orelha. - Ponha-me no chão, eu vou guiá-lo ao verdadeiro sentido do que estamos fazendo.
- E o que estamos fazendo? - ele perguntou. Senti sua risada soltar o ar quente da boca perto da minha clavícula, quase no ponto G... Do meu pescoço. Terrível lugar do pescoço que, se bem atingido, poderia me levar a um orgasmo sem dúvidas.
Afastei-me do pescoço de Chay, e passei a mirá-lo com um olhar tentador. Ele me ajudou a colocar as pernas no chão, sem que ambos caíssemos. Eu nem sabia em que lugar da suíte estávamos, mas coloquei as mãos sobre ambos os ombros dele e o fiz descer, ajoelhar-se ao chão.
- Estamos fazendo... - retirei uma das alças no maiô negro, sem desviar o olhar (até porque isso não era possível de se fazer, estávamos conectados). - Sexo de amigo. - Sorri-lhe maliciosa, e passei a outra alça para fora dos meus ombros, despindo meu busto vagarosamente.
- Isso é insanidade. - ele comentou com a voz rouca e falha, a observar cada movimento das minhas mãos a me despir.
- Essa é a idéia, querido amigo.
Deixei o maiô na altura da cintura e mordi o lábio inferior, deixando minhas mãos agora livres, uma em cada lado do corpo. Chay observava-me como se fosse algo incrível, mas era apenas eu, de topless. Eu sabia que meus seios estavam descobertos e com certeza de mamilos rígidos (dado a sua presença, sem camisa, no recinto). Suede segurou-me pelos quadris e puxou o meu corpo para perto bruscamente, fazendo-me soltar uma risada marota. A cara de abestalhado dele era impagável. Hotel cinco estrelas: 800 euros. Maiô de grife: 120 euros. Celular: 150 euros. Ter uma amizade colorida com ChaySuede: não tem preço.
As mãos rudes colocaram o maiô até a exata região pélvica, e Chay aproveitou a sua pouca altura para beijar a minha barriga, morder, e descer torturantemente com seus lábios úmidos pela região pélvica. A cada passada de seus lábios eu sentia não só um arrepio, mas também um friozinho na barriga, como quando se desce uma depressão, como numa montanha-russa. Passei a acariciar a sua nuca, massageando com os dedos a cada vez que tinha aquela sensação de que tinha acabado de engolir uma caixa de halls preto. Inevitavelmente, meus suspiros se tornavam gemidos. Quando não aguentava mais tanta tortura, abri os olhos que estavam fechados com a intensidade das sensações corpóreas, e afastei-o de perto da minha intimidade. Automaticamente, ele me encarou, com os lábios rubros; mantivemos o contato óptico até que eu acabasse de ajoelhar-me também. Percebendo a textura do tapete que tocou os meus joelhos, percebi que estávamos ao lado da cama, no puro insucesso de chegar até lá e segurar o desejo insano que nos possuía.
Chay surpreendeu-me ao me puxar para um beijo e, rapidamente, com aquelas mãos já fluído pelo meu corpo, retirar de uma vez o maldito maiô. Com as mãos também espertas, segui para o seu jeans, automaticamente sentindo o volume que ali se prendia. Pobre Chay. Preso numa calça jeans. Hora de libertá-lo da prisão malévola. Abri o botão do jeans e nem fiz muito efeito em colocar o zíper para baixo, a latência de seu membro fazia isso sozinha. Seu jeans caiu sobre seus joelhos, e então sobrou apenas a boxer azul-marinho (claro que fiz questão de abrir os olhos para ver a cor), que se fazia perfeita no seu corpo. Se cada curva no corpo de uma mulher, lateralmente falando, excitava um homem; cada curva de um homem, falando de forma volumétrica, excitava uma mulher. Cada gominho da barriga, cada colina de um peitoral musculoso, rígido... E não podemos esquecer... O prato principal.
Cansada de ficar ajoelhada, sentei no tapete, colocando minhas pernas ao redor de Chay. Foi fácil para que ele entendesse a posição e rapidamente deitasse em cima de mim. Um segundo de beijo perdido, para nós, era uma eternidade; não desgrudávamos os lábios famintos. Ele retirou o resto da calça com os próprios pés, e eu ajudei a tirar a boxer também. Foi então a necessidade de parar de beijar. Precisávamos suprir outra necessidade. Ele quebrou o beijo com certa cautela, descendo os lábios pelo meu queixo, pescoço, seios. Apenas beijou cada um deles, e com uma das mãos, espalmou o esquerdo, acariciando-o enquanto sua boca ainda descia. Da mesma forma que uma bêbada de absinto via fadinhas verdes, eu via círculos negros se fazendo na minha visão. A adrenalina me possuía, meus hormônios me possuíam. Chay tirou a mão que acariciava o seio esquerdo e se afastou do meu corpo. Eu nem olhava direito o que ele fazia, mantinha meus olhos meio fechados, seguros daqueles círculos negros que debatiam minha loucura.
Retirou o resto do maiô, descendo até meus pés, e largou a peça para longe. Apalpou minhas pernas, e escolheu uma delas para beijar desde o tornozelo, até a minha intimidade. Ele parecia decidido a me proporcionar prazer, e não pensou duas vezes antes de começar a sugar-me. Cada movimento da sua língua pelo meu clitóris, e o estímulo dos dedos velozes, era como querer arrancar um grito da minha garganta. A sensação de prazer me tomava, fazendo diluir todo e qualquer problema que eu já pudesse ter na vida. O prazer é o remédio da preocupação. Chay não descansou, ignorou sua própria excitação porque parecia que algo mais importante era me ver desinibida e dada ás suas carícias. Vilão e mocinho, vilão e mocinho.
Um último gemido, mais alto prolongado, anunciou o meu primeiro orgasmo. A revirada de meus órgãos dentro de mim era dolorosa e gratificante. A cada vez que se tem um orgasmo, ele vai ficando melhor, era incrível isso. Talvez porque a cada vez que gozava, aprendia a deliciar-me mais com a sensação de prazer absurda.
- Não me toque, não me toque. - Eu lhe pedi, completamente instintiva, para prolongar a sensação. Durou alguns poucos segundos, abri os olhos sentindo a visão um pouco embaçada, e sorri para ele. Não se demorou a encontrar meus lábios noutro beijo ofegante, descompassado.
Virei-o pelo tapete, voltando à órbita. Precisávamos de um preservativo, e minha bolsa estava ali perto. Com o rola-rola, acabei por conseguir alcançar a maldita bolsa, eu estava por cima dele. Quebrei o beijo e sentei em cima de sua ereção, sentindo-a pulsar em minha intimidade que já estava lubrificada novamente. Puxei a bolsa russet que estava a poucos centímetros de distância e, daquele bolsinho especial, retirei uma camisinha. Prevenção era algo que eu prezava, principalmente num "sexo de amigo".
Rasguei o pacote rapidamente com as unhas e deslizei para as suas pernas, ficando de joelhos por cima dele. Com a camisinha ainda no pacote, segurei-a pela boca enquanto tirava a boxer de Chay, numa agrestia que explicitava a minha impaciência. Ele ajudou, também não queria nada devagar. Nus em pêlo, então, coloquei a camisinha sobre o pênis ereto. Quem imaginaria que Chay guardava uma coisa 
dessas dentro da calça...
Com a parte de responsabilidade feita, voltamos ao cume de nossos hormônios. Beijei-o nos lábios, queixo, peitoral, abdômen - exatamente como ele tinha feito comigo -, e antes que eu tomasse minha posição por cima, Chay segurou-me pelo cabelo para colocar a minha cabeça rente a sua, nossos narizes se tocando, e então rolou novamente pelo tapete, ficando por cima.
- Eu sei que você gosta de ficar por cima, chefe, mas dê uma chance a um velho amigo... - ele disse com a cara mais tapada (e incrivelmente sexy) possível.
Chay posicionou o membro na minha vagina, lambeu meus lábios falhos e iniciou seu estoque de investidas. Ele era um animal, claro, mas de alguma forma carinhoso. Com certeza a libido de Chay era meio afetada, principalmente por mim, e desde muito tempo; por isso, ele era rápido em seus movimentos. Mas ainda assim, criamos um vínculo de amizade e cooperação, que era além de toda a nossa sexualidade e vontade de comer um ao outro; por isso, suas mãos passeavam em movimentos carinhosos pelo meu rosto e cabelo. Minhas unhas, fincadas em suas costas, retribuíam o carinho quando alisavam-na.
A água que antes delineava nossos corpos pela piscina da sauna, agora era puro suor. Mesmo que a temperatura externa indicasse zero grau Celsius, nós ainda assim seríamos dois corpos atritando com uma camada de suor; o óleo natural do corpo.
Ele era uma máquina, o meu Batman. Não parava um segundo, não tolerava o próprio cansaço. Pensei em mudar a posição, mas meus pensamentos logo se diluíam, a loucura me dominava por completo. As minhas pernas estavam ao redor dele, segurando-o com destreza, abrindo o espaço em que era a vez de ele entrar para a lista daquilo que me possuía: Chay, loucura, hormônios, adrenalina... Chay, Chay, Chay...
Seus gemidos ocupavam o som da minha mente como uma canção de acelerar o coração. Esse, por sua vez, batia tão fortemente no meu peito, que eu duvidava se ele realmente estava no peito; porque o sentia bater na minha cabeça.
Foi então que me veio uma onda elétrica, não vinha do meu corpo, mas do de Chay. Senti os músculos que eu abraçava repentinamente relaxarem sob meus braços e mãos. Seus olhos Castanhos escuros, atentos a mim, sentiam o orgasmo triunfar, dilatando as pupilas. Alisei as suas costas, deixando-o deitar sobre mim.
- Você sempre tem que tirar onda de forte e querer me carregar. - ele me disse entre o descompasso da respiração louca.
- Deixe de besteira e deite direito sobre mim, eu quero sentir seu coração bater sobre meu corpo. - ele me olhou confuso, com as palavras melosas. - Isso foi uma ordem, Suede.
Ele sorriu largo, e deixou o seu corpo cair sobre o meu. Beijei-lhe o rosto que estava perto, e fiquei a ouvir seu coração, senti-lo bater forte e, aos poucos, diminuir a aceleração.
- Você só fez isso por causa do Aguiar. - Chay comentou, rolando e deitando ao meu lado... Completamente nu.
- Não.
- Não foi uma pergunta, foi uma afirmação. - ele me disse, olhando para mim. Retribui o seu olhar com intensidade, como quem queria mentir melhor. - Relaxe, eu sei que você fez por ele. Você o ama.
- É. Eu te amo também. - desviei o olhar.
- Mas não tanto quanto ama ele. É diferente... A gente tem um amor...
- Um amor de amigo. - respondi, deixando um sorriso brotar em meu rosto.
- Isso. - ele riu - Um amor de amigo. Não se preocupe Lu, ele vai voltar pra você, sempre comeu na sua mão.
- Fala isso como se você fosse o contrário. - dei risada, fazendo uma cara de Miranda Prestley.
- Metida.
- Eu to brincando. Você não come mais na minha mão, estamos quites.
- Sério?
- Sério...
O silêncio prevaleceu entre nós, ficamos a encarar o teto da suíte do 41.
- Eu to com sono. - Chay comentou.
- Homens... - rolei os olhos. - Esqueça seu sono.
- Por quê? Tô proibido de ir pra cama dormir, chefe? Eu mereço, você me acordou às 3 da matina.
- Ora bolas por quê! Porque agora está na hora do banho de amigo... - sorri-lhe maliciosa, enquanto ele me olhava surpreso... E sorridente.


Creditos: Fanfics Obession

5 comentários:

  1. A Lua ta fazebdo papel de puta ja... Faz o Arthur voltar logo!!

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  2. Caramba ela com o Chay O.O
    Qual sera a reação de Arthur qnd souber...
    Hihih

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  3. To muitoooooo triste com a lua ,pois mesmo que o arthur esteja namorando,ele nao pegou nenhuma amiga da lua,achei muito falso da parte dela e do chay,espero que o arthur nao queira nem olhar na cara deles!!! #Chorei

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