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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Boss 2

CAPÍTULO 7  p.1


- PROPHIT 60091

Thur Aguiar POV

O ar quente da London Music numa quarta-feira de manhã era algo aconchegante. Em Londres o inverno de começo de ano se fazia vigoroso, aumentando ainda mais congestionamentos e desculpas para não ir ao trabalho. O melhor era sempre ficar em casa, tomar um café, talvez um chocolate quente; e receber carinho da namorada, ficar por debaixo de cobertores esperando o breakfast ser servido na cama. Porém, para quem trabalhava numa revista dominada por Lua Blanco e seus funcionários demoníacos, faltar era a última coisa que eu poderia pensar na vida. Da última vez que tentei, tive gente ligando para minha casa, procurando saber por que não fui. Ultrajante. Mas aí você me diz: Se liga, você é funcionário. Pois é, eu sou, mas ainda não me acostumei.
Nada costumeiro também era receber um sorriso sincero de Lua pela manhã, parecendo uma pluma vagando pelos corredores da revista e distribuindo trabalho para todo mundo. Aliás, o sorriso sincero daquela mulher era realmente algo muito difícil de ser visto. Difícil até demais.
Hinata, a minha secretária de um metro e meio, assim notando minha presença naquela estranha manhã, correu ao meu alcance, despejando seu bom-humor cotidiano.
- Bom dia, senhor Aguiar! Que bom o Senhor ter chegado, já estava ficando preocupada caso se atrasasse de novo... - disse-me Hinata, andando em passos firmes e apresados. Bem, eu não me orgulho, mas andei me atrasando para o trabalho há algumas semanas. Culpa de quem? Paige Wallace. Mas não é nada maravilhoso (ou prazeroso) que você está pensando que eu fazia com ela antes de vir para cá; mas devido a milhões de súplicas da sua mãe, estou levando-a para a Universidade, do outro lado da cidade. Era meio estranho todo aquele comportamento da minha sogra, eu estava parecendo a babá de sua filha, ela não me enxergava como o namorado de Paige.
Chegando ao escritório com Hinata falando intermitente sobre como seria terrível se eu me atrasasse, e acrescentando que Lua parecia ter planos para colocar a revista em circulação o mais rápido possível, cheguei a sentir certo alívio. Automaticamente, retirei o notebook da maleta e coloquei-o sobre a mesa, abrindo-o e ligando-o.
- O senhor comeu algo hoje ou...?
- Sim... Acho que vou te dar um pouco de trabalho. - eu ri sem graça. Bem, ficar sem comer de manhã era coisa que gente maluca, como uma velha funcionária que me servia há um tempo atrás, fazia. Porém, eu me recusava a comer aquelas... coisas que Paige preparava de manhã na intenção de me surpreender. Hinata, a salvadora da pátria, saiu rapidamente do escritório para providenciar meu alimento de cada dia.
Abri as cortinas do lugar, deixando aquela luz fraca do sol sob nuvens dar um pouco de vida ao ambiente de trabalho. Senti a luz natural de um dia em Londres aquecer minhas células, despertando-as. Era o terceiro suspiro consecutivo quando senti o cheiro de cappuccino invadir meus pulmões.
- Tinha sanduíches hoje lá. Estão uma delícia. - disse Hinata com a boca cheia e três sanduíches nas mãos. O copo de capuccino já estava sobre a mesa. - Esses aqui são seus, e esse aqui é meu. - ela disse, oferecendo-me os dois que estavam na sua mão esquerda e abocanhando o da direita. - Ah, que bom, meu trabalho oferece mais do que café.
Digna de uma invenção da minha... Chefe, a cafeteria havia virado um tipo de cantina para os funcionários da revista. "Aqui ninguém passa fome." Foi o que ela disse na inauguração. E todo dia tem algo diferente na bandeja. Posso reconhecer que foi genial, principalmente quando se têm namoradas as quais deviam manter distância da cozinha, mas não o fazem.
Abri o pacote de alumínio que cobria o sanduíche e o mantinha quente, sentindo o cheiro de pão quente inebriar meu olfato. Rapidamente finalizei o café da manhã, e com as mãos sujas, tive de correr ao toalete.
Foi de certa surpresa quando Chay me apareceu com uma cara de zumbi desesperado. Parecia que a chefe já tinha feito uma visita a ele naquela manhã, pois encontrei-o lavando o rosto como se quisesse acordar. Não queira aparecer com cara de sono na frente dela, você acaba recebendo, a) Um fora b) Um comentário maldoso c) Um mandato de ida ao lavatório para uma nova tentativa de parecer plausível d) Uma advertência escrita, que nem na época de colégio. Sinceramente, eu achava que Lua havia virado um tipo de ditadora na revista, e qualquer questionamento oral sobre isso, ela me dizia que estava "Mostrando quem manda.". A verdade nua e crua? Em pensar que uma mulher daquelas já foi minha...
Pensando nisso, eu ainda me pergunto o que estou fazendo com a Paige, e porque a resposta de 'cumprir aposta' não me satisfaz mais. Talvez, eu não conseguia me imaginar perdendo a aposta, na certeza absoluta de que 
aquela mulher fosse pisar muito em mim.
Cumprimentei Chay rapidamente, já que minha suposição estava certa: Lua o pegou com cara de sono a trabalhar e havia lhe intimado a lavar o rosto e acordar pra vida. Esse tipo de atitude por parte dela me satisfazia, quando feita a Chay. A grande aproximação entre aqueles dois estava mais do que evidente aos meus olhares. Saber que o seu melhor amigo gosta da mesma mulher que você e está se aproximando gradualmente dela, eu garanto, não é um bom sentimento. Eu quero tê-la de volta para mim, mas não sei por onde começar, o que fazer, como fazer. Terminar com Paige faria com que ela me tivesse em mãos, reconquistá-la, também; e tudo por causa de uma maldita, infeliz e infantil aposta. Se fosse para tê-la de volta, eu teria que esperar - acredite - uma atitude dela. Ela que nunca se declarou para mim, pelo menos não com aquelas três palavras as quais eu ansiava ouvir dos lábios teimosos.
Fiz o que devia ter sido feito, lavei as mãos e aproveitei para bochechar um pouco de água na boca, já que escovar os dentes não era uma opção para o momento. Tirei do bolso do paletó um chiclete de menta e pus na boca, aliviando o gosto de café da manhã que alimentava meu hálito.
Voltei ao meu escritório em passos preguiçosos, com as mãos nos bolsos da calça grafite que usava no dia. Hinata estava a sua mesa, atendendo ao telefone de uma forma engraçada e parecia ter pegado outro sanduíche da bandeja. Do outro lado, avistei Chay com a Madame Feng-Shui, ela parecia lhe dar instruções severas. Recordar do posto de administração fazia-me recordar de Emily também, mas eu me recusei a manter a linha de pensamentos para Emily. Principalmente quando, já na porta do meu escritório, sinto alguém me cutucar; um aroma conhecido no ar.
- Bom dia Aguiar! - era ela, Lua, sorrindo-me trinta e dois dentes. Estava deslumbrante, como sempre, apesar de eu estranhar aquele sorriso exagerado na minha frente.
- Bom dia, chefe. - Eu sorri de volta, querendo agradá-la.
- Que bom que você está de bom-humor, chefinho, porque eu tenho uma tarefa para você. - momento de reflexão: 
chefinho? Que parte do filme eu perdi? - Preciso do Livro de Edição pronto até sexta-feira da semana que vem. Vamos imprimir no sábado, eu contratei uma gráfica, já que tirei aquele bagulho de impressoras que tínhamos aqui dentro. Na verdade, eu comprei a gráfica, ela é nossa agora. Mas isso não vem ao caso. Livro de Edição, sexta-feira, de manhã, na minha mesa. Combinado?
- Sim, senhora.
- E não me chame de senhora que eu não sou a sua avó.
- Sim, senhorita.
- Melhorou. Mas você sabe que pode me chamar só de Lu, chefe.
- Eu sei, chefe... - pensei um pouco. - Espera, eu sei?
- Sabe.
-Sei.
Lua me sorriu da forma mais pervertida, maléfica, não-plausível, quente, magnífica, insuportavelmente sexy possível; e depois, virou as costas. Uma pergunta: WHAT?
Fiquei vagando meus pensamentos a observá-la andar para longe de mim, em passos firmes. Encantava-me o modo em que o músculo das panturrilhas se contraiam, devido aos movimentos bruscos feitos em cima de um salto. Ela andava com aqueles centímetros a mais como se tivesse em sua altura normal; andava de saltos como se tivesse de tênis de corrida. Ela era minha, e eu a deixei ir embora. Mas como negar o pedido de Emily? Como? Emily era praticamente minha irmã, eu morei debaixo do seu teto, eu fui educado pelos seus pais durante praticamente toda a minha adolescência. Emily foi a garota da minha vida. E eu repito, ela foi a 
garota da minha vida, não a mulher. Éramos irmãos, o que você não faria pela sua irmã, por mais estúpido que fosse o pedido dela? Era como sangue do meu sangue, parte de mim. Eu protegi Emily, eu a amei, e a assisti morrer sem realizar seus últimos pedidos era um erro. Lua era vingativa, emocional, controladora; ela também não parecia ter tido uma vida feliz quando era pequena. Como poderia explicar algo a ela que as pessoas só podem entender se sentirem? Lua não tinha irmãos, não tinha família, ou se tivesse família, jamais mencionou sobre ela.
Eu estava confuso, impaciente, torturado pelos meus pensamentos. Nada me restou além de seguir com o meu trabalho e minha farsa. Livro de Edição, sexta-feira, na mesa 
dela.

Creditos: Fanfics Obession



3 comentários:

  1. Mano to com raiva da lua e do chay,acho que vc deveria fazer o arthur ignorar a a lua e o chay,e so se falarem se for do trabalho . #porFavorFazIsso

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  2. Pra mim, vc deveria fazer o Chay ficar com uma garota na frete da Lua e ela voltar correndo pro Arthur. quem concorda?

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  3. eu queria que rola logo uma coisa entre Arthur e lua ... sabe queria que eles ficasse entre tapas e beijos rsrsrrs seria legal

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