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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Boss 2

CAPÍTULO 9 p.1- A LONDON MUSIC CONVIDA PARTE 1


Isabel Blanco POV

Poucas pessoas haviam tido a coragem de sair de casa naquele dia de inverno em Londres. Porém, não estava assim tão frio. Já era final de fevereiro, e em março a primavera estacionaria no clima europeu. Eu gostava daquela saidera do inverno, era frio, mas nem tanto; era confortável, e o bastante para usar algo elegante, como o conjunto Hérmes o qual eu trajava. Eram dez horas da manhã daquele último sábado antes da inauguração da revista. Eu estava nervosa, tamborilando os dedos em um dos bancos do Hyde Park, na plena noção de que às 11h30 atravessaria a rua adjacente ao parque e decidiria, de uma vez, o tema da maldita festa.
O Hyde Park não foi exatamente minha escolha para pensar, eu preferia ficar em casa me empanturrando de chocolate, frutas doces, ou qualquer coisa digna de uma formiga; porém, depois de uma ligação estranha do Aguiar, eu tive de conter meus instintos femininos de devorar uma barra do Wonka. Comprei um simples pirulito na vinda até o parque, e cheguei meia hora antes do combinado. 10:15 AM era quando o Aguiar, supostamente, chegaria. No meio tempo havia comprado chicletes, já que minha ansiedade clamava por qualquer coisa doce.
O tema da festa tinha de ser algo, no mínimo, razoável. E que não fosse muito clichê. Algo que impressionasse, que fizesse as pessoas quererem ir. Não podia ser à fantasia, nem anos 60 ou 80; Imagine só uma festa anos 60 com Muse como convidados principais? No Way. Muse é... Contemporâneo...
O tempo passou sem que eu sequer percebesse.
- Bom dia, Isabel. - Ouvi uma voz masculina me chamar. Levantei a cabeça devagar, para ver quem me chamava; porém, apenas com um cheiro, o indivíduo era de fácil identificação: Thur Aguiar.
- Dia. - respondi-lhe de volta. - Sente-se.
Ofereci ao Aguiar o lado direito do banco, que estava vazio. Ele estava de algum modo extremamente atraente naquele dia. Naquele jeito simples e despojado de um jeans Levi Strauss, camisa, e uma jaqueta de couro. A jaqueta fazia o favor de fazer mais largos ainda os seus ombros, e a minha visão - de esguelha - quase teve um ataque de terror quando ele sentou dobrando os braços sobre as pernas e o couro rugiu em desconforto, na área dos braços.
- Então... Por que me chamou? - eu perguntei, tentando me distrair de seu 
sex appeal, olhando para o céu nublado.
- Eu nem sei por onde começar... - ele disse, virando o rosto para mim. A ponta do seu nariz estava vermelha, assim como os lábios, os quais ele parecia ter acabado de passar a língua. Comecei a treinar para manter a respiração calma.
- Eu diria que começasse pelo começo, mas acho que você não veio aqui me contar uma história.
- Como você sabe?
- Joguei verde. - sorri-lhe infantil e cruzei as pernas, apoiando os cotovelos nos joelhos. De alguma forma, a presença de Thur ao meu lado havia me deixado subitamente mais nervosa do que eu já estava. Era incontrolável o modo em que o sangue pulava, voava, enlouquecia em minhas veias com a simples presença dele. Isso não estava acontecendo antes, então, por que agora? Por que meu maldito corpo tinha de me trair?
- Bem, na verdade eu vim lhe fazer uma pergunta.
Arqueei uma sobrancelha para ele, por mais que, no fundo, eu era quem estava intimidada.
- Pergunte.
- O que aconteceu no seu passado? - ele perguntou, com os olhos Castanhos escuros tão fixos nos meus que eu mal podia piscar.
- Coisas.
- Você sabe a resposta da minha pergunta, e não é essa.
- Não. - suspirei - Eu só não quero lhe responder. Tem um jeito de você saber sem que eu tenha que voltar ao meu passado.
- Qual?
- Google. - sorri-lhe sem graça. Desenterrar o maldito passado era tudo que eu menos queria. Eu estava completamente devota ao meu trabalho e do jeito em que as coisas se faziam, eu jamais iria me perder por uma volta ao passado. Voltar ao passado, nem que fosse metaforicamente, seria um erro. Um erro.
- Google?
Levantei-me, limpando a parte de trás da roupa.
- Sim. Google. - olhei para o relógio, ainda faltava muito para a ida ao Buffet. Foi aí que... Algo me ocorreu. Um insight. O tema da festa de Inauguração da London Music. - Thur, posso lhe pedir um favor?
- Acho que sim.
- Eu sei que hoje é sábado, mas envie um e-mail a todos da Revista. Eu já sei o tema da festa.
- Qual? - ele me olhou com uma cara surpresa. Por que os traços de seu rosto tinham de ser tão cativantes?
- Futurístico. Futuro. Ao infinito e além. - sorri teatral. Ele sorriu também, maroto. - Eu vou ligar para a Madame Feng-Shui e para Alene, da comunicação. Mande e-mail para todos, do mesmo jeito. E... É só. Eu tenho que resolver umas coisas, foi uma ótima conversa, Aguiar. Até segunda.
Thur levantou-se, enquanto eu estranhava o seu comportamento, de olhos arregalados. Ele tinha aquele olhar de 'Estou aprontando e a mamãe não vai saber', e eu simplesmente estava estática, na luta para vencer o traidor que era o meu corpo. Sentia meus pés formigarem, no velho dilema de: Sair correndo ou permanecer parada. Thur se movimentava para aproximar-se de mim, cada vez mais. O perfume agia como flechas em meu pulmão, perfurando, uma por uma, a minha respiração. Estava acontecendo tudo de novo, e de repente, e loucamente!
- Por que você está se aproximando desse jeito? - perguntei rápido, o coração acelerado, as pernas já bambas.
- Só quero me despedir. - ele disse daquele jeito sacana.
- Um aperto de mão é o suficiente, Aguiar. - argumentei, enquanto encarava seus lábios sendo umidificados novamente. Uma palavra: ab-sur-do!
- Não me parece o suficiente... Lu. - ele falou tão perto que eu podia sentir o ar quente da sua boca tocar em meu rosto. Suas mãos já estavam envoltas em minha cintura, apertando-me, e meu corpo finalmente chocou-se com o seu.
Eu suguei o máximo de ar que pude, sorri como uma mula (espera, mulas sorriem?), e consegui, finalmente, parar de olhar para os lábios dele, conseguindo recobrar minha consciência.
- Você não vai querer perder aposta agora. Tenha um bom motivo além de tesão incontrolável. Parece que Chay te deu uma boa dica, sobre conhecer meu passado, mas você continua o mesmo louco de sempre. - sorri por conseguir recuperar o controle das coisas.
- Pra que essa aposta inútil, Lua? Depois daquelas mensagens pensei que já estava bem óbvio de que essa aposta era a coisa mais sem nexo que nós dois já resolvemos fazer.
- Thur, entenda bem. - Ele ficou surpreso quando ouviu-me chamar pelo primeiro nome. - Eu nunca faço nada sem ter um plano, um objetivo. Foi o que eu aprendi com meu passado. Essa aposta ainda não alcançou o seu objetivo.
- E quando diabos vai alcançar?
- Você vai saber quando. - sorri, beijando sua bochecha, tão devagar que eu poderia grudar meus lábios no rosto quente. - Agora eu preciso ir.

Creditos: Fanfics Obession


Cade os Comentários ?

4 comentários:

  1. Tem algumas coisinhas erradas no post. O nome esta Isabel,ao invés de Lua,e tem uma hora que ela chama Thur,e fala que chamou ele pelo primeiro nome (não seria apelido?) mesmo assim,posta mais *-*

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  2. Posta outro hj porque ontem vc esqueceu da gente :(

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  3. Outro cap hoje, rola? Pff
    Jessica

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  4. também notei no erro(isabel) mas n tem importância. cada dia a web ta melhor. obrigada

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