CAPÍTULO 10 p.4- A LONDON MUSIC CONVIDA PART 2
(...)
Acendi apenas uma das luzes da sala de estar do meu apartamento, onde apenas poderia se encontrar sofá e um grande aparelho de som. Sim, eu tive preguiça de decorar. Os únicos decorados eram a cozinha (onde eu fingia cozinhar coisas gostosas, mas era minha sala de experiências para as receitas de Jamie Oliver), o banheiro da suíte e, é claro, a suíte. O resto dos cômodos sobrava espaços. Porém, apesar de tudo, tinha algo realmente interessante naquele apartamento. Ali mesmo, na sala de estar, havia uma porta de vidro que dava para outra sala, que eu chamava de sala de Jogos. Na verdade, apenas tinha uma mesa de bilhar, que eu costumava jogar sozinha quando o tédio de um domingo à tarde me tomava. E aproveitava o excelente aparelho de som para por uma música alta até o vizinho do 22º andar - o apartamento abaixo do meu - vir reclamar. Apesar de que, nos últimos dias, eu havia conseguido convencê-lo a se juntar a mim; nem sabia seu nome, mas devia ter uns 60 anos e tinha cara de veterano de guerra.
- Sinta-se à vontade. - eu lhe disse, jogando meus saltos ao lado do sofá.
- Aqui é sua casa? - Thur perguntou, sentando no sofá como se fosse morador dali.
- Sim. Lar doce lar. - eu lhe disse rindo, e ligando o aparelho de som baixinho em qualquer música que estivesse passando. - Venha aqui. - chamei-o até a Sala de jogos.
Thur me seguiu até ali, percebendo a mesa de bilhar.
- Sinuca?
- Sim, não é linda? - referi-me à mesa, alisando-a.
- É. - ele disse sem nem se importar com o que eu estava falando, se aproximou rapidamente de mim, enlaçando os braços ao redor da minha cintura e levantando-me do chão como se eu fosse uma pluma, e não pesasse carne e osso. Ri de nossa situação, enquanto ele ajeitava-me sentada sobre a mesa de bilhar. Senti uma das bolas de bilhar debaixo de minha coxa, e separei-me de Thur, ficando em pé na mesa.
As bolas de bilhar estavam jogadas espalhadas sobre a mesa.
- Já te contei que sou uma exímia jogadora de futebol? - perguntei-lhe, colocando o pé por cima de uma das bolas.
- Ainda não.
- Watch me. - disse-lhe
Comecei a chutar bolas nas caçapas; algumas com sucesso, outras não, e fazendo graça com as que errava.
- Essa não entrou porque tá no buraco errado! - eu disse rindo, fazendo-o rir também - AH, isso soou tão pervert!
- Você viu o duplo sentido sozinha nessa, viu? Eu não falei nada. - ele disse entre risadas.
- Nem venha que você fez aquele olhar! - culpei-o, chutando a penúltima bola na caçapa.
- Qual olhar? - ele perguntou arqueando as sobrancelhas.
Sentei no meio da mesa, pegando a última bola, amarela, com a mão. Thur estava na minha frente, sorrindo como um bobo. Entortei meu corpo para a frente então, encostando nossos narizes e afastando antes que ele me prendesse. Coloquei a última bola na caçapa com a mão.
- Você sabe qual olhar. - sorri-lhe, juntando as pernas e abraçando-as.
- Sei, é? - ele perguntou. Eu assenti. Thur pegou-me pelos tornozelos e me puxou para ele, arrastando-me pela mesa sem misericórdia. - É assim?
Minhas pernas já estavam ao redor de sua cintura, suas mãos divididas, uma em cada coxa minha, segurando com força. Seu olhar animava cada célula minha para o ataque.
- Assim mesmo. - sussurrei segurando-lhe o queixo e aproximando meu rosto e lábios.
Quando nossos lábios finalmente se tocaram, senti um alívio incomparável, como se estivesse presa e de repente ganhasse liberdade. Como se eu estivesse com medo e de repente ganhasse coragem. Como se eu estivesse à beira da morte e de repente ganhasse vida. Alívio para os meus lábios que tinham sede dos dele. Alívio para o meu olfato que tinha fome de seu hálito, seu cheiro, sua essência. Como pude viver tanto tempo sem Thur? Era a parte de mim que faltava, minha necessidade insaciável. Ele.
Nossos lábios tomavam atitudes animais um contra o outro, nossas línguas brincavam como amigas de infância e nossas mãos estavam confusas sobre onde permanecer, tocar, alisar, apertar.
O cheiro dele era um limite entre perdição, álcool e Azzaro. O terno de couro logo desceu o corpo másculo em encontro ao chão e a camisa listrada tinha seus botões sendo arrancados na velocidade da luz pelos meus dedos ágeis - devido a quantidade de hormônios que alimentavam meu corpo.
Foi questão de alguns segundos para que eu tirasse o botão da calça e abrisse o cinto. Se dois minutos haviam passado desde que nos entregamos ao fogo, era muito, e mesmo assim Thur já estava vestido apenas com um relógio brilhante, boxers, meias e sapatos.
- Você tem que me dar chance de tirar sua roupa, chefe. - ele me disse, conseguindo separar-se dos meus lábios para intercalar beijos pelo meu pescoço. Ri descontrolada, sentindo aqueles lábios úmidos me tocarem com fúria e desejo. Sua língua logo percorreu o trajeto do meu pescoço até a boca, parecendo saber o caminho de cor.
Com aquelas mãos espertas, subiu o trajeto das coxas, chegando à minha bunda e apertando com força.
- Senti saudades disso. - ele disse rindo perto do meu ouvido. Até a minha alma se arrepiou. Era praticamente impossível controlar instintos. Antes queThur resolvesse rasgar meu vestido de uma vez, afastei-me dele, com muita dificuldade, e comecei a puxar o vestido para cima. Era realmente difícil tirar o maldito vestido sentada em cima de uma mesa de bilhar com o corpo pegando fogo e um Deus Grego em minha frente. Mas eu era alguém persistente. As pequenas partes de metal arranharam-me as costelas, só que eu estava muito aérea para sentir qualquer dor. Afinal, meu corpo pedia loucamente por prazer.
Logo a calcinha era a única peça que me impedia de trajar a birth suit (roupa a qual eu nasci com, ou seja, nenhuma). Olhei para um Thur faminto e chamei-o com o dedo. Ele retirou os sapatos e subiu agilmente na mesa de bilhar.
- Isso não vai quebrar? - ele perguntou.
- Eu espero que não. - respondi com um sorriso perverso nos lábios.
Thur se pôs sobre mim. Éramos dois loucos descontrolados prestes a transar em cima de uma mesa de sinuca. Seu membro latente, empurrava um bom volume por cima da minha intimidade, e eu não conseguia respirar direito. O ar estava impuro. Beijei Thur como se ele fosse me dar o mínimo de oxigênio; para mim, Thur era uma forma de permanecer viva.
O beijo finalmente pareceu acalmar-se e ficar mais lento. Eu gostava mais assim, lento e gostoso, excitava-me ainda mais. Principalmente quando era Thur quem me beijava. Ele tinha a paciência de me beijar devagar e me deixar completamente insana por mais.
Suas mãos então espalmaram-se contra meus seios, apertando-os como quem aprecia, com cuidado; e com toda minha excitação não havia como impedir que os mamilos ficassem rígidos. Ele alisou-os com a ponta dos dedos ásperos, e então parou de me beijar a boca, para passear os lábios pelo pescoço, clavícula e colo, chegando então aos seios. Eu conhecia aquela estratégia de tortura, e estava louca para contra-atacar.
Deixei que ele deliciasse-se com meus seios, e assim que ele começou a descer novamente, pela barriga que encolhia com os espasmos constantes, puxei-o pelo cabelo até a altura do meu rosto; beijei sua boca rapidamente e virei meu corpo contra o seu, ficando por cima. Colei meus lábios pelo seu pescoço, fazendo marcas com chupões talvez exagerados demais. Ouvi um gemido de sua parte quando comecei a descer as mãos pela lateral do seu corpo até chegar à boxer.
Minha necessidade de tocar-lhe o membro latente era inevitável. Apenas tirei um pouco da sua boxer, libertando o pênis já ereto. Beijei-lhe o caminho do tronco até a virilha, e finalmente resolvi lhe dar um pouco de prazer. Passei a língua pelas laterais de seu membro, da base à cabeça, até abocanhá-lo. Deixei as mãos de lado para fazer apenas os movimentos com a boca e língua. Meus olhos fechados, eu apenas tinha os meus quatro outros sentidos.Thur soltava sons pela boca que supostamente seriam gemidos, mas ficaram no meio termo entre sussurrar e gemer. Uma de suas mãos, inquieta, resolveu segurar-me pelos cabelos da nuca, guiando meus movimentos. Retirei bruscamente sua mão de meus cabelos.
- Thur, eu sei o que estou fazendo. - disse-lhe séria, encarando seus olhos ainda fechados e a boca entreaberta.
- Mas... Onde... - ele não conseguiu pronunciar as palavras direito.
- Mantenha suas mãos quietas, Aguiar. - sorri e voltei a lambê-lo. Eu não sabia onde ele havia colocado as mãos, mas pelo menos não era na minha cabeça, o que me dava liberdade total; e essa de liberdade parecia funcionar muito bem. Seus gemidos aumentavam cada vez mais, e eu sentia seu membro a um toque para explosão.
Afastei minha boca do seu pênis assim que senti o gostinho de esperma invadir minha boca. Fiz o resto do trabalho com a mão, assistindo atenciosamente o rosto de Thur até ele atingir o seu orgasmo. Usei a boca novamente e deixei seu líquido descer pela minha garganta.
- Eu... - ele tentava respirar. O rosto suado e tanto a minha quanto a respiração dele estavam aceleradas. - ... Senti... Muita... Muita... Saudade disso.
- Sei que sim. - eu lhe disse sorrindo e beijando-lhe os lábios. - Eu descobri que ejaculação masculina é cheia de Vitamina C - falei rindo e ouvindo a sua risada alta ecoar pela sala. - e que sexo emagrece. - pisquei.
- Ótimo. Então acho que vamos estar sempre em forma. - ele falou, colocando uma mecha de meu cabelo que grudava no meu rosto suado para trás.
- Bem, sobre isso... - beijei-lhe seus lábios rapidamente, não resistindo. - Acho que você perdeu uma certa aposta. E agora tem que fazer exatamente o que eu mandar.
- Aposta? Que...? - Thur estava confuso, até parecer achar-se. - Puta que pariu. Eu não acredito que...
- Olha, eu só tenho dois pedidos. - ele voltou a me olhar confuso. - Primeiramente, acabe qualquer tipo de relacionamento com aquela Blanco de camelô, e sim, eu estou me referindo à Paige Bitch. E entenda que eu sou a única Lua Blanco na sua vida. E por mais que você tente achar outra pessoa, você vai sempre acabar me achando.
- Metida. - ele disse rindo. Eu devia começar a contar as vezes que me chamava de metida.
- Segundo pedido não é um pedido, é uma ordem: Volta pra mim. - suspirei e peguei um pouco de fôlego para cantar baixo, com a voz rouca perto de sua boca. - Come on baby, be my bad boyfriend!
- Com prazer. - ele disse, segurando-me pelos cabelos da nuca e me beijando a ponto de eu perder todo o meu fôlego. - Então eu posso voltar a dizer a todo mundo que você é minha namorada?
- Você pode escrever num outdoor se quiser.
- Melhor assim. Mas vou logo avisando: Eu sou o chefe da relação.
- Metido. - beijei-lhe rapidamente os lábios. - Pensando bem, eu tenho mais uma ordem.
- Sabia. O que é?
- Faça sexo comigo como se não houvesse mais nada que importasse nesse mundo. Nada nem ninguém. - disse-lhe séria. - E lembre-se de que isso é uma ordem.
- Nunca recebi ordens tão boas. - ele respondeu, ficando por cima. Retirou minha calcinha com cuidado e parou para observar meu corpo. Passou a palma da mão larga pelas minhas curvas com um ar de aprovação. Eu assistia sua beleza com orgulho, desejando que pudesse tê-lo para mim até não suportar mais, ou seja, até a morte. Porque para mim não havia como cansar dele. Alguma vez você cansou da felicidade?
De repente, senti um frio passando pela minha intimidade. Estava nua em pêlo, exceto é claro pelas jóias penduradas em minhas orelhas, mas isso não conta, né? Thur levantou as minhas pernas, abrindo-as e se colocando entre elas. Tocamos os narizes e ele ajeitou o seu membro em minha vagina, preparando para a penetração.
- É bom ter a original de volta. - ele disse com a boca a milímetros da minha.
- Sei que sim. A original é sempre melhor.
- Você tem que sempre ser metida assim?
- Thur, cala a boca. - beijei-lhe os lábios com um sorriso coçando no canto da boca. Logo senti seu membro pressionando contra a minha vagina, e penetrando lentamente, numa tortura insuportável e, ao mesmo tempo, prazerosa. Thur mal tinha começando as investidas quando, de repente, a musiquinha de fundo que tocava pelo aparelho de som da sala de estar parou de tocar. Quando abri os olhos, não consegui ver nada além do breu.
- Acho que faltou luz. - Thur sussurrou decepcionado em meu ouvido. Sentia seu coração acelerado bater tão forte contra o peito que eu era capaz de ouvir: Tumtum, Tumtum. Parecia que ele estava tendo uma ataque, mas então percebi que o som era tão alto porque o meu estava batendo na mesma velocidade.
O corpo suado de Thur colava no meu, e eu não tinha a mínima intenção de separá-los.
- Guess we'll just gonna dance in the dark. - sussurrei em seu ouvido e ouvi a sua risada nasalada romper o silêncio. Daí então, nos voltamos a... Dançar no escuro.You can't start a fire
You can't start a fire without a spark
This gun's for hire
Even if we're just dancing in the dark
Acendi apenas uma das luzes da sala de estar do meu apartamento, onde apenas poderia se encontrar sofá e um grande aparelho de som. Sim, eu tive preguiça de decorar. Os únicos decorados eram a cozinha (onde eu fingia cozinhar coisas gostosas, mas era minha sala de experiências para as receitas de Jamie Oliver), o banheiro da suíte e, é claro, a suíte. O resto dos cômodos sobrava espaços. Porém, apesar de tudo, tinha algo realmente interessante naquele apartamento. Ali mesmo, na sala de estar, havia uma porta de vidro que dava para outra sala, que eu chamava de sala de Jogos. Na verdade, apenas tinha uma mesa de bilhar, que eu costumava jogar sozinha quando o tédio de um domingo à tarde me tomava. E aproveitava o excelente aparelho de som para por uma música alta até o vizinho do 22º andar - o apartamento abaixo do meu - vir reclamar. Apesar de que, nos últimos dias, eu havia conseguido convencê-lo a se juntar a mim; nem sabia seu nome, mas devia ter uns 60 anos e tinha cara de veterano de guerra.
- Sinta-se à vontade. - eu lhe disse, jogando meus saltos ao lado do sofá.
- Aqui é sua casa? - Thur perguntou, sentando no sofá como se fosse morador dali.
- Sim. Lar doce lar. - eu lhe disse rindo, e ligando o aparelho de som baixinho em qualquer música que estivesse passando. - Venha aqui. - chamei-o até a Sala de jogos.
Thur me seguiu até ali, percebendo a mesa de bilhar.
- Sinuca?
- Sim, não é linda? - referi-me à mesa, alisando-a.
- É. - ele disse sem nem se importar com o que eu estava falando, se aproximou rapidamente de mim, enlaçando os braços ao redor da minha cintura e levantando-me do chão como se eu fosse uma pluma, e não pesasse carne e osso. Ri de nossa situação, enquanto ele ajeitava-me sentada sobre a mesa de bilhar. Senti uma das bolas de bilhar debaixo de minha coxa, e separei-me de Thur, ficando em pé na mesa.
As bolas de bilhar estavam jogadas espalhadas sobre a mesa.
- Já te contei que sou uma exímia jogadora de futebol? - perguntei-lhe, colocando o pé por cima de uma das bolas.
- Ainda não.
- Watch me. - disse-lhe
Comecei a chutar bolas nas caçapas; algumas com sucesso, outras não, e fazendo graça com as que errava.
- Essa não entrou porque tá no buraco errado! - eu disse rindo, fazendo-o rir também - AH, isso soou tão pervert!
- Você viu o duplo sentido sozinha nessa, viu? Eu não falei nada. - ele disse entre risadas.
- Nem venha que você fez aquele olhar! - culpei-o, chutando a penúltima bola na caçapa.
- Qual olhar? - ele perguntou arqueando as sobrancelhas.
Sentei no meio da mesa, pegando a última bola, amarela, com a mão. Thur estava na minha frente, sorrindo como um bobo. Entortei meu corpo para a frente então, encostando nossos narizes e afastando antes que ele me prendesse. Coloquei a última bola na caçapa com a mão.
- Você sabe qual olhar. - sorri-lhe, juntando as pernas e abraçando-as.
- Sei, é? - ele perguntou. Eu assenti. Thur pegou-me pelos tornozelos e me puxou para ele, arrastando-me pela mesa sem misericórdia. - É assim?
Minhas pernas já estavam ao redor de sua cintura, suas mãos divididas, uma em cada coxa minha, segurando com força. Seu olhar animava cada célula minha para o ataque.
- Assim mesmo. - sussurrei segurando-lhe o queixo e aproximando meu rosto e lábios.
Quando nossos lábios finalmente se tocaram, senti um alívio incomparável, como se estivesse presa e de repente ganhasse liberdade. Como se eu estivesse com medo e de repente ganhasse coragem. Como se eu estivesse à beira da morte e de repente ganhasse vida. Alívio para os meus lábios que tinham sede dos dele. Alívio para o meu olfato que tinha fome de seu hálito, seu cheiro, sua essência. Como pude viver tanto tempo sem Thur? Era a parte de mim que faltava, minha necessidade insaciável. Ele.
Nossos lábios tomavam atitudes animais um contra o outro, nossas línguas brincavam como amigas de infância e nossas mãos estavam confusas sobre onde permanecer, tocar, alisar, apertar.
O cheiro dele era um limite entre perdição, álcool e Azzaro. O terno de couro logo desceu o corpo másculo em encontro ao chão e a camisa listrada tinha seus botões sendo arrancados na velocidade da luz pelos meus dedos ágeis - devido a quantidade de hormônios que alimentavam meu corpo.
Foi questão de alguns segundos para que eu tirasse o botão da calça e abrisse o cinto. Se dois minutos haviam passado desde que nos entregamos ao fogo, era muito, e mesmo assim Thur já estava vestido apenas com um relógio brilhante, boxers, meias e sapatos.
- Você tem que me dar chance de tirar sua roupa, chefe. - ele me disse, conseguindo separar-se dos meus lábios para intercalar beijos pelo meu pescoço. Ri descontrolada, sentindo aqueles lábios úmidos me tocarem com fúria e desejo. Sua língua logo percorreu o trajeto do meu pescoço até a boca, parecendo saber o caminho de cor.
Com aquelas mãos espertas, subiu o trajeto das coxas, chegando à minha bunda e apertando com força.
- Senti saudades disso. - ele disse rindo perto do meu ouvido. Até a minha alma se arrepiou. Era praticamente impossível controlar instintos. Antes queThur resolvesse rasgar meu vestido de uma vez, afastei-me dele, com muita dificuldade, e comecei a puxar o vestido para cima. Era realmente difícil tirar o maldito vestido sentada em cima de uma mesa de bilhar com o corpo pegando fogo e um Deus Grego em minha frente. Mas eu era alguém persistente. As pequenas partes de metal arranharam-me as costelas, só que eu estava muito aérea para sentir qualquer dor. Afinal, meu corpo pedia loucamente por prazer.
Logo a calcinha era a única peça que me impedia de trajar a birth suit (roupa a qual eu nasci com, ou seja, nenhuma). Olhei para um Thur faminto e chamei-o com o dedo. Ele retirou os sapatos e subiu agilmente na mesa de bilhar.
- Isso não vai quebrar? - ele perguntou.
- Eu espero que não. - respondi com um sorriso perverso nos lábios.
Thur se pôs sobre mim. Éramos dois loucos descontrolados prestes a transar em cima de uma mesa de sinuca. Seu membro latente, empurrava um bom volume por cima da minha intimidade, e eu não conseguia respirar direito. O ar estava impuro. Beijei Thur como se ele fosse me dar o mínimo de oxigênio; para mim, Thur era uma forma de permanecer viva.
O beijo finalmente pareceu acalmar-se e ficar mais lento. Eu gostava mais assim, lento e gostoso, excitava-me ainda mais. Principalmente quando era Thur quem me beijava. Ele tinha a paciência de me beijar devagar e me deixar completamente insana por mais.
Suas mãos então espalmaram-se contra meus seios, apertando-os como quem aprecia, com cuidado; e com toda minha excitação não havia como impedir que os mamilos ficassem rígidos. Ele alisou-os com a ponta dos dedos ásperos, e então parou de me beijar a boca, para passear os lábios pelo pescoço, clavícula e colo, chegando então aos seios. Eu conhecia aquela estratégia de tortura, e estava louca para contra-atacar.
Deixei que ele deliciasse-se com meus seios, e assim que ele começou a descer novamente, pela barriga que encolhia com os espasmos constantes, puxei-o pelo cabelo até a altura do meu rosto; beijei sua boca rapidamente e virei meu corpo contra o seu, ficando por cima. Colei meus lábios pelo seu pescoço, fazendo marcas com chupões talvez exagerados demais. Ouvi um gemido de sua parte quando comecei a descer as mãos pela lateral do seu corpo até chegar à boxer.
Minha necessidade de tocar-lhe o membro latente era inevitável. Apenas tirei um pouco da sua boxer, libertando o pênis já ereto. Beijei-lhe o caminho do tronco até a virilha, e finalmente resolvi lhe dar um pouco de prazer. Passei a língua pelas laterais de seu membro, da base à cabeça, até abocanhá-lo. Deixei as mãos de lado para fazer apenas os movimentos com a boca e língua. Meus olhos fechados, eu apenas tinha os meus quatro outros sentidos.Thur soltava sons pela boca que supostamente seriam gemidos, mas ficaram no meio termo entre sussurrar e gemer. Uma de suas mãos, inquieta, resolveu segurar-me pelos cabelos da nuca, guiando meus movimentos. Retirei bruscamente sua mão de meus cabelos.
- Thur, eu sei o que estou fazendo. - disse-lhe séria, encarando seus olhos ainda fechados e a boca entreaberta.
- Mas... Onde... - ele não conseguiu pronunciar as palavras direito.
- Mantenha suas mãos quietas, Aguiar. - sorri e voltei a lambê-lo. Eu não sabia onde ele havia colocado as mãos, mas pelo menos não era na minha cabeça, o que me dava liberdade total; e essa de liberdade parecia funcionar muito bem. Seus gemidos aumentavam cada vez mais, e eu sentia seu membro a um toque para explosão.
Afastei minha boca do seu pênis assim que senti o gostinho de esperma invadir minha boca. Fiz o resto do trabalho com a mão, assistindo atenciosamente o rosto de Thur até ele atingir o seu orgasmo. Usei a boca novamente e deixei seu líquido descer pela minha garganta.
- Eu... - ele tentava respirar. O rosto suado e tanto a minha quanto a respiração dele estavam aceleradas. - ... Senti... Muita... Muita... Saudade disso.
- Sei que sim. - eu lhe disse sorrindo e beijando-lhe os lábios. - Eu descobri que ejaculação masculina é cheia de Vitamina C - falei rindo e ouvindo a sua risada alta ecoar pela sala. - e que sexo emagrece. - pisquei.
- Ótimo. Então acho que vamos estar sempre em forma. - ele falou, colocando uma mecha de meu cabelo que grudava no meu rosto suado para trás.
- Bem, sobre isso... - beijei-lhe seus lábios rapidamente, não resistindo. - Acho que você perdeu uma certa aposta. E agora tem que fazer exatamente o que eu mandar.
- Aposta? Que...? - Thur estava confuso, até parecer achar-se. - Puta que pariu. Eu não acredito que...
- Olha, eu só tenho dois pedidos. - ele voltou a me olhar confuso. - Primeiramente, acabe qualquer tipo de relacionamento com aquela Blanco de camelô, e sim, eu estou me referindo à Paige Bitch. E entenda que eu sou a única Lua Blanco na sua vida. E por mais que você tente achar outra pessoa, você vai sempre acabar me achando.
- Metida. - ele disse rindo. Eu devia começar a contar as vezes que me chamava de metida.
- Segundo pedido não é um pedido, é uma ordem: Volta pra mim. - suspirei e peguei um pouco de fôlego para cantar baixo, com a voz rouca perto de sua boca. - Come on baby, be my bad boyfriend!
- Com prazer. - ele disse, segurando-me pelos cabelos da nuca e me beijando a ponto de eu perder todo o meu fôlego. - Então eu posso voltar a dizer a todo mundo que você é minha namorada?
- Você pode escrever num outdoor se quiser.
- Melhor assim. Mas vou logo avisando: Eu sou o chefe da relação.
- Metido. - beijei-lhe rapidamente os lábios. - Pensando bem, eu tenho mais uma ordem.
- Sabia. O que é?
- Faça sexo comigo como se não houvesse mais nada que importasse nesse mundo. Nada nem ninguém. - disse-lhe séria. - E lembre-se de que isso é uma ordem.
- Nunca recebi ordens tão boas. - ele respondeu, ficando por cima. Retirou minha calcinha com cuidado e parou para observar meu corpo. Passou a palma da mão larga pelas minhas curvas com um ar de aprovação. Eu assistia sua beleza com orgulho, desejando que pudesse tê-lo para mim até não suportar mais, ou seja, até a morte. Porque para mim não havia como cansar dele. Alguma vez você cansou da felicidade?
De repente, senti um frio passando pela minha intimidade. Estava nua em pêlo, exceto é claro pelas jóias penduradas em minhas orelhas, mas isso não conta, né? Thur levantou as minhas pernas, abrindo-as e se colocando entre elas. Tocamos os narizes e ele ajeitou o seu membro em minha vagina, preparando para a penetração.
- É bom ter a original de volta. - ele disse com a boca a milímetros da minha.
- Sei que sim. A original é sempre melhor.
- Você tem que sempre ser metida assim?
- Thur, cala a boca. - beijei-lhe os lábios com um sorriso coçando no canto da boca. Logo senti seu membro pressionando contra a minha vagina, e penetrando lentamente, numa tortura insuportável e, ao mesmo tempo, prazerosa. Thur mal tinha começando as investidas quando, de repente, a musiquinha de fundo que tocava pelo aparelho de som da sala de estar parou de tocar. Quando abri os olhos, não consegui ver nada além do breu.
- Acho que faltou luz. - Thur sussurrou decepcionado em meu ouvido. Sentia seu coração acelerado bater tão forte contra o peito que eu era capaz de ouvir: Tumtum, Tumtum. Parecia que ele estava tendo uma ataque, mas então percebi que o som era tão alto porque o meu estava batendo na mesma velocidade.
O corpo suado de Thur colava no meu, e eu não tinha a mínima intenção de separá-los.
- Guess we'll just gonna dance in the dark. - sussurrei em seu ouvido e ouvi a sua risada nasalada romper o silêncio. Daí então, nos voltamos a... Dançar no escuro.You can't start a fire
You can't start a fire without a spark
This gun's for hire
Even if we're just dancing in the dark
Creditos: Fanfics Obession



Cade the divide?
ResponderExcluir:(
Ai tbm to esperando o final de semana inteiro :-(
ExcluirPzé,Shai a web ja é gigante vc só posta 1 capítulo por dia e tem dia q nem posta!Desculpa mais assim é tenso!
Excluir:(
Muito bom esse capitulo - adorei
ResponderExcluirAmei posta the divide tbm
ResponderExcluirameiiiiiiiiii
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