CAPÍTULO 10 p.2- A
LONDON MUSIC CONVIDA PART 2
A festa
parecia ter acabado. De repente a quantidade absurda de pessoas diminuiu de tal
forma que eu só via pessoas limpando o lugar. Era a décima oitava vez que
encarava aquela pulseira roxa, sem saber o que fazer. Digo, eu poderia
simplesmente tomar coragem e encontrar Lu, mas talvez as quatro garrafas
de cerveja, dois chopps e uma remessa de tequila pareciam não ser o suficiente
para derrubar meu medo e minha consciência. Desejei até ser mais burro, para
quem sabe não ter que me preocupar com depressão por causa de mulher. Uma
mulher! Como pode o sexo oposto domar leões como nós? Isso chegava a me parecer
antiético! Em pensar que havia quem dissesse que mulheres são sexo frágil. Ah,
frágil, já não bastasse Emily para provar o contrário, Lua praticamente
riscou a palavra frágil do vocabulário.
Chay, que bebeu demais, não aguentou e pegou um táxi para ir para casa. Ele era até forte com a bebida, mas havia exagerado naquela noite. Só me restava ir aquele camarote.
Levantei com certa tontura, mas logo tomei as rédeas; então me dirigindo às escadas que Lu havia mencionado. Era uma escada de espiral, feita de madeira, e o meu sapato social batucava enquanto eu subia. Ouvi então um som de Bossa Nova aumentar cada vez mais sua frequência, à medida que eu me aproximava do topo. Vozes de pessoas, copos de vidro brindando, e eu finalmente tive visão do que acontecia ali. Madame Feng-Shui estava no meio de uma pequena roda, onde eu pude reconhecer a elite da Revista, alguns abraçados, outros bêbados, vistos de forma nunca vista antes: informais.
- Um brinde à nova London Music! - disse Madame Feng-Shui com sua classe inabalável, pairando com sua taça de champagne para o alto. Sim, Lua estava ao seu lado, com um sorriso tímido nos lábios. Com aquele vestido de mais cedo, só que agora com os cabelos soltos e mais rebeldes. - Um brinde à nossa chefe e presidente Lua Blanco!
Os presentes gritaram seu nome, saltitantes, enquanto ela abaixava a cabeça. Instaurei-me em um ponto escuro do lugar, do lado de uma pilastra de mármore.
- Eu apenas fiz uma contribuição. Uma pena que os verdadeiros responsáveis por tanto sucesso não estão aqui. Brindemos, então, aos nossos amigos ausentes Arthur Aguiar e Chay Suede!
Mais festa, diante das palavras dela. Espera... What? Ela estava me dando crédito pelo sucesso da revista? Eu não... Conseguia acreditar naquilo. Ela foi quem ressuscitou a London Music. O olhar dela era de realização, mas ao mesmo tempo, tinha um ar distante, triste, irreconhecível.
Encontrei uma penumbra por trás de uma das pilastras, e permaneci ali, meio escondido, assistindo o que se passava entre eles da empresa. Mentira. Eu só tinha olhos pra ela.
A dificuldade de andar fez com que ela parasse e, do nada, abaixasse-se, tocando a barra do vestido.
- Lua! Que é que você tá fazendo com essa bunda pra cima? - perguntou Alene, na maior intimidade. Sim, ela estava com um copo de whisky na mão.
- Esse vestido maldito, não me deixa andar direito! - Lu reclamou, e então puxou o tecido do vestido para cima, rasgando-o irregular, e deixando aquelas pernas para fora. AQUELAS PERNAS! Senti minha mão coçar para tocar as suas pernas, que pareciam esculturais, feitas a mão para recusar imperfeições. Ela também retirou os saltos e jogou-os debaixo de uma das mesas ali perto. O corte no vestido longo ficou torto em cada lado das pernas, mas eu não conseguia observar isso, para mim, aquilo era perfeito. Eu sei, é um adjetivo meio sem nexo, essa tal de perfeição. Mas eu tinha um significado para 'perfeito'. Perfeito é aquilo que mesmo tendo defeitos, possui as qualidades sobressalentes. Ela, para mim, era perfeita; eu amava tanto as qualidades quanto os defeitos.
É claro, também inegável, a atração sexual. Mas como, por Deus, um homem resistiria a pernas como aquelas? God Damn.
Por obséquio eu estava perdido demais em meus pensamentos - dos mais pervertidos aos mais românticos - e não consegui notar que alguém se pôs à minha frente.
- Chay não vem? - perguntou-me a conhecida voz feminina.
- O quê? - falei meio perdido, percebendo o quanto o rosto dela resolveu encarnar algo realmente belo, logo em minha frente. Lu arqueava-me uma das sobrancelhas intimidadoras, e então colocou um braço na pilastra ao meu lado, dando uma de homem da relação.
- Terra para Aguiar. Chay não vai vir?
- Não, ficou bêbado demais, pegou um táxi e foi para casa. - respondi rápido, sem expressão (pelo menos externamente, porque internamente, meu sangue estava sendo drenado para... Baixo.)
- Hum... - Lu resmungou com a boca fechada. - Eu gosto dessa Bossa... - ela comentou, com aquela cara de quem está fingindo não querer nada. Eu sorri-lhe maroto e tirei o braço dela que estava na pilastra para segurar sua mão.
- Então vamos dançar. - disse-lhe, puxando-a para perto do som, onde alguns casais já dançavam calmamente uma Bossa estrangeira.
- Você não me deixou nem responder sim ou não! - ela falou rindo, enquanto era puxada por mim. Parei no meio daqueles casais e segurei-a pela cintura. Ela arfou, olhando intensamente para os meus olhos como se quisesse sugar minha alma.
- Não foi exatamente uma pergunta para que você pudesse responder. - disse-lhe rindo perto de seu ouvido, e assistindo seus pêlos do pescoço arrepiarem-se. Antes que Lua me inventasse de resmungar, toquei sua cintura com mais força, e colidi nossos corpos. Seus seios, tão quentes, passaram calor para mim, e tocavam-me o peito sem intenção de misericórdia. Eu poderia tocá-los naquele exato momento, e apreciar da maciez e volume agradável. Mas talvez pudesse ser minimamente paciente para não ter de fazer isso em público, lembrando que o público eram quase todos os meus colegas de trabalho.
Chay, que bebeu demais, não aguentou e pegou um táxi para ir para casa. Ele era até forte com a bebida, mas havia exagerado naquela noite. Só me restava ir aquele camarote.
Levantei com certa tontura, mas logo tomei as rédeas; então me dirigindo às escadas que Lu havia mencionado. Era uma escada de espiral, feita de madeira, e o meu sapato social batucava enquanto eu subia. Ouvi então um som de Bossa Nova aumentar cada vez mais sua frequência, à medida que eu me aproximava do topo. Vozes de pessoas, copos de vidro brindando, e eu finalmente tive visão do que acontecia ali. Madame Feng-Shui estava no meio de uma pequena roda, onde eu pude reconhecer a elite da Revista, alguns abraçados, outros bêbados, vistos de forma nunca vista antes: informais.
- Um brinde à nova London Music! - disse Madame Feng-Shui com sua classe inabalável, pairando com sua taça de champagne para o alto. Sim, Lua estava ao seu lado, com um sorriso tímido nos lábios. Com aquele vestido de mais cedo, só que agora com os cabelos soltos e mais rebeldes. - Um brinde à nossa chefe e presidente Lua Blanco!
Os presentes gritaram seu nome, saltitantes, enquanto ela abaixava a cabeça. Instaurei-me em um ponto escuro do lugar, do lado de uma pilastra de mármore.
- Eu apenas fiz uma contribuição. Uma pena que os verdadeiros responsáveis por tanto sucesso não estão aqui. Brindemos, então, aos nossos amigos ausentes Arthur Aguiar e Chay Suede!
Mais festa, diante das palavras dela. Espera... What? Ela estava me dando crédito pelo sucesso da revista? Eu não... Conseguia acreditar naquilo. Ela foi quem ressuscitou a London Music. O olhar dela era de realização, mas ao mesmo tempo, tinha um ar distante, triste, irreconhecível.
Encontrei uma penumbra por trás de uma das pilastras, e permaneci ali, meio escondido, assistindo o que se passava entre eles da empresa. Mentira. Eu só tinha olhos pra ela.
A dificuldade de andar fez com que ela parasse e, do nada, abaixasse-se, tocando a barra do vestido.
- Lua! Que é que você tá fazendo com essa bunda pra cima? - perguntou Alene, na maior intimidade. Sim, ela estava com um copo de whisky na mão.
- Esse vestido maldito, não me deixa andar direito! - Lu reclamou, e então puxou o tecido do vestido para cima, rasgando-o irregular, e deixando aquelas pernas para fora. AQUELAS PERNAS! Senti minha mão coçar para tocar as suas pernas, que pareciam esculturais, feitas a mão para recusar imperfeições. Ela também retirou os saltos e jogou-os debaixo de uma das mesas ali perto. O corte no vestido longo ficou torto em cada lado das pernas, mas eu não conseguia observar isso, para mim, aquilo era perfeito. Eu sei, é um adjetivo meio sem nexo, essa tal de perfeição. Mas eu tinha um significado para 'perfeito'. Perfeito é aquilo que mesmo tendo defeitos, possui as qualidades sobressalentes. Ela, para mim, era perfeita; eu amava tanto as qualidades quanto os defeitos.
É claro, também inegável, a atração sexual. Mas como, por Deus, um homem resistiria a pernas como aquelas? God Damn.
Por obséquio eu estava perdido demais em meus pensamentos - dos mais pervertidos aos mais românticos - e não consegui notar que alguém se pôs à minha frente.
- Chay não vem? - perguntou-me a conhecida voz feminina.
- O quê? - falei meio perdido, percebendo o quanto o rosto dela resolveu encarnar algo realmente belo, logo em minha frente. Lu arqueava-me uma das sobrancelhas intimidadoras, e então colocou um braço na pilastra ao meu lado, dando uma de homem da relação.
- Terra para Aguiar. Chay não vai vir?
- Não, ficou bêbado demais, pegou um táxi e foi para casa. - respondi rápido, sem expressão (pelo menos externamente, porque internamente, meu sangue estava sendo drenado para... Baixo.)
- Hum... - Lu resmungou com a boca fechada. - Eu gosto dessa Bossa... - ela comentou, com aquela cara de quem está fingindo não querer nada. Eu sorri-lhe maroto e tirei o braço dela que estava na pilastra para segurar sua mão.
- Então vamos dançar. - disse-lhe, puxando-a para perto do som, onde alguns casais já dançavam calmamente uma Bossa estrangeira.
- Você não me deixou nem responder sim ou não! - ela falou rindo, enquanto era puxada por mim. Parei no meio daqueles casais e segurei-a pela cintura. Ela arfou, olhando intensamente para os meus olhos como se quisesse sugar minha alma.
- Não foi exatamente uma pergunta para que você pudesse responder. - disse-lhe rindo perto de seu ouvido, e assistindo seus pêlos do pescoço arrepiarem-se. Antes que Lua me inventasse de resmungar, toquei sua cintura com mais força, e colidi nossos corpos. Seus seios, tão quentes, passaram calor para mim, e tocavam-me o peito sem intenção de misericórdia. Eu poderia tocá-los naquele exato momento, e apreciar da maciez e volume agradável. Mas talvez pudesse ser minimamente paciente para não ter de fazer isso em público, lembrando que o público eram quase todos os meus colegas de trabalho.
Creditos: Fanfics Obession



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