Capitulo 6
Naquela madrugada eu me acordei como várias vezes e fui até a cozinha pegar um pouco de água. Mas antes q eu pudesse chegar a cozinha, eu vi o Arthur chorando na sala. Me aproximei dele e toquei em seu braço.
-Vem, vamos beber um pouco de água. - Ele levantou com um pouco de dificuldade e me seguiu. Sentou na cadeira e eu peguei dois copos e enchi de água. Sentei ao seu lado e lhe entreguei o copo, ele bebeu tudo de uma vez. - Quer conversar ? - Ele assentiu com a cabeça, puxou o ar com força e começou a falar:
-Como ela pode ir e me deixar nesse mundo sozinho ? - Ele perguntava mais para si mesmo, eu não iria falar nada, apenas escutar. - Ela era a única coisa q eu tinha, Lua. Agora eu não tenho nada, estou sozinho nesse mundo. Meu pai foi embora quando eu ainda era jovem, e agora a minha mãe. - Ele começou a chorar novamente. - Estou com medo. - Foi a ultima frase q ele falou, eu não sei como era isso e esperava não saber por um longo tempo. Mas a tristeza estava estampada em sua cara. Terminei de tomar minha água e fui até a pia.
-Me promete uma coisa ? - Parei de frente para ele, e ele me olhou
-Oq ?
-Vc não vai se desgastar por conta disso ? Era a hora dela, Arthur. Vc agora tem q se virar, mas não quer dizer q seu mundo acabou não! Me promete ? - Ele não responde - Anda Arthur. Não é tão dificil, eu sei ela era sua mãe. Mas vai continuar sendo em sua memória, ela não foi embora, continua do seu lado. E ficaria super feliz se vc retomasse sua vida. - Ele assentiu, mas nada falou - Vamos esquecer um pouquinho isso, vem. A gente vai assistir um filme - Eu o puxei e a gente sentou no sofá, ele em uma ponta e eu na outra. - Que filme quer assistir ? - Ele olha para mim, mas nada responde - Vai Arthur, vc não é assim. Responde!
-Por mim, qualquer um - Ele vira para frente. É, ele estava uma pedra de gelo, e tenho certeza q seu coração tbm estava do mesmo jeito.
-O.k, vou colocar um filme de comédia. - Fui até o aparelho do Dvd e colocou S.O.S Mulheres ao mar, um novo filme brasileiro. - Vou fazer um pouco de pipoca, vc quer ? - Olho para ele, e ele dá de ombros. Mas ta xato, so q vou dar créditos pelo q aconteceu. Se não ele iria escutar poucas e boas. Levantei e fui em direção a cozinha, estava morrendo de sono e então bocejo. Pego o milho, uma panela, acendo o fogo, ponho o olho e espero sentada na cadeira perto do fogão. Olho para o relogio e são 03:15, morrendo de sono. Mas tenho q fazer o senhor gelado sorrir. Bocejo mais uma vez, e apoio minha cabeça no encosto da cadeira.
(...)
-Lua, Lua - Arthur me cutuca e eu sinto o cheiro de coisa queimando.
-Droga! - Do um pulo da cadeira e desligo o fogão. - Vc não sentiu antes ?
-Lógico q não, eu estava na sala. Vc é maluca garota ? - Tento pegar a panela, mas esta mt quente e acabo me queimando.
-Ai! - Sacudo as mãos, e vou até o armário pegar um pano. - Me ajuda! - Ele pegou a panela com o pano e colocou de baixo da água. Aproveitei para por minha mão tbm.
-Se machucou muito ? - Minha mão estava tremendo e doendo. Ele se aproximou, mas eu o empurrei.
-Não preciso da sua ajuda - Tirei minha mão de baixo da água e ela estava vermelha, e agora com uma ferida - Droga! Droga! Droga! - Tentei passar, mas ele me puxou pelo braço
-Deixa eu ver! - Tirei sua mão de cima de mim
-Quando eu estou com dor, não gosto de ngm por perto. - Depois de falar, virei e subi as escadas batendo os pés. Eu sentia sua presença, ele me seguia. Mas nada falava. Entrei dentro de um quartinho e sai com uma maletinha de primeiros socorros.
-Deixa eu te ajudar - Ele pegou minha mão com delicadeza.
-Vc é mt teimoso, garoto. Eu disse q não qro ngm por perto!
-Não adianta, vai ter q ir ao hospital - Me ignorou completamente.
-Não gosto de hospital - Peguei a gase e comecei a enrolar no meu braço.
-Vc não tem q gostar, vamos Lua. Pegue um casaco, vc não pode ficar assim. - Levantei e virei de costas, voltando a sala. E ele me seguiu.
-Não se preocupe, eu estou bem. - Fui até a cozinha e peguei mais um copo de água. Por mais q eu não quisesse dizer, mas meu braço estava doendo muito. Só foi encostar na porta da geladeira, q começou a latejar. Eu estava quase chorando de tanta dor.
-Vamos, Lua. Vc não engana! Esta sentindo dor.
-Não enche, volta pro teu sofá. Minha animação pra vc agora ta zero. Vou dormir. - Virei e comecei a andar, a dor no meu braço era insuportável. Mas ele não pode se preocupar comigo, e eu detesto ter alguém por perto quando estou com dor. Comecei a subir as escadas, e entrei dentro do quarto. Deitei na cama e tentei dormir, mas não conseguia. Então comecei a pensar e acabei dormindo.
Acordo com uma pontada no meu braço, tinha caido no chão. Em cima do braço, comecei a chorar. Agora não aguentava mais a dor.
-Q foi Lua ? - Luiza vem até mim e me levanta, o dia ja havia começado. Olhei para o relógio em cima da cama de Luiza e vi q eram 06:40.
-Ta doendo! - Chorei mais ainda. Ela gritou por alguém e Arthur veio logo correndo.
-Garota, vc esta suando. - Ele toca em mim - E com febre, era pra ter ido a noite para o hospital.
-Me leva logo, faz essa dor parar! - Enxuguei minhas lágrimas e ele me pegou no colo e saiu me carregando.
-Pega um casaco, q esta frio. E os documentos dela. - Ele ordenou para Luiza.
-Onde vamos levar ela ?
-Não Arthur, a gente não pode ir para o hospital, hj, hj... - Fiz uma careta com a dor no meu braço.
-Cale a boca vc! - Ele falou me olhando com uma cara q mais parecia q iria me matar. - Faça oq eu pedi Luiza. - Ela assenti e corre.
-Da pra me por no chão, ao menos ? A dor é no braço e não na perna! - Ele me põe no chão e a gente segue em frente. Chegamos no carro e Luiza chega ofegante com tudo oq ele pediu. A dor não havia passado, parece mais q meu braço todo tinha pego fogo.
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ResponderExcluirPosta maaais, quero LuAr juntos logo
ResponderExcluirposta mais
ResponderExcluirposta +++++++++++ .
ResponderExcluirWeb perfeita
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