Acordei no dia seguinte com os raios solares entrando em meu quarto. Droga, eu tinha esquecido de fechar as cortinas ontem a noite. Virei-me para o lado e peguei meu celular, constatando o que não era novidade alguma: eu estava atrasada. Respirei fundo e levantei-me, seguindo lenta e preguiçosamente até o o banheiro.
Depois de um pequeno preparo psicológico e um café da manhã reforçado eu fui até o café do meu pai. O dia estava frio, e se você percebesse bem notaria que uma pequena camada de gelo começara a formar-se nas calçadas londrinas. Cheguei até o café e fui direto ao balcão, cumprimentando algumas poucas que encontravam-se ali.
- Bom dia, Harry! -disse ao garoto que estava preparando algum pedido.
- Bom dia. -disse ele virando-se para mim e dando um sorriso. Já falei o quanto o sorriso do Harry é lindo? - A Sophia ainda não chegou... Hum... Você poderia ficar no lugar dela por enquanto?
- Olha, eu nunca fui garçonete na minha vida. Não seria melhor se você fizesse isso?
- Você sabe, pelo menos, preparar um capucino?
- Acho melhor eu ficar como garçonete mesmo! - disse logo após a sua pergunta, o que o fez gargalhar.
- Você vai ser garçonete? Por caso me demitiram e esqueceram de me avisar? - a voz de Sophia ecoou pelo local, causando-me um pequeno (talvez não tão pequeno assim) susto.
- Ah, não... É que eu ia te substituir enquanto você não chegasse. - expliquei.
- Sophia, coloque seu uniforme, e assim que fizer isto, entregue isto aqui para a senhora da mesa 10. Assim que terminar, anote o pedido do jovem da mesa 7, e por fim, volte aqui, pegue o pedido da outra senhora da mesa 4 e leve-o. - Harry disse.
- Sim, senhor! - Sophia disse batendo continência, o que me fez rir e Harry balançar a cabeça negativamente com um sorrisinho brotando em seus lábios. Acho que Harry tem uma quedinha por Sophia, mas ela nem o nota. - E você, mocinha - ela disse referindo-se a mim. - acho melhor ir até o caixa começar seu trabalho. - ela apontou discretamente para o caixa, mostrando-me que já tinha uma pessoa lá. Droga! Contas novamente não. Fiz uma cara de sofrimento e fui até lá.
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Depois de longas horas de trabalho eu finalmente havia chegado em casa. Tranquei as portas e subi, indo direto para o banheiro. Como dizia minha mãe: "Depois de um longo dia de trabalho, nada melhor do que um bom banho quente." Depois que terminei minha higienes pessoais fui até meu quarto, jogando-me na cama e ligando a TV, deixando num canal qualquer de filmes. Para a minha sorte, iria começar um filme daqui há uns 20 minutos. Decidi ir fazer um lanche na cozinha, e foi aí que eu reparei o quanto aquela casa estava estranha. Não estranha na aparência, mas ela estava vazia... Eu não escutava mais as vozes dos meus pais, muito menos o som da televisão da sala. Eu estava sozinha, de verdade. Não é como eu pensei que seria, eu pensei que eu ficaria feliz pela ausência dos meus pais, mas não. Eu estava sentindo a falta deles...
Peguei meu celular para ver se tinha alguma chamada perdida dele e todas as minhas suspeitas foram confirmadas: eles não ligaram nenhuma vez. Tentei falar com minha mãe, mas ela não atendia, assim como o meu pai. Mas o que diabos estava acontecendo? Será que é tão difícil assim atender a porra de um celular? Tentei mais umas três vezes, mas nada. Decidi tentar ligar amanhã, afinal, eles poderiam estar dormindo, e se estiverem mesmo dormindo eles não iriam acordar tão cedo.
Fui para a cozinha, peguei uma maçã e fui para o meu quarto, mas parei quase no topo da escada por causa de uma sensação estranha, era como se eu estivesse sendo observada. Olhei para as janelas da sala, mas as cortinas estavam fechadas. Subi e entrei no meu quarto dando de ombros, aquilo não era nada de mais. Joguei-me novamente na cama e comecei a assistir o filme que tinha acabado de começar. A estranha sensação não havia ido embora, ela continuava ali, o que me causou um arrepio. E se alguém realmente estivesse me observando? Eu iria chamar a polícia?
Revirei os olhos com meu próprio pensamento. Se eu realmente estivesse sendo observada (e pudesse comprovar isto) era óbvio que eu iria chamar a polícia.
Fui até a janela do meu quarto e observei a rua por alguns segundos, mas não encontrei ninguém por lá. Nenhum carro, moto ou qualquer outro veículo. Nenhuma pessoa. Absolutamente nada. Devo estar ficando maluca, só pode. Balancei a cabeça negativamente, tentando afastar qualquer pensamento de que eu poderia realmente estar sendo observada. E então fechei as cortinas, como se de algum modo aquilo pudesse me fazer sentir mais segura. Bobagem, eu sei. Deitei na cama e tentei dormir, o que não funcionou muito bem. Eu tenho um pequeno probleminha: eu nunca deito e durmo, como a maioria das pessoas; eu sempre penso muito antes de dormir, e assim, acabo me perdendo em meus próprios pensamentos, pensamentos estes que sempre me levavam para onde eu não queria ir. Peguei meu iPod que estava numa mesinha próximo a minha cama e coloquei qualquer música para tocar. Depois de algumas músicas eu finalmente consegui dormir, mas meu sono não durou muito tempo. Depois de algumas horas meu celular começou a tocar uma música que eu conhecia muito bem: Room on the 3rd floor; o que significa: alguém está atrapalhando meu sono ligando-me às 3:00 da manhã. Ótimo! Meu dia não poderia começar melhor.
Atendi sem me importar com estava ligando e esperei até a pessoa falasse alguma coisa.
- Senhorita Blanco?
- Sim?
- Você conhece Margareth Blanco e Jhon Blanco?
- Sim, são meus pais. - respondi ainda com sono. O que estava acontecendo, afinal?
- Senhorita Blanco, seus pais sofreram um acidente, sua mãe está no hospital
- Como? Desculpe- acho que não ouvi direito. Minha mãe está no hospital? Mas como assim? E meu pai?
- Isso mesmo. Sentimos muito, mas seu pai não conseguiu resistir aos ferimentos, ele morreu.
Ele… morreu?
Continua...
Comentário:Bom, antes que me perguntem se tudo não está acontecendo muito rápido eu vou logo adiantando: não, as coisas não estão acontecendo muito rápido. Talvez até mais devagar do que o planejado, mas enfim... eu acho que é melhor assim.
Me perguntaram, no capítulo anterior, quando o Arthur iria aparecer na fic. Gente, calma, o Arthur vai aparecer, não se preocupem (se é que estão preocupadas). Mas enquanto ele não aparece, contentem-se com o Harry Gostoso Judd. Sim, o Harry do McFLY. Enfim... Até amanhã!
Uma pergunta que poderá definir a história dessa fic: o que vocês acham de fics de suspense? E terror?


tendo romance no meio pra mim ta tudo ótimo .... gostei da sua web mais vc demorou muito pra posta o segundo capitulo
ResponderExcluirN demora mt denovo pra posttar
ResponderExcluirposta com mais frequencia, to gostando muito dessa web, por mim pode ter suspense e terror mas tem que ter romance.
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