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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Proposta Indecente


Capitulo 38


- Só pode estar brincando!


Lua  não tinha escolha senão concordar... A não ser que quisesse fazer uma cena.


A música era romântica. Arthur  a tomou nos braços e pu­xou-a para si. Ela sentiu-lhe os lábios roçarem seus cabelos, depois sua têmpora.


A contragosto, sentiu a raiva começar a se dissipar. Lutou contra o calor que invadia seu corpo e corria por suas veias, até chegar ao coração.


Seria fácil ceder, mover-se no mesmo ritmo dele, sentir a carícia de sua boca na curva de seu pescoço.


Mas forçou-se a retesar-se, e quase jurou ter ouvido a risada de Arthur.


A tentação de pisar-lhe os pés foi grande, e Lua  ficou infeliz. E o fato de ele perceber seu estado de espírito a exas­perava ainda mais.


Passava da meia-noite quando chegaram à mansão. Lua  não teve o prazer de entrar sozinha, pois não tinha a chave, nem acesso aos códigos de segurança.


Assim que atingiu o hall ela subiu correndo a escadaria. Entrou na suíte segundos antes dele, descalçou os sapatos, tirou o colar e os brincos e abriu o zíper do vestido.


Por baixo, apenas uma meia-calça e a calcinha. Pôs uma camiseta e pendurou o vestido com cuidado.


Em silêncio foi até a saída.


- Nem pense em dormir em outro aposento.


Lua  virou-se e deparou com o olhar sombrio. Arthur ti­rara o paletó e a gravata, desabotoara a camisa e estava tirando a calça.


- Não quero ficar na mesma cama que você esta noite.


- Sabe como é fácil para mim fazê-la querer?


Lua  girou a maçaneta e saiu.


Ele iria atrás dela? Disse a si mesma que não se importava. Abriu outra porta e foi até a janela.


Era uma noite escura, e não podia ver muita coisa, apenas algumas luzes nas ruas, néon verde, azul, rosa, iluminando um outdoor.


Percebeu que Arthur a seguira e parara bem atrás dela. Fora muito fácil encontrá-la, para seu desgosto.


Ele não disse nada, apenas foi até diante de Lua  e a beijou, irradiando calor por seu corpo e evocando a reação que ela relutava em ter.


Só suas bocas se tocavam. Arthur percebeu quando Lua  cedeu, levou as mãos até seu pescoço, e entrelaçou-as ao redor de sua nuca.


Arthur segurou-lhe o rosto e o beijo tornou-se exigente. Aca­riciou-lhe o ombro, a cintura e os quadris. A mão deslizou para baixo da camiseta até as nádegas, puxando-a mais, enquanto seus dedos escorregavam para dentro dela.


Seria um problema ceder à magia de seu toque? Era uma vitória dele? Lua  refletiu que, definitivamente, não era uma derrota.


Arthur  a acariciou, excitando-a, absorvendo seus gemidos suaves. Então, ergueu-a e fez as pernas dela envolverem-lhe a cintura.


Ela estava quente e excitada, e ele a penetrou com força, se retirou e repetiu o movimento até sentir o relaxamento de Lua , que repousou a cabeça em seu ombro. Foram até o quarto e se deitaram.


Segundos depois, Arthur se deitou de costas, com ela sobre ele.


O semblante de Arthur estava misterioso, o toque dos dedos, suave, ao afagar seus seios e mamilos..


Quando Lua achou que não podia agüentar mais, ele deixou-a estabelecer seu ritmo.


Depois, ela caiu sobre ele, fraca demais para se mover, e sentiu-o acariciando-lhe as costas.


Arthur a acomodou em seu braço e ajeitou os cabelos desgre­nhados. Ela adormeceu, e não percebeu quando ele a cobriu e tocou-a de leve com os lábios.


A noite de Lua  foi inquieta. Teve um pesadelo, no qual era perseguida em corredor escuro e, apesar de correr o mais rápido que podia, havia alguém logo atrás.


Ela gritou quando foi agarrada.


Escutou uma voz áspera e foi cegada pela luz. Viu que Arthur a segurava, o corredor de­saparecia dando lugar ao quarto.


Arthur  notou que Lua parara de tremer e a abraçou.


- Deus do céu, do que ou de quem você fugia?


Lua  não respondeu. Arthur  levantou seu rosto, viu os olhos cheios de lágrimas e praguejou em voz baixa.


- Lua?


- Não sei, não vi quem era.


Seriam os rapazes da gangue que espancara Sammy... Ou Arthur Aguiar?






continua


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