Capitulo 38
- Só pode estar brincando!
Lua não tinha escolha senão
concordar... A não ser que quisesse fazer uma cena.
A música era romântica. Arthur a
tomou nos braços e puxou-a para si. Ela sentiu-lhe os lábios roçarem seus
cabelos, depois sua têmpora.
A contragosto, sentiu a raiva começar a se
dissipar. Lutou contra o calor que invadia seu corpo e corria por suas veias,
até chegar ao coração.
Seria fácil ceder, mover-se no mesmo ritmo dele,
sentir a carícia de sua boca na curva de seu pescoço.
Mas forçou-se a retesar-se, e quase jurou ter
ouvido a risada de Arthur.
A tentação de pisar-lhe os pés foi grande, e Lua ficou
infeliz. E o fato de ele perceber seu estado de espírito a exasperava ainda
mais.
Passava da meia-noite quando chegaram à mansão. Lua não
teve o prazer de entrar sozinha, pois não tinha a chave, nem acesso aos códigos
de segurança.
Assim que atingiu o hall ela subiu correndo a
escadaria. Entrou na suíte segundos antes dele, descalçou os sapatos, tirou o
colar e os brincos e abriu o zíper do vestido.
Por baixo, apenas uma meia-calça e a calcinha.
Pôs uma camiseta e pendurou o vestido com cuidado.
Em silêncio foi até a saída.
- Nem pense em dormir em outro aposento.
Lua virou-se e deparou com o olhar
sombrio. Arthur tirara o paletó e a gravata, desabotoara a camisa e estava
tirando a calça.
- Não quero ficar na mesma cama que você esta
noite.
- Sabe como é fácil para mim fazê-la querer?
Lua girou a maçaneta e saiu.
Ele iria atrás dela? Disse a si mesma que não se
importava. Abriu outra porta e foi até a janela.
Era uma noite escura, e não podia ver muita
coisa, apenas algumas luzes nas ruas, néon verde, azul, rosa, iluminando um
outdoor.
Percebeu que Arthur a seguira e parara bem atrás
dela. Fora muito fácil encontrá-la, para seu desgosto.
Ele não disse nada, apenas foi até diante de Lua e
a beijou, irradiando calor por seu corpo e evocando a reação que ela relutava
em ter.
Só suas bocas se tocavam. Arthur percebeu quando
Lua cedeu, levou as mãos até seu pescoço, e entrelaçou-as ao redor
de sua nuca.
Arthur segurou-lhe o rosto e o beijo tornou-se
exigente. Acariciou-lhe o ombro, a cintura e os quadris. A mão deslizou para
baixo da camiseta até as nádegas, puxando-a mais, enquanto seus dedos
escorregavam para dentro dela.
Seria um problema ceder à magia de seu toque?
Era uma vitória dele? Lua refletiu que, definitivamente, não era uma
derrota.
Arthur a acariciou, excitando-a,
absorvendo seus gemidos suaves. Então, ergueu-a e fez as pernas dela envolverem-lhe
a cintura.
Ela estava quente e excitada, e ele a penetrou
com força, se retirou e repetiu o movimento até sentir o relaxamento de Lua ,
que repousou a cabeça em seu ombro. Foram até o quarto e se deitaram.
Segundos depois, Arthur se deitou de costas, com
ela sobre ele.
O semblante de Arthur estava misterioso, o toque
dos dedos, suave, ao afagar seus seios e mamilos..
Quando Lua achou que não podia agüentar mais,
ele deixou-a estabelecer seu ritmo.
Depois, ela caiu sobre ele, fraca demais para se
mover, e sentiu-o acariciando-lhe as costas.
Arthur a acomodou em seu braço e ajeitou os
cabelos desgrenhados. Ela adormeceu, e não percebeu quando ele a cobriu e
tocou-a de leve com os lábios.
A noite de Lua foi inquieta. Teve um
pesadelo, no qual era perseguida em corredor escuro e, apesar de correr o mais
rápido que podia, havia alguém logo atrás.
Ela gritou quando foi agarrada.
Escutou uma voz áspera e foi cegada pela luz.
Viu que Arthur a segurava, o corredor desaparecia dando lugar ao quarto.
Arthur notou que Lua parara de tremer
e a abraçou.
- Deus do céu, do que ou de quem você fugia?
Lua não respondeu. Arthur levantou
seu rosto, viu os olhos cheios de lágrimas e praguejou em voz baixa.
- Lua?
- Não sei, não vi quem era.
Seriam os rapazes da
gangue que espancara Sammy... Ou Arthur Aguiar?
continua



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ResponderExcluiramei, amo essa web... posta +++++++++++++++++++
ResponderExcluirameeeei
ResponderExcluirviish
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