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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Proposta Indecente

45° Capítulo  


- Deve sair em um dia ou dois.

Arthur   serviu-lhe vinho e em seguida encheu a própria taça. - E voltar para sua antiga vida.

- Sammy é bom nos estudos. É esperto e gosta de aprender. "Espero, de coração, que ele se dê bem", acrescentou para si mesma.

- As chances estão contra ele.

- Não se Sammy lutar por isso. – Lua sentia vontade de proteger o garoto, e não conseguia ocultar o fato.

- Pretende tomar conta dele? – Arthur  indagou, com uma falsa suavidade.

- Quero tentar.

O olhar dele ficou sombrio e severo.

- Anjos da guarda também podem se dar mal. - Não sou um bebê perdido na selva, Arthur 


. - Sim, você é.

- Não, está enganado. Além do mais, sei me defender – Lua  quase gritou, zangada.

- Quer provar?

- Quando quiser.

- Daqui à uma hora na sala de ginástica.

- Está combinado.

Após lavarem a louça em silêncio, Lua retirou os livros de sua bolsa e fez algumas anotações para a aula do dia se­guinte. Logo após, foi à suíte, pôr uma roupa mais leve.

Lua  esperava que Arthur  fosse um mestre em artes mar­ciais, mas não que bloqueasse todos os seus golpes. Aquele exer­cício não a estava levando a lugar algum.

- Agora, lua , você vai aprender.

Ela se esforçara um pouco e já começava a suar, mas a res­piração dele permanecia normal.

- Não tem medo de que eu aplique algumas técnicas em você no meio da noite?

- Tenho o sono muito leve, meu bem.

- É mesmo? – Lua  quis olhá-lo de cima para baixo, mas não tinha altura para tanto. - Sabia que você ronca? Arthur   soltou uma risada seca.

- Boa tentativa, pequena, mas vai continuar brincando, ou levará isto a sério?

Arthur  lhe ensinou golpes que Lua nunca aprendera em nenhuma academia e fez com que ela os repetisse diversas vezes. Uma hora depois, ele determinou que parassem, apagou as luzes, conduziu-a até o quarto, preparou a banheira e não lhe deu escolha senão acompanhá-lo.

O banho de relaxamento teria funcionado se Lua estivesse sozinha. A proximidade de Arthur aguçava seus nervos, pois ele estava ali como homem, como amante.

A simples visão de sua boca a fez rememorar aquela língua em seu corpo, a curva sensual dos lábios quando ele a tomou com paixão.

Lua sentia-se cada vez mais inquieta. Não admitia que gostara de ficar em seus braços, sentir aquele corpo contra o seu e da sensação boa que ele despertava nela.

Sabia que não tinha motivos para gostar dele, muito menos para se preocupar, mas havia alguma coisa que crescia pouco a pouco em seu íntimo e brincava com seus sentimentos.

Era o sexo, decidiu. Muito bom por sinal, mas não devia confundi-lo com outra coisa.


continua


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