CAPÍTULO 07 Parte
3. - ANIVERSÁRIO A DOIS
Ele queria... Dançar comigo?
- Arthur... Não sou muito boa...
- Tenho certeza que é boa em tudo, Lua.
É claro, Arthur dançava maravilhosamente bem.
- Se entregue, Lua.
Mais? Eu já estava completamente entregue a ele. Suas mãos
deslizavam, acariciavam minhas costas e eu não sabia se teria forças para
continuar de pé. Até que suas mãos subiram até meus cabelos.
- Tentei a todo custo deixar minhas mãos longe de você, Lua.
Mas acho que não consigo mais. Não consigo mais resistir.
- Eu... Não quero que resista, Arthur.
No momento em que Arthur me pegou no colo, eu soube que hoje
não seria o sexo a que eu estava acostumada a ter com ele. Era muito mais forte
do que imaginava. Subiu comigo nos braços, os olhos muito fixos nos meus. Mas
dessa vez ele não me levou ao meu quarto. Imaginei que aquele seria o quarto
dele. A cama era bem mais espaçosa que a minha. Arthur colocou-me no chão, mas
sem tirar as mãos do meu corpo. Suas mãos em minha cintura me puxaram para mais
perto e depois seguraram meu rosto.
- Agora somos apenas Lua e Arthur. Nada de senhor ou mestre
aqui.
- Mas eu não me importaria de ser chamada de bebê.
Ele sorriu.
- Eu sei.
Quando Arthur me
beijou, meu corpo inteiro tremia em expectativa. Eu simplesmente não sabia o
que esperar. Mas sabia que vindo dele, seria perfeito. As mãos macias, mas
firmes seguravam a alça do meu vestido, como se estivesse indeciso. Mas ao
mesmo tempo em que sua boca roçou meu pescoço, me causando calafrios, senti meu
zíper sendo aberto e meu vestido cair lentamente aos meus pés. Arthur me
abraçou e procurou novamente a minha boca. A língua cálida se enroscou na minha
e instintivamente empurrei meu corpo de encontro ao dele. Mesmo com as mãos
trêmulas eu consegui tirar-lhe a camisa e mais uma vez fiquei maravilhada com
sua masculinidade e perfeição. Não resisti e dei uma leve mordida em seu peito.
Arthur gemeu baixo e levou-me até a cama. Fiquei deitada, olhando ele parado a
minha frente. Prendi minha respiração ao vê-lo se preparar para despir a calça.
Seus olhos nunca desgrudavam de mim. Mordi meus lábios com força ao ver Arthur
inteiramente nu e ereto a minha frente. Quase em câmera lenta ele se aproximou
de mim ajoelhando-se na cama. Suas mãos percorreram meus seios, apertando meus
mamilos. Eu fechei meus olhos e não segurei um gemido.
- Você é tão linda... Perfeita.
- Arthur...
Tentei puxá-lo sobre mim. Ele segurou minhas mãos e
beijou-as.
- Calma, bebê. Eu pretendo ficar a noite inteira fazendo amor
com você. Meu coração disparou e eu pensei que fosse desmaiar... Eu não
conseguia respirar. Mesmo não tendo experiência alguma com homens eu sabia a
diferença entre fazer sexo e fazer amor. Arthur jamais se referiu a fazer amor antes.
- Você consegue isso, Arthur? Fazer amor comigo?
Fechei meus olhos com medo de sua resposta. Era óbvio que ele
jamais diria que me amava, assim como eu sonhava ouvir.
- Olhe pra mim. Abri meus olhos encarando-o.
- Eu farei o que você pedir... Embora o sentimento que tenho
dentro de mim agora...
Eu esperei, a respiração ofegante.
- O que sinto agora... Não poderia ser de outra forma. Mesmo
que me peça o contrário, eu só conseguirei fazer amor com você.
Colei minha boca na dele, evitando assim que eu dissesse a ele
o quanto eu estava malditamente apaixonada por ele. Quando a língua dele tocou
a minha, estremeci. Gemi quando ele começou a chupar minha carne. Minhas unhas
cravaram no ombro dele. Uma onda de excitação passou através de meu corpo
quando ele se apertou contra mim. Ele beijou em baixo de meu pescoço e eu
arqueei as costas para dar a ele acesso melhor. O perfume de sua loção
pós-barba misturada com o calor, estimulação e sabonete, estava me fazendo
amolecer.
—Você é tão doce.
- Quero tocar você, Arthur.
Ele guiou minhas mãos e encontrei a dureza de sua
masculinidade. Meus dedos enrolaram ao redor de seu pênis e ele gemeu quando
apertei. Apertei mais um pouco e rocei meu corpo no dele, meus seios contra seu
tórax. Levou sua boa ao meu seio e imediatamente cruzei minhas pernas a sua
volta. Depois desceu sua boca ate meu sexo que latejava e enterrou sua língua
ali. Minha cabeça caiu para trás e gritei.
—Você é minha, Lua.
Ele entrou dentro de mim, com uma punhalada lenta que tirou
meu fôlego. Quando ele começou a se mover lentamente o tesão era incrível. Seu
membro espesso e duro entrava e saía de mim, tomando meu corpo pra ele, pedindo
mais.
- Arthur...
Eu sabia que estava chegando lá. E embora ele tivesse dito que
faríamos amor, eu não queria gozar antes dele.
Como se adivinhasse meus pensamentos ele sussurrou em meu
ouvido.
- Goza pra mim, bebê. Goza comigo.
Eu arqueei ainda mais meu corpo, me agarrando a ele
desavergonhada mente. Meu orgasmo foi tão intenso que sacudiu meu corpo, ao
mesmo tempo em que Arthur gritava meu nome e se liberava dentro de mim.
E assim foi o resto da noite. Fizemos amor.
Somente muito mais tarde, deitados ainda, com Arthur brincando
com meus cabelos nos voltamos a conversar.
- Obrigada mais uma vez, Arthur.
- Não precisa me agradecer por nada. Por minha culpa não está
com sua família agora.
Ficou calado um tempo.
- Sente muita falta deles não é?
- Eu amo meu avô. Mas sinto mais falta das sobrinhas dele.
Soph e Carla são ótimas amigas.
Senti seu corpo se retesar, mas continuei.
- São jovens como eu por isso nos damos bem.
Ele se sentou bruscamente e me encarou.
- O que disse?
- Disse que nos damos bem...
- Não... Os nomes...
- Soph e Carla...
Seu rosto estava branco feito cera, os olhos
arregalados.
- Seu avô tem uma sobrinha chamada Carla?
- Sim.
Eu estava cada vez mais assustada.
- Eu preciso vê-la, Lua. Eu preciso me encontrar com essa
Carla.
O que estava acontecendo? O que Arthur iria querer com
Carla?
Ele se levantou e se sentou numa poltrona de olhos
fechados.
Arthur planejava fazer de Carla sua escrava também? Eu não iria
suportar isso.
Creditos:
Elly Martins



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