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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

I Hate Valentine’s Day

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— Oi para você também, Arthur! Se quiser saber… Pule nesse buraco, e tente achar entre esses milhões de papeis o meu, e descubra o nome que escrevi! - Disse com um sorriso sarcástico nos lábios. 

— Não preciso pular… - Ele disse escrevendo em um papel, dobrando em seguida e se aproximando da vala. — Se ficarmos juntos irá saber que foi meu nome que colocou! Simples, não? - Virou-se enquanto fazia o pedido silenciosamente e jogou o papel.

— O que pediu? - Ela perguntou seca.

— Para que a curiosidade? — Ele riu e se aproximou dela. — Eu estive te procurando durante semanas…— mudou o assunto.

— E para que estava me procurando? Acho que não temos nada para falar… - Ela virou e começou a andar em direção a saída. 

— Pois eu acho ao contrario. - Falou enquanto caminhava atrás dela. — Temos muitas coisas para resolver. E uma delas é sobre o que aconteceu naquele dia!

— Eu realmente não quero me lembrar daquele dia, Arthur! - Ela parou, ficando de frente para ele. — Foi o pior da minha vida!

— Me desculpe! - Ele falou tocando-a. — Também foi o pior dia da minha vida… Além de descobrir que minha vida amorosa era uma total farsa, eu te perdi, sem ao menos te ter de verdade. 

— Acho que é tarde de mais para se desculpar, não? - Ela tentou se o mais firme possível, mas era impossível esconder a mágoa que partiu seu coração em vários pedaços. — O que você viu nela?  Só quero que me responda isso… 

— O que eu achava que via nela era uma ilusão… Eu a achava a mulher mais perfeita do mundo, até que eu te conheci e eu precisei de apenas um dia pra saber que você era perfeita, diferente dela… Sei que parece estranho, que nos conhecemos numa situação totalmente fora dos padrões, mas eu acho que sinto algo muito intenso por você! 

— Se sente… - sorriu irônica — Por que a beijou? Micael foi à minha casa no mesmo dia, e eu não me atirei em seus braços, como você fez. Por que ao contrario de você, eu realmente sei o que sinto, é algo “intenso”, e eu sei definir, porque eu nunca senti isso por ninguém! Você é igual ao Micael, todos os homens são iguais…

Ele apenas a olhou assustado, não esperava que ela sentisse algo por ele… Apenas achava era uma simples atração. Ele notou que lágrimas se acumulavam na base dos olhos dela, e se sentiu culpado mais uma vez.

— Sei que errei! Eu tenho consciência disso… Mas não me compare com ele, eu sou diferente! Cruzei o mundo, atrás de você! Eu fui ao seu apartamento, e o porteiro disse que havia viajado e que passaria muito tempo fora. - Falou afobado. — Eu realmente fiquei desesperado Lua, e então corri para meu escritório e forcei minha secretaria a achar para onde você havia ido… Mas só sabia que estava em Roma, não sabia em que hotel você estava hospedada, quanto tempo iria passar e que lugares iria visitar, enfim… Eu vim para Roma, andei por todas as partes, andei até meus pés calejarem, mas não me importei! E eu hoje eu vim aqui como meu último ato, iria fazer um desejo para te encontrar… Mas assim que eu te vi, mudei de desejo na hora! 

Lua escutou paralisada a confissão de Arthur. Todo o seu julgamento de que ele era igual à Micael estava totalmente errado, ele era diferente! Agora era ela se que sentia culpada, por não ter deixado se explicar, por não tê-lo perdoado naquele mesmo instante que entrou no apartamento… Mas nada importava mais, ele estava ali parado na sua frente, o seu desejo havia sido realizado.

— Só tenho uma coisa para falar… - Ela disse sorrindo enquanto algumas lágrimas escorriam de seus olhos.

— O que? - Com o polegar ele tentou secar as gotículas de água que trilhavam um caminho triste no rosto de Lua.

— Afrodite é realmente muito eficiente! — Eles riram, enquanto Lua entrelaçou os braços sobre o pescoço de Arthur. — Obrigado por te vindo me procurar, cada passo que eu dava, encontrava um casal, isso me deixava triste, então eu ia para o bar e cada bebida que olhava me deixava mais triste ainda, sabe por quê? - Ela perguntou e ele apenas negou com a cabeça. — Porque eu me lembrava de você!

Mais uma vez os dois riram… Era impossível negar.O amor estava presente ali. O que era totalmente clichê, um casal que o destino juntou e se parou cruelmente e que fizeram as pazes no próprio templo do amor. Como negar? Eles se amavam…

— Acho que essa é a hora que você me beija… - Ela disse com a testa encostada na dele.

— Não. - Ele falou separando-se dela, e a puxando para a saída do templo. — Sabe que dia é hoje? 

— Sei, mais o que isso tem haver? - Perguntou sem entender nada. 

— Hoje é o dia do amor, aqui em Roma! - Disse feliz. — Como se fosse o dia dos namorados! Quero compensar aquele dia horrível que tivermos! 

Lua sorriu e acompanhou ele até um caminho de pedras que dava para a colina do amor. No começo ela não entendeu o motivo de estarem ali, foi então que ele apontou para o céu, e ela viu o lindo alaranjado misturado com um degrade de rosa deixado pelo sol. “É lindo!” Ela murmurou antes que ele a puxasse e desse indício que iria beija-la, mas antes de qualquer coisa Lua se afastou um pouco e perguntou:

— Qual foi o nome que escreveu no papel? - Ela temeu a resposta, mas precisava saber.

— Preciso responder mesmo? Estamos juntos… Eu acho que isso responde tudo! Você escreveu meu nome, certo? — Ela murmurou “sim” envergonhada. — E eu escrevi o seu… Mas qual foi o seu desejo? - Perguntou.

— Que você aparecesse… — Disse sorrindo.

— É. Realmente, Afrodite é foda! — Eles se olharam e riram e Arthur murmurou: “Agora é a hora de me beijar, Lua!" O rosto de Lua ficou em um tom de vermelho, o que a tornava mais perfeita, sem mais delongas Arthur colou os lábios no dela, e quando o beijo começou a esquentar, Lua separou-se dele e falou. — Agora vamos pro meu hotel, lá tem uma cama aconchegante, e eu realmente tenho que te ensinar a ser bom de cama! 

— E eu tenho que te ensinar, a ser amada! 



FIM





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