Capítulo VII – This is Me Últimos Capítulos
Dormi ouvindo Queen e acordei ouvindo Nick Carter. Ah, e o Arthur
tocando o interfone como um doido.
Calcei meus chinelos, estava frio e o chão congelando. Coloquei a
primeira roupa que encontrei, tirando meu pijama. Coloquei minha blusa de frio
velha e surrada, indo até a porta da frente. Demorei mais uns 5 minutos para
encontrar a chave, e o idiota não parava de tocar o maldito interfone. Eu não
estava vendo a hora que aquela merda queimasse e ele parasse de tocar.
- Você me odeia não? - estreitei os olhos, devido à claridade.
- Eu disse que te levaria em algum lugar. - ele já estava na varanda.
- E quem disse que eu concordei com isso?
- Vamos logo. - ele começou a me puxar.
- Está louco? Deixa eu me trocar primeiro. - me soltei dele e virei as
costas. - E você fica aqui fora. - mandei um beijinho e ri, entrando e fechando
a porta.
~*~
Só depois de me vestir que fui olhar o relógio e... 8:00 da manhã! Ah eu
mataria ele, e ia ser hoje.
- Você viu que horas são? - abri a porta gritando, assustando-o. - Oito
da manhã Arthur! Oito horas da manhã!
- Eu sei. - ele se levantou assustado com minha gritaria. - Se acalma.
- Você não poderia me levar nesse tal lugar aí mais tarde? Além de fazer
eu levar uma suspensão ainda não me deixa dormir! - eu continuava gritando.
- Você vai parar com essa histeria ou eu vou ter que te calar com um
beijo? - ele abriu um sorriso malicioso, o que me deu uma vontade de arrancar a
cabeça dele e dar para os cachorros.
- Eu não sou histérica! - gritei uma ultima vez e respirei fundo. - E
vamos logo.
~*~
- Você não vai me contar onde estamos indo? - já havíamos andado algumas
quadras, e ele estava completamente em silencio.
- Você logo verá.
Viramos uma esquina e ele então parou, olhando para uma casa em
específico.
- Você fez esse mistério todo para me trazer à sua casa? - coloquei as
mãos na cintura, indignada.
- Como você sabe que eu moro aqui? - me olhou espantado.
- Sabendo. - falei baixo.
- Enfim, aposto que você nunca viu o que eu irei te mostrar. - ele abriu
o portão, me dando passagem.
~*~
Ele me levou ao seu quarto e... eu fiquei boquiaberta. O quarto estava
lotado com pôsteres de bandas de rock e heavy metal, CDs espalhados aos montes,
uma camisa do Metallica jogada em um canto. Aquele quarto mostrava um lado
completamente diferente de Arthur. Em toda parte ele se mostrava
"idiota": músicas ridículas e modinhas, seu estilo de bermuda,
chinelo e boné aba reta, um típico "maloqueiro". Pegava todas as menininhas,
tinha a fama de gostosão. E eu estava confusa.
- Como... - eu o olhei perplexa.
- Você não queria saber quem sou eu de verdade? Este sou eu. - ele
apontou para o quarto, me convidando a entrar.
- Jamais... - eu estava assustada, espantada e todos os adjetivos que se
encaixam em uma situação em que você descobre que uma pessoa não é o que ela
diz ser.
- Jamais imaginou que eu fosse um rockeiro? Eu sou. - ele se sentou
sobre a cama, jogando algumas roupas pro lado.
- Por quê? - me sentei ao lado dele, ainda olhando todo o quarto.
- O quê?
- Por que você finge ser quem você não é? - ele suspirou ao ouvir minha
pergunta e eu o encarei, esperando a resposta.
- Às vezes temos que fazer mudanças para nos encaixarmos em determinado
local.
- Você banca o babaca só para agradar os outros babacas? - eu estava
indignada, novamente.
- Eu não tenho orgulho disso. - ele estava de cabeça baixa.
- Não deveria ter mesmo. - me levantei, falando em um tom mais alto. -
Isso é completamente... ridículo! Você tem vergonha de mostrar quem você é...
- Eu não tenho vergonha. - ele falou duro, voltando a me olhar. - Eu
apenas quero fazer amigos, e você sabe que não tem muitos do meu tipo por lá.
Então tive que fingir ser um idiota, como eles.
- É por isso que eu prefiro ficar sozinha ao me render aos gostos
estúpidos daqueles imbecis. - fui saindo irritada do quarto e tropecei em um
livro. Freud.
Olhei em uma estante. Saramago, Nietzsche, Machado de Assis, Drummond de
Andrade e muitos outros. Havia alguns livros de física quântica e química, e
mais alguns de história.
- E ainda banca o burro.
Sai batendo o pé e senti ele em minhas costas, andando atrás de mim.
- Espera! - ele me segurou com força. - Por Deus, porque você faz tanta
tempestade em copo d`água?
Respirei fundo, tentando controlar a vontade de espancá-lo. Não entrava
na minha cabeça tudo o que ele havia revelado.
- Você vive uma vida de mentiras. - falei calmamente.
- Lá fora. Aqui dentro, dentro do meu mundo, sou eu mesmo. - eu percebi
a sinceridade em seus olhos, e suas mãos se afrouxaram em meus braços.
Eu me sentei no sofá, passando as mãos em meus cabelos, enquanto ele
continuava de pé, apenas me observando.
- Por que me mostrou isso? Por que eu? - eu o olhei e ele se abaixou,
ficando bem próximo de mim.
- Porque você é... diferente.
- Eu sei que sou uma nerd, forever alone, sem amigos e...
- Não. - ele me interrompeu. - Você é verdadeira, não se importa com o
que pensam de você. - mal sabia ele que estava errado. - Eu vivo rodeado de
garotas se jogando em cima de mim, me querendo, apenas pelo meu jeito, pela
minha conversa, ou o jeito que arrumo meu cabelo. Mas você... você não. Você
foi a única que quis me conhecer, que não ficou encantada com meu cabelo, ou com
meu rosto, ou até meu jeito idiota de ser. - eu ouvia tudo calada, olhando-o
diretamente nos olhos. - Eu sempre ficava te observando, você estava sempre
ouvindo musica e eu queria descobrir o tipo. Você estava sempre se afastando e
eu queria saber o porque. Não sabe como fiquei feliz quando o professor nos
colocou para fazer o trabalho juntos, eu finalmente poderia te conhecer melhor.
Conhecer a garota que tanto me chamava a atenção.
Eu não sabia o que dizer. Fiquei calada, enquanto ele me olhava. Ele sentiu
que eu estava desconcertada e então se aproximou mais, sussurrando: Não preciso
que diga nada, só quero que sinta. Ele passou a mão pelo meu rosto e eu fechei
os olhos, enquanto sentia-o abrir um sorriso. Voltei a olhá-lo e ele mantinha o
sorriso, o sorriso mais lindo que eu já havia visto. Foi a minha vez de me
aproximar, e eu toquei em seu pescoço, subindo a mão até o seu rosto,
acariciando-o levemente. Senti seu perfume e foi como um antídoto para me
deixar boba. Eu estava definitivamente apaixonada pelo idiota que eu sempre
pensei que odiava.
autora:
sabrina



web PERFEITAA posta maisssss!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirperfect maaaaaaaaaaaaaaaaaaaais
ResponderExcluirAmeeeeeeiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirPosta Mais hojeeeeeeee pfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpf
+++++++++++++
ResponderExcluirpq the divide e everything can change estão paradas???
ResponderExcluirPosta mais amei..
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