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sábado, 21 de dezembro de 2013

Me Apaixonei Por Um Idiota

Capítulo XI Últimos Capítulos– Idiota! 


Eu passei o fim de semana todo trancada em meu quarto, tentando digerir tudo o que havia descoberto. Arthur ficou na casa de um amigo durante todo esse tempo. Meus pais não sabiam que eu sabia a verdade. Eu não falava com eles também. Estava tudo tenso.
Na segunda de manhã meu pai insistiu em me dar carona para ir até a escola. Fomos em silêncio. Quando cheguei à sala, a grande surpresa: Arthur se agarrando com alguma vadia que eu desconhecia. Senti minha garganta ficar seca e segurei as lágrimas que batiam com toda a força em meus olhos querendo sair. Joguei a mochila com toda a força que pude em meu lugar, fazendo com que eles me notassem ali. Saí dali a passos largos, sem ao menos olhar em seu rosto. Ele não foi atrás de mim, como ocorreria se isso fosse um filme. Ele continuou lá se pegando com a maldita desconhecida.
Eu andei um pouco pelo corredor e depois entrei novamente na classe, sem olhar para eles, peguei minha mochila e sai dali. Passei correndo por Sophia, que tentou me parar para saber o que estava acontecendo; Mel, igual a Sophia; Chay , querendo me encher, como sempre.
Aproveitei a distração da inspetora sai para fora do portão, caminhando rápido para a direção do ponto de ônibus. Meu peito doía, eu queria chorar, mas não iria fazê-lho ali, no meio de todos.
Liguei para minha mãe, tremendo.
- Lu ? - ela falou preocupada, provavelmente já estava a caminho do trabalho.
- Vem me buscar mãe? - eu não agüentei e as lágrimas começaram a descer.
- Mas seu pai não acabou de lhe deixar na escola? O que está acontecendo?
- Por favor mãe, por favor.
~*~
- Luh , me diz o que aconteceu minha filha. - ela me olhava super preocupada, enquanto eu não conseguia conter o choro. Ela passou a mão em meus cabelos tentando me acalmar. - Se não quiser falar, tudo bem. Vou te levar em casa ok?
- Não. Me leva pro seu trabalho.
- Tudo bem. - ela cedeu.
~*~
"O que deu aconteceu? - Sophia."
"Você está bem? - Mel ."
"Ficou louca? - A"
Além de tudo era cínico! "Ficou louca?" Idiota, imbecil, canalha, cachorro, cafajeste, babaca, filho de uma...Que raiva! Eu achando que era alguém especial para ele, mas fui só mais uma babaca que caiu na lábia dele.
Eu sei que foram apenas quatro dias, mas foi algo! E ele disse que gostava de mim! Disse que eu era diferente das outras, e agora está aí, agarrando as outras! Eu não posso acreditar na frieza dele, não posso nem consigo.
Se ele estivesse na minha frente nesse momento, eu o mataria, com certeza. Eu arranjaria alguma arma, algum pedaço de madeira, uma faca, estilete, qualquer coisa, mas eu o mataria. E nem seria presa. 1º, sou menor de idade. 2º, estou de TPM. Meu crime seria justificado.
Limpei minhas lágrimas, decidida a nunca mais derrubá-las por um imbecil como Arthur Aguiar. No final, meu pai estava certo, por motivos errados. Eu deveria mesmo ter ficado longe dele, não por toda aquela história e sim porque cedo ou tarde ele me faria sofrer. E foi cedo.
Passei a tarde inteira no escritório da minha mãe, brincando em uma daquelas cadeiras giratórias e desenhando Arthur morto de diversas maneiras, assim quando eu o visse poderia escolher como matá-lo.
Quando voltei para casa, lá estava ele. Era a hora. Iria acontecer um assassinato naquele momento.
- Por que foi embora daquela forma? - ele foi logo perguntando, de braços cruzados, com seu jeito marrento.
Minha mãe olhou pra mim e logo percebeu o motivo pelo qual eu havia ficado daquele jeito. Ela entrou em casa, achando melhor nos deixar sozinhos.
- Me responde. - ele tentou tocar em meu braço, mas eu fui mais rápida e desviei. - O que foi?
- O que foi? O que foi Arthur? - eu já estava quase gritando. - O que foi é que depois de tudo o que você disse pra mim, você estava lá se agarrando com outra! - gritei mesmo.
- Você achou que só porque eu gosto de você, você seria a única? - eu não podia acreditar no que estava ouvindo.
- É o que acontece quando duas pessoas se gostam! - gritei mais alto ainda que até os vizinhos pararam para escutar.
- Para de fazer escândalo! - ele falou firme. - Droga. Você sabe que eu tenho que manter minha imagem.
- A imagem de babaca. - eu sorri, conformada e fechei o portão na cara dele. 
Autora: Sabrina


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