Designer Image Map

sábado, 21 de dezembro de 2013

Proposta Indecente

67° Capítulo  




- Claro, por que não? Depois do jantar? - sugeriu.


- Vamos tomar uma taça de vinho, comer, e depois eu lhe mostrarei tudo.


Foi bom sentar e conversar com uma velha amiga. A comida estava boa, e Lua agradeceu aos elogios de Mel com um simples sorriso.


- Você o ama, não é?


A pergunta veio do nada, e Lua vacilou por um instante. - Essa eu passo.


- Ei, sou eu, Mel, lembra?!


Lua se levantou e começou a tirar os pratos da mesa. - Você não estaria aqui com ele se não se importasse. Uma amizade verdadeira tem suas desvantagens, pois se conhece tão bem um ao outro que não se pode mentir.


- Estou tentando me acostumar à idéia – Lua sussur­rou. E isso não era mais que a mera verdade!


Lua mostrou a mansão para a amiga. Depois tomaram café, assistiram a um filme e foram dormir tarde.


Ela dormiu mal, acordou cedo, tomou banho e se vestiu. Já no andar de baixo abriu sua bolsa e ocupou-se das aulas do dia.


Arthur não telefonara, e Lua não esperou que ele o fi­zesse. Tinha o número de seu celular e podia muito bem ter lhe telefonado. Mas afinal o que lhe diria? "Estou com saudade"? - Bom dia, Lua. Acordou cedo.


Voltou-se para Mel e brindou-a com um lindo sorriso.


- O café está pronto. - Guardou o material na sacola e a pôs a mesa. - O que quer comer?


- Qualquer coisa. - Mel encheu duas xícaras de café. - O que acha de irmos ao cinema quinta à noite? – Lua convidou, comendo um pouco de seu cereal.


- Sentindo a falta dele, não é? - Mel piscou, cúmplice.


- Sim.


- Está bem. O que acha de jantarmos primeiro? Eu escolho o restaurante, e você, o filme.


- Combinado.


Meia hora mais tarde, as duas deixaram a casa em carros separados e tomaram a direção da avenida.


Era importante para Sammy que ninguém na escola soubesse que sua professora de literatura inglesa o levara para jantar. Assim, sua rotina continuaria a mesma.


Lua combinara de encontrar-se com ele dentro do res­taurante. Apesar de ela querer buscá-lo na residência, o garoto insistiu para se encontrarem lá.


Quando ela estava terminando de se vestir, o telefone tocou.


– Lua?


- Olá... - ela murmurou, abalada ao ouvir a voz de Arthur. - Algum problema?


- Não, está tudo bem - apressou-se em responder, recom­pondo-se.


- Onde você está?


- Em Perth. Tudo está em ordem, e eu vou voltar na sexta à noite.


- Certo.


- Só "certo”, Lua?




continua


4 comentários: