CAPÍTULO 16 Parte
1- REVELAÇÃO FATAL – Penultimo Capitulpo
Lua POV
Nervosismo era pouco para expressar o que eu sentia
nessa hora. Respirava com dificuldade enquanto Arthur dirigia até a casa do meu
avô. Minhas mãos suavam e eu estava prestes a perder a consciência. Arthur deve
ter percebido e parou o carro. Segurou meu rosto.
- Amor... Calma. Não vou sair do seu lado. Se ficar
assim vai ser ruim pra você e para o bebê.
- Eu sei, Arthur. Estou tentando... Mas está
difícil.
- Do que tem medo?
- Do que ele possa fazer com você.
- Ele não vai fazer nada comigo... Não sabendo que
Sophia e Carla estão sob meus cuidados.
- Eu espero que sim.
Me beijou e apoiou sua testa na minha.
- Eu amo você. Vai ser difícil, mas dará certo.
- Eu também te amo.
Novamente Arthur colocou o carro a caminho. Tentei por
diversas vezes imaginar qual seria a reação do meu avô, mas foi em vão. Meu avô
sempre foi uma caixinha de surpresas. Olhei para Arthur que parecia tranqüilo,
mas eu sabia que ele também estava nervoso. Se mexeu na cama a noite toda.
Sorri com a lembrança da noite anterior. Se remexia tanto na cama sem conseguir
dormir, que por fim resolveu que o melhor a fazer seria fazer amor
comigo.
- Do que está rindo?
- Lembrando da noite passada. No seu golpe para transar
comigo.
- E desde quando eu preciso de golpe pra isso?
- Desde que fiquei com esse barrigão de quase seis
meses.
- Sabe que não ligo pra isso. Sempre tomo
cuidado.
- Eu sei que toma.
- Você me viciou, Lua. Agora aguenta.
- Você que é um tarado de marca maior, Arthur.
- Eu nunca fui assim com as outras...
- Ah... Ta... Não precisa ficar falando.
- Ciumenta.
- Vagabundo.
Ele riu alto e isso serviu para me distrair um pouco.
Mas foi por pouco tempo. Vi, infeliz, que ele acabara de entrar no elegante
bairro onde ficava a casa do meu avô. E parou exatamente a porta dele.
- Sabia aonde era?
Ele revirou os olhos.
- Pesquisei tudo sobre vocês antes, Lua. Apesar que
deixei passar algumas coisas.
- Que coisas?
- Tipo... Não sabia que você era tão linda, gostosa...
E safada.
- Nem vou responder.
Arthur parou em frente ao enorme portão de entrada.
Como sempre, Félix estava lá como um cão de guarda. Abriu a boca, assombrado ao
me ver.
- Senhorita Lua... O que...
Olhou para Arthur e levou a mão a cintura.
- Deixe de palhaçada, Félix. Arthur está comigo e vamos
entrar para falar com meu avô.
- Ele não pode entrar sem que eu o anuncie.
Arthur rosnou.
- Posso e vou. Garanto que Billy não está muito feliz
com você, não é? Depois que Sophia e Carla escaparam bem embaixo do seu
nariz.
Ele empalideceu, abriu a boca, mas desistiu de
falar.
- Ele está no quarto, senhorita. Como sempre.
- Obrigada, Félix.
- Não devia ter feito isso, Arthur.
- Deixe de ser medrosa, Lua. Mas que coisa.
- Você às vezes é tão mandão... Tão chatinho...
- Só isso?
- E gostoso.
Ele riu e desceu para abrir a porta pra mim. Olhei para
toda aquela imensidão de casa.
Creditos: Elly
Martins



Quero o último to curiosa
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