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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Escrava Sexual [Adaptada]

CAPÍTULO 17 Parte 1- UMA NOVA FASE – Ultimo Capitulo

Carla POV 

Eu olhava para meu irmão completamente arrasado. Não sei durante quantas horas ele chorou em meu colo. Primeiro foi um choro desesperado, com medo pela vida de Lua. Foram mais de três horas até conseguirem estancar a hemorragia interna resultante da queda feia da escada. Mas foi com o alívio que Marcos informou que Lua estava fora de perigo. Mas novamente Arthur desabou... Dessa vez de tristeza, por saber que havia perdido seu filho... Ou melhor, sua filha. Era um garotinha. Conseguiram tirá-la com vida, mas infelizmente ela não resistiu. E Arthur se culpava terrivelmente por tudo o que acontecera. 

- Minha culpa Carla. Tudo minha culpa. Eu nunca deveria ter começado com essa loucura. 
Olhei para Micael e Bernardo que apenas balançaram a cabeça. Realmente talvez eu fosse à melhor pessoa para conversar com ele. 

- Arthur... Pense pelo lado bom. Se não fosse assim, talvez nunca teria conhecido Lua. E nós não seríamos agraciados todos os dias com essa beleza que é o amor de vocês. Vocês são jovens ainda... E tem um fogo que ninguém segura. 

Consegui fazê-lo rir um pouco. 

- Outros filhos virão, Arthur. 

- Lua estava tão feliz. Tenho medo que ela não me perdoe. 

- Não ha o que perdoar, Arthur. E Lua te ama. É louca por você. 

- Obrigado, Carla. Obrigado por estar aqui. 

Assim que souberam dos acontecimentos, Micael foi até a ilha nos buscar. Eu não tinha bem certeza de como aconteceu tudo. Ao que parece, após a queda, Arthur se desesperou ficando ao lado de Lua e com isso Billy fugiu. Não perguntei nada a Arthur, é claro. O momento já era muito difícil pra ele. 

- Você e Bernardo estão bem? 

- Sim. Muito bem. Assim como Sophia e Micael. 

- Casamento triplo? 

Eu ri. 

- Quem sabe? Eu e Bernardo realmente estávamos muito bem. Acho que foi amor a primeira vista. Micael e Sophia foi tesão a primeira vista. Acho que pior que eles somente Arthur e Lua. Em alguns aspectos, felizmente estávamos todos bem. Dei um beijo na cabeça de Arthur, que permanecia deitado em meu colo, no corredor do hospital. Alguns minutos depois Marcos apareceu. 

- Arthur? 

- Alguma coisa com Lua? 

Arthur se pôs de pé num instante. 

- Ela acordou... Chamou por você. 

Senti Arthur soltar a respiração pesadamente, como que aliviado. 

- Já posso entrar? 

- Sim. Mas só você por enquanto. 

- Dê um beijo nela por mim Arthur. 

Eu torcia para que Arthur tivesse tato ao contar pra Lua sobre o bebê. Lua era sensível demais. E isso não era bom. 

Arthur POV 

Medo. Eu nunca soube o real sentido dessa palavra até ver Lua rolar pela escada e permanecer imóvel no chão. Fiquei sem ação, horrorizado. Minha vontade era partir pra cima do Billy e esmagar a cara dele. Mas minha mulher era mais importante nesse momento. Duplamente importante. Era a vida dela e do nosso filho em risco. Desci as escadas quase caindo também, me jogando ao chão ao lado de Lua. Ela respirava com dificuldade e saía sangue de sua boca. Liguei para ambulância, para o meu pai e para o Micael. Não pensava em mais nada. Somente a minha mulher ali na minha frente. Depois que o socorro chegou eu fui procurar o Billy. E para piorar a minha ira, só pude constatar que ele havia fugido. O cofre em seu quarto estava aberto. Algumas roupas jogadas pela cama. Depois de tudo o que fizera o maldito ainda conseguiu escapar. Lembrei das palavras dele, enquanto seguia ate o hospital. Meu Deus... O sujeito era pior que eu pensava. Matara os pais de Lua também. Mas isso era uma coisa que somente depois descobriríamos. Segui meu pai feito um desesperado pelos corredores do hospital. 

- Você não pode entrar, filho. 
- Mas, pai... É minha mulher que está ai dentro. 

- Arthur... Você conhece como funciona. Por favor, espere aqui. 

Sentei-me ali, em pânico... E completamente só. Nunca me senti tão sozinho em toda minha vida. Lembrei-me de quando meus pais foram assassinados, a perda de Carla. Ainda assim não chegara à dor que eu sentia nesse momento. Eu não iria viver se Lua partisse. Não sei precisar quanto tempo se passou até que Marcos retornasse com expressão não muito boa. 

- Como ela está? 

- Está com uma hemorragia interna muito forte, Arthur. Mas estamos fazendo o possível. 

- Não é suficiente. Faça o impossível, pai. Por favor. 

- Eu farei. Confie em mim. 


Creditos: Elly Martins

2 comentários:

  1. Ai Senhor, que triste a bebê dela num resistiu :'( esse avô dela merece a morte mesmo... Tomara que ele pague pelos crimes dele.
    Pena que ta no fim :(

    Ass: Dani

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