CAPÍTULO 17 Parte 1- UMA NOVA FASE –
Ultimo Capitulo
Carla POV
Eu olhava para meu irmão completamente arrasado. Não sei
durante quantas horas ele chorou em meu colo. Primeiro foi um choro
desesperado, com medo pela vida de Lua. Foram mais de três horas até
conseguirem estancar a hemorragia interna resultante da queda feia da escada.
Mas foi com o alívio que Marcos informou que Lua estava fora de perigo. Mas
novamente Arthur desabou... Dessa vez de tristeza, por saber que havia perdido
seu filho... Ou melhor, sua filha. Era um garotinha. Conseguiram tirá-la com
vida, mas infelizmente ela não resistiu. E Arthur se culpava terrivelmente por
tudo o que acontecera.
- Minha culpa Carla. Tudo minha culpa. Eu nunca deveria ter
começado com essa loucura.
Olhei para Micael e Bernardo que apenas balançaram a cabeça.
Realmente talvez eu fosse à melhor pessoa para conversar com ele.
- Arthur... Pense pelo lado bom. Se não fosse assim, talvez
nunca teria conhecido Lua. E nós não seríamos agraciados todos os dias com essa
beleza que é o amor de vocês. Vocês são jovens ainda... E tem um fogo que
ninguém segura.
Consegui fazê-lo rir um pouco.
- Outros filhos virão, Arthur.
- Lua estava tão feliz. Tenho medo que ela não me
perdoe.
- Não ha o que perdoar, Arthur. E Lua te ama. É louca por
você.
- Obrigado, Carla. Obrigado por estar aqui.
Assim que souberam dos acontecimentos, Micael foi até a ilha
nos buscar. Eu não tinha bem certeza de como aconteceu tudo. Ao que parece,
após a queda, Arthur se desesperou ficando ao lado de Lua e com isso Billy
fugiu. Não perguntei nada a Arthur, é claro. O momento já era muito difícil pra
ele.
- Você e Bernardo estão bem?
- Sim. Muito bem. Assim como Sophia e Micael.
- Casamento triplo?
Eu ri.
- Quem sabe? Eu e Bernardo realmente estávamos muito bem.
Acho que foi amor a primeira vista. Micael e Sophia foi tesão a primeira vista.
Acho que pior que eles somente Arthur e Lua. Em alguns aspectos, felizmente
estávamos todos bem. Dei um beijo na cabeça de Arthur, que permanecia deitado
em meu colo, no corredor do hospital. Alguns minutos depois Marcos apareceu.
- Arthur?
- Alguma coisa com Lua?
Arthur se pôs de pé num instante.
- Ela acordou... Chamou por você.
Senti Arthur soltar a respiração pesadamente, como que
aliviado.
- Já posso entrar?
- Sim. Mas só você por enquanto.
- Dê um beijo nela por mim Arthur.
Eu torcia para que Arthur tivesse tato ao contar pra Lua
sobre o bebê. Lua era sensível demais. E isso não era bom.
Arthur POV
Medo. Eu nunca soube o real sentido dessa palavra até ver Lua
rolar pela escada e permanecer imóvel no chão. Fiquei sem ação, horrorizado.
Minha vontade era partir pra cima do Billy e esmagar a cara dele. Mas minha
mulher era mais importante nesse momento. Duplamente importante. Era a vida
dela e do nosso filho em risco. Desci as escadas quase caindo também, me
jogando ao chão ao lado de Lua. Ela respirava com dificuldade e saía sangue de
sua boca. Liguei para ambulância, para o meu pai e para o Micael. Não pensava
em mais nada. Somente a minha mulher ali na minha frente. Depois que o socorro
chegou eu fui procurar o Billy. E para piorar a minha ira, só pude constatar
que ele havia fugido. O cofre em seu quarto estava aberto. Algumas roupas
jogadas pela cama. Depois de tudo o que fizera o maldito ainda conseguiu
escapar. Lembrei das palavras dele, enquanto seguia ate o hospital. Meu Deus...
O sujeito era pior que eu pensava. Matara os pais de Lua também. Mas isso era
uma coisa que somente depois descobriríamos. Segui meu pai feito um desesperado
pelos corredores do hospital.
- Você não pode entrar, filho.
- Mas, pai... É minha mulher que está ai dentro.
- Arthur... Você conhece como funciona. Por favor, espere
aqui.
Sentei-me ali, em pânico... E completamente só. Nunca me
senti tão sozinho em toda minha vida. Lembrei-me de quando meus pais foram
assassinados, a perda de Carla. Ainda assim não chegara à dor que eu sentia
nesse momento. Eu não iria viver se Lua partisse. Não sei precisar quanto tempo
se passou até que Marcos retornasse com expressão não muito boa.
- Como ela está?
- Está com uma hemorragia interna muito forte, Arthur. Mas
estamos fazendo o possível.
- Não é suficiente. Faça o impossível, pai. Por favor.
- Eu farei. Confie em mim.
Creditos: Elly Martins



Ai Senhor, que triste a bebê dela num resistiu :'( esse avô dela merece a morte mesmo... Tomara que ele pague pelos crimes dele.
ResponderExcluirPena que ta no fim :(
Ass: Dani
Posta mais muito bom ..
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