CAPÍTULO 17 Parte 4- UMA NOVA FASE – Ultimo Capitulo
Lua POV
Dois meses depois...
Dois meses se passaram desde aquela
desgraça toda. Eu ainda sofria com toda a perda. E Arthur também. Na verdade
nunca nos esqueceríamos. Só deixei guardado, bem no fundo de mim. Como uma
lembrança boa. Nem cheguei a ver meu bebê, mas já o amava com todas as forças.
Mas, como disse Arthur, agora era seguir em frente. Não ouvi mais falar no meu
avô, embora a família de Arthur tivesse contratado vários detetives. Não ia ser
fácil, eu sei. Mas ele não podia simplesmente sair impune depois de tudo o que
ele fez. Hoje, eu não sabia se sentia alguma coisa por ele. Desprezo, talvez.
Tentaria não pensar nisso por enquanto, pelo menos não hoje. Dia em que me
casaria com Arthur. Talvez esse seria, se não o melhor, um dos melhores dias da
minha vida. Afinal de contas, todos dos dias em que estive ao lado de Arthur
foram maravilhosos.
- Ah... Até que enfim um sorriso
nesse rosto. Pensei que estava indo pra forca.
- Pensamentos, Carla.
- Pense apenas no gostosão do meu
irmão, Lua. E mais nada.
Quatro mulheres num quarto. Três
noivas, cada uma mais maluca que a outra.
- Vocês estão lindas.
Perfeitas.
- Você é suspeita pra falar, Kátia.
Foi você que nos ajudou.
- Ah... Que isso, Soph? Acha que eu
mentiria descaradamente assim?
Kátia estava certa. Estávamos todas
lindas. Foi realmente uma surpresa essa idéia de casamento triplo.
Por isso a demora desde que sai do
hospital. Se fosse por Arthur teríamos nos casado no dia seguinte. Mas Carla
insistira em fazer tudo certinho... Então foram dois longos meses. Arthur já
comprara nosso apartamento, mas estávamos todos morando com os pais dele ainda.
Somente após o casamento iríamos para nossa casa, assim como os demais
casais.
- Nossa... Minha casa vai ficar
vazia de uma hora pra outra.
Abracei Kátia.
- Daqui uns dias virão os netos. Já
pensou? Três de uma vez?
- Nem tinha pensado por esse lado.
Será incrível.
- A conversa ta ótima, mas está na
hora, não é?
- Carla... Sempre
estressadinha.
- Não quero deixar o Bernardo
esperando.
Soph me olhou e gargalhamos. Carla
sempre melindrosa. Descemos e entramos na limusine parada em frente ao
jardim.
A igreja não ficava muito longe
dali, então não haveria atrasos. Quando desci do carro minhas pernas
amoleceram. Eu seria a primeira a entrar. E é claro, entraríamos sozinhas.
Marcos não teria como levar as três.
- Vai, Lua. Arthur está
esperando.
Deus... Só faltava eu cair agora.
Ia ser lindo.
- Vem, Lua. Vou com você até a
porta.
Kátia segurou a minha mão e
consegui andar. Que coisa mais estúpida. Depois de tudo que já vivi com Arthur,
ficar assim porque ele me aguardava lá dentro da igreja? Respirei fundo e
entrei. Óbvio minhas pernas bambearam novamente ao vê- lo... Lindo demais. Mas
dessa vez fui firme e caminhei serenamente para ele. Sorriu, estendendo a mão
para mim.
Segurei sua mão e sem desviar meu olhar do dele, caminhei até
o altar. Continuamos de mãos dadas nos olhando enquanto Sophia entrava e era
recebida por Micael. Logo em seguida Carla se encontrou com Bernardo. Três casais.
Apaixonados que se encontraram da forma mais inusitada possível. Se contasse
ninguém acreditaria. Olhei para Arthur, lembrando-me do início de tudo. Desde
quando Arthur me prendeu naquela ilha eu soube que me apaixonaria por ele. E
agora não conseguia mais enxergar minha vida sem ele. Ele sorriu novamente pra
mim e quase pedi para que o padre acabasse logo com essa cerimônia. Não via a
hora de estar em seus braços novamente. Estendi minha mão para Arthur colocar a
aliança, que com certeza ficaria ali para sempre. Enfim... Os três casados... E
me atirei nos braços de Arthur, sem me importar com o resto. Nem percebi que
Micael ergueu Sophia pela cintura, erguendo-a do chão. Apenas Carla e Bernardo
eram os mais contidos.
SOPHIA:
MICAEL:
CARLA:
BERNARDO:
LUA:
ARTHUR:
- Bernardo é tão fresquinho.
- Você que deveria esperar chegar
num quarto, Micael.
- Hey... Hey... Vão começar a
brigar dentro da igreja?
Eu ouvia isso ao longe. Estava
perdida demais em Arthur, no castanho dos seus olhos para prestar atenção em
qualquer outra coisa.
- Eu te amo. Dissemos juntos.
Fomos todos na mesma limusine.
Sophia e Micael se atracando num canto mais afastado. Carla com a cabeça nos
ombros de Bernardo e eu... Nos braços de Arthur, é claro. Não existia lugar
melhor no mundo que aquele.
- Porra... To louco para chegar
logo na festa. Quero beber todas hoje.
- Nem vem, Micael. Não quero homem
bêbado na minha cama.
- Qual é, Soph? Ficar um dia sem o
papai aqui não vai ter matar.
Bernardo revirou os olhos.
- Micael sempre troglodita.
Arthur permanecia alheio. A boca
colada em meu pescoço, às vezes inspirando fundo em meus cabelos.
- Não vejo a hora de estar sozinho
com você.
- Isso porque você me usou a noite
inteira, não é?
- É. Porque se não tivesse feito
isso eu já estaria comendo você aqui mesmo.
- Pare com isso. É nosso casamento,
Arthur.
- Uma coisa leva a outra.
Pervertidos. Ele e Micael. Apenas
Bernardo escapou. A recepção seria nos jardins da casa de Arthur. Havia vários
convidados lá. Arthur me apresentou alguns, que se mostraram realmente
surpresos. Afinal Arthur nem ao menos namorava serio quando nos conhecemos.
Obviamente eu não conhecia ninguém. Nem tampouco Carla. Mas Soph sempre mais
assanhada conversava e ria com todos.
- Vem dançar comigo, bebê.
- Com esse vestido?
- Quer dançar nua? Só na minha
cama.
- Nem comece com essas
analogias.
Arthur me pegou pela cintura, girando
pela pista de dança improvisada.
- Como se não gostasse de ouvir
essas coisas.
- Nem sempre.
- Rá... Eu acredito.
Buscou minha boca para um beijo
longo e apaixonado.
- Com você assim... Tão perto.
Parece que ha dias eu não toco você.
Bastou Arthur falar e senti seu pau
latejando em mim.
- Alias... Parece que eu nunca
toquei você.
- Pare com isso.
- Eu aposto que você se molhou toda
só de ouvir isso.
- Quer subir então? Ir para o
quarto?
Ele me puxou pela mão.
- Deixe o quarto para casaizinhos
convencionais feito o Bernardo e Carla. Nós estamos longe disso.
- O que quer dizer, Arthur?
Ele não respondeu. Atravessou os
jardins, passando por alguns convidados e me levou até uma frondosa árvore. O
tronco dela era tão largo que me cobriria perfeitamente.
- Não acredito que quer fazer isso
aqui.
- Pode ser excitante. E era. Bastou
aquela boca me devorar e me entreguei sem pensar em nada. Meu vestido me
impedia de ter um contato maior. Não via como Arthur iria fazer isso. Mas como
sempre ele dava um jeito. Me virou de costas pra ele, apoiada no tronco da
árvore.
- Merda. Deveria ter escolhido um
vestido mais simples.
Arthur ergueu meu vestido e desceu
minha calcinha. Meu sexo praticamente gotejava de tanto tesão. Sua boca colou
-se ao meu pescoço enquanto abri seu zíper.
- Falei que estava molhadinha pra
mim.
Gemi e rebolei. Arthur entrou com
tudo dentro de mim, gemendo alto. Nem deu tempo e começou a estocar
rapidamente, me deixando ofegante.
- Rebola, gostosa.
Arthur curvou seu corpo sobre o
meu, uma das mãos em meu clitóris. Ergui um pouco minha cabeça e vi convidados
ao longe. Não tinha chance de sermos vistos.
- Preocupada com o que? É
minha.
- Sempre sua Arthur.
- Então goza comigo, agora...
Obedeci prontamente. Rebolando e
gritando seu nome.
- Isso bebê... Grita meu
nome...
- LUAAAAA
Ele mesmo gritou meu nome, me
preenchendo e me fazendo gozar novamente ao estocar pela ultima vez. Puxou meu
corpo de volta e me beijou depois de ajeitar meu vestido. Ajeitou sua roupa,
sorrindo.
- Do que está rindo?
- Engraçado... Sempre me disseram
que vingança é um prato que se come frio...
Cruzei meus braços sobre o
peito.
- Eu nunca comi um prato tão
fervendo feito você.
- Tão engraçadinho Arthur.
Ele riu alto e me puxou pelo braço,
me aninhando em seu peito.
- Cada dia te fazendo mais feliz,
Lua. Cada dia te amando mais. É assim que será. Sempre.
- Eu também, Arthur. Minha vida é
você.
Segurou meu rosto em suas mãos.
- Agora... Está na hora de
embarcarmos para nossa lua de mel.
- Lua de mel?
- Sim... Isolados do mundo.
Só eu... Você... E nossos brinquedinhos.
Dei um sorriso largo.
- Lua de mel? Isolados?
Brinquedinhos... hummmmmm
- Começaremos uma segunda
fase. Tudo o que você quiser, bebê.
Nossos lábios
se encontraram. Todo aquele medo, tristeza e insegurança eu joguei num baú sem
chave bem no fundo de mim. Como dissera Arthur, começaríamos uma segunda fase
de nossa vida. Mais amigos, mais apaixonados, mais loucos... Mais pervertidos
do que nunca.
Fim ~♥~



Owm lindos e pervertidos mais que nuncaaa <3
ResponderExcluirtem 2° temporada?
ResponderExcluirolha eu amo essa web posta pr gente a 2° temporada?
ResponderExcluira eu amo essa web posta pr gente a 2° temporada
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