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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Proposta Indecente

83° Capítulo  Antepenúltimo  Capítulos




- Por quê? - ela perguntou, angustiada.


- Porque não quero que nada nos atrapalhe.       


 Em vez de alívio, Lua sentiu um inesperado vazio.


- Não precisava fazer isso - disse, trêmula. - Eu lhe pa­garia cada centavo.


- Não duvido de sua honestidade. - Arthur afastou-se da mesa e deu um passo na direção dela. - Recusou-se a aceitar meu dinheiro, Lua. Mesmo em Nova York, não tocou sequer uma nota que lhe deixei.


- As roupas foram apenas pequenos presentes e você as deixou para trás. Sem falar no cheque, cujo valor correspondia a seu salário de uns três meses.


- Era uma entrada do dinheiro que lhe devia.


- Eu o endossei e o depositei em sua conta. - Arthur tentava controlar seu nervosismo. - É capaz de imaginar como me senti quando descobri que você tinha ido embora? É?! - gritou, zangado. - Sorte sua já ser mais de meia-noite e eu não ter como achá-la naquele horário.


Lua emudeceu. Sua respiração parecia estar presa na garganta. Observou-o passar os dedos pelos cabelos, deixando­-os em atraente desalinho.


- Se fosse mais cedo, acho que a mataria - constatou em um gesto de ira.


Nesse instante, o telefone tocou. Zangado, Arthur atendeu à ligação, trocou algumas palavras com o interlocutor, desligou e voltou a atenção para ela.


Lua parecia delicada como uma taça de cristal, e Arthur tinha receio de que se despedaçaria com seu mais leve toque. Sorriu para ela, pegou sua mão e levou-a ao encontro de seus lábios.


Lua estava tão nervosa quanto uma adolescente em seu primeiro encontro, sentindo-se frágil e ridícula. Vivera com aquele homem por três meses, dormira, fizera sexo com ele e dividira o espaço com ele. Então por que, Deus do céu, estava tão agitada?!


- Você confia em mim? – Arthur ...


- É simples, responda "sim" ou "não" - ele pediu, pousan­do-lhe um dedo sobre a boca.


Só havia uma resposta:


- Sim - afirmou, em um sussurro.


continua


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