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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

The Divide

Cap 23 p.6



Arthur: O que você pensa que está fazendo?

             Lua: O que eu ‘penso’ que estou fazendo? Eu to dando o fora! E você, o que ‘pensou’ que estava fazendo ao beijar aquela lá?

             Arthur: Ela me obrigou!
             Lua: UAU! Como ela é perigosa não é, Arthur? – eu ri.
 
   Mas ele não achou graça, ao contrário, rapidamente ele começou a tirar as minhas roupas da mala, as jogando em cima da cama, e eu não me segurei e parti pra cima dele:
              Lua: SAI DAQUI, ARTHUR! SAI DA MINHA VIDA. – Eu gritei.

              Arthur: NÃO! Você tem que me escutar!
              Lua: VAI SE FERRAR. EU QUERO QUE VOCÊ SE DANE.

   Eu o empurrava com força e gritava bem alto na cara dele.
Como é que tudo pode ser perfeito em uma noite e um completo desastre na manhã seguinte?
Subitamente, ele me segurou pelos braços, me encarando fixamente:
              Arthur: Pára! - ele ordenou.

   Foi aí que eu comecei a bater no peito dele com mais força:
              Lua: ME SOLTA!

              Arthur: Você vai me escutar!
              Lua: Escutar o quê? Mentiras?
              Arthur: Não. A verdade!

             Lua: Eu já vi a verdade, Arthur. E sabe o que eu acho? Que você não passa de um cretino, um criminoso que acha que pode ter o mundo no bolso, que pensa que é importante o suficiente para ser aceito por todos, mas adivinha: Você NÃO é importante pra mim, Arthur. Foi um erro, VOCÊ foi o meu erro. – eu soltei meus braços das mãos dele com força, mas meus olhos ainda queimavam em cima dele.- Quer saber uma verdade? Eu nunca confiei em você! É impossível. Você me matou uma vez, Arthur. No dia em que você matou meu pai, você me matou também. Eu jamais, vou perdoar você e eu juro, aliás, eu prometo que você nunca mais vai me tocar de novo.


   O olhar que ele lançava pra mim, denunciava o quão impactante aquelas palavras haviam sido. Ele parecia confuso e atordoado, como se não soubesse o que falar ou fazer naquele momento.
   Imediatamente, eu me curvei até o monte de roupas bagunçadas em cima da cama e tornei a guarda-las na mala, sabendo que ele ainda estava lá, perplexo, me observando deixar mais uma vez aquela casa, mas dessa vez eu não voltaria mais:

              Arthur: Vamos conversar! – Ele pediu, dessa vez mais calmo.

  Eu não falei nada, apenas continuei a fazer o que já estava fazendo.
              Arthur: Ela me forçou a fazer isso! – Ele fez uma pausa. – Ela tem um certo...poder!

             Lua: Poder? – Eu me virei e o encarei, falando alto. – Que poder?
              Arthur: Ela sabe de muitas coisas.
              Lua: E para faze-la se calar, você ofereceu um contato mais intimo, é isso? – ironizei.

              Arthur: Eu não ofereci, ela que propôs. Eu jamais trairia você, jamais Lua. – Ele se aproximou. – Quando eu digo que você é a ‘mulher da minha vida’, é porque você foi a única que me fez querer mudar, que me fez querer amar e ser amado, porque você é a única que se importa com quem eu sou e não com o que eu tenho.


    Foi aí que as lágrimas vieram aos meus olhos, mas eu as segurei bravamente. Peguei a mala de carrinho e a posicionei no chão:

              Lua: Quer saber porque você é o ‘homem da minha vida’? – Eu o encarei firmemente. – Porque você foi o único homem capaz de destruir a minha vida, me tirando absolutamente tudo em apenas uma noite.


   Ele soube que aquilo era a última coisa que ouviria de mim, e ficou estático, frio, petrificado...visívelmente apavorado com a idéia de me perder. Que se dane! Eu me entreguei a ele, estive disposta a esquecer o passado e fazer um futuro ao lado dele, e tudo o que ele fez foi dizer que a Giovanna tinha um ‘poder’ sobre ele...Então ele que se submeta às exigências sexuais dela, porque pra mim, Arthur Aguiar havia acabado de morrer!


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