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domingo, 20 de abril de 2014

Amigo Secreto - A Lista de Desejos

Capitulo 7 Parte 2

"O que você está fazendo ?", ele perguntou atrás dela, ainda a uma distância segura.
"Eu ja estou indo", ela falou com uma casualidade forçada, sentindo seu coração dispara. "Obrigada pelo convite, eu adorei."
Um instante depois, um corpo firme e rígido a pressionava por trás, deixando-a esmagada contra a mesa. "Fala comigo, Lua." As mãos dele estavam espalmadas sobre a superfície de madeira, impossibilitando-a de se mover.
"Foi o que eu fiz durante o jantar inteiro."
"Sobre tudo, menos sobre nós"
"Não existe essa história de 'nós'."
Ele enfiou uma das mãos no bolso da saia dela
"Quantas camisinhas você trouxe ? Pelo jeito, mais de dez." Ele jogou uma sobre a mesa. "A sua intenção era passar a noite toda aqui. E agora, do nada, resolve ir embora ?"
"Pois é." Ela respirou fundo. "Eu não esperava que você fosse tão bom.Já matou toda a minha vontade logo de cara."
"Conversa-fiada. A sua vontade continua a mesma de quando pulou em cima de mim." Ele a segurou pela garganta, puxou sua cabeça para trás e mordeu de leve a sua orelha. Ela estremeceu. "Está com medo de quê ?"
Ela ficou toda tensa. "Eu não estou com medo. Só acho que nós dois já conseguimos o que queríamos, e que é melhor parar por aqui antes que as coisas se compliquem."
"Adivinha só ?" Arthur flexionou os joelhos e começou a esfregar o pau duro na bunda dela. Em algum momento da caminhada da cozinha à sala de jantar ele havia tirado o avental. Com apenas o tecido fino da saia entre ele, ela sentiu cada milímetro da excitação dele. "Eu ainda não consegui o que queria, e as coisas já se complicaram."

"Arthur..." Ela fechou os olhos e gemeu quando ele agarrou um de seus seios. Sua pele ficou quente. De repente, ela estava mais do que simplesmente excitada - estava em chamas, se derretendo toda. Ele tinha um cheiro delicioso, e um toque ainda melhor. Ela pensava nele o tempo todo, mas eram sempre desvaneios mais carnais. Uma trepada em sua mesa, ou na dele. Botões voando pela sala toda. Carícias violentas, lábios marcados.
Ela nunca havia imaginado tanta gentileza, tanta preocupação com seus sentimentos e seu prazer.
"Você tinha uma lista de desejos, Lua. Um monte de fantasias comigo. Me diz por que não quer mais realizá-las." Os dedos dele acariciavam seu mamilo, durinho e sensível.
"As fantasias não foram feitas para virar realidade."
"As minhas, sim. E as suas também."
"Esse é o problema", ela murmurou.
Com a mão que estava em um de seus seios, ele levantou sua saia, segurando-a com força. ela deveria fazer alguma coisa para detê-lo, sair logo daquela posição. Ele não iria mantê-la ali contra sua vontade, apesar de ainda estar com uma das mãos em seu pescoço e o antebraço colado junto a seu corpo. No entanto, faltava a disposição necessária para isso. Fazia tanto tempo que ela não se sentia desejada daquela maneira que não teve coragem de dispensá-lo.

"A realidade assustou você ?", ele murmurou no ouvido. "Você gosta de mim, Lua ? Nem que sejá só um pouquinho ?"
Até demais.
Ela sentiu suas nádegas se desnudarem, e logo depois o contato do corpo dele, com o pau duro e quente contra sua pele.
Ele abriu a boca e passou pelo pescoço dela. "Não vai embora." Ele enfiou a mão sob sua saia, abriu-a com os dedos e acariciou seu clitóris.
Primeiro uma carícia leve, depois com um movimento circular. "Fica comigo."
"Arthur." Lua fechou os olhos e soltou um gemido baixinho. Ela estava molhada, e louca por ele, sedenta pelo afeto que ele parecia tão disposto a oferecer, e ficou assustada com a própria carência. Até aquela noite, ela ainda não havia se dado conta do quanto vinha se sentindo sozinha.
"Abre essa camisinha", ele pediu com a voz áspera.
Ela tateou em busca da embalagem, voltando ao estado de espírito em que estava quando chegou.Aproveita, era o que dizia seu coração. Só mais uma vez.
"A gente se dá tão bem, Lua." Abrindo as pernas dela, ele a penetrou com dois dedos e começou a masturbá-la com movimentos profundos. "Em todos os sentidos que importam." A mão que estava na garganta dela desceu até um dos seus seios. Estava ainda mais duro, cheio de desejo por ele. Com seus dedos habilidosos, ele beliscou um mamilo sobre a camisa fina e o sutiã de cetim. Um calor se espalhou pelo corpo dela, e fez sua respiração se acelerar.

"Pronto." Ela jogou o braço para trás com a embalagem aberta na mão.
Arthur pegou a camisinha com os dedos trêmulos. Lua esteve prestes a ir embora. Parecia mais do que disposta a isso. Chegou a se levantar para sair. E ele tinha certeza de que, caso não conseguisse segurá-la naquele momento, nunca mais conseguiria.
"Se apoia na mesa", ele falou secamente. Com os dedos dele enfiados em sua abertura molhada, ela ensaiou um protesto. "Calma", ele disse, empurrando-a de leve para curvá-la sobre a mesa. "Eu vou enfiar o pau em você, em vez dos dedos."
Ele contemplou aqula visão erótica enquanto punha o preservativo.
Apesar de já tê-la imaginado sem roupa muitas vezes quando a via no trabalho, ele não conseguiu chegar nem perto da imagem real. Os lábios dela eram carnudos, inchados e tentadores. Ele sentiu vontade de lambê-la de novo, e com um rápido movimento de língua a fez estremecer. Segurando o próprio pau, ele se esfregou no clitóris dela, para deixá-la ainda mais molhada, contorcendo-se toda de tesão por ele.
Em seguida, ele a segurou pelos quadris e a penetrou fundo.

"Ah!", ela murmurou, arranhando a mesa com as unhas.
Ela estava quentinha e apertadinha, como um punho fechado. "Caralho", ele murmurou, sentindo seu saco se contrair. Ele tirou seu pau por um momento e ficou observando a excitação dela antes de pôr de novo para dentro. Agarrando-a pelos quadris, ele acompanhou a penetração com os olhos, deliciando-se com a imagem que gostaria de ver fazia tanto tempo.

"Arthur"
O som de seu nome sendo falado em um tom de voz tão melancólico o fez sentir um aperto no peito. Inclinando-se para a frente, ele entrelaçou os dedos com os dela e começou a meter mais de leve, com a barriga encostada às costas dela. A respiração ofegante de Lua o incitou a dobrar os joelhos para poder penetrá-la de baixo para cima, com mais força.
Com o rosto encostado no ombro dela, Arthur perguntou: "Como você pode querer abrir mão disto, Lua ?"
Ela respondeu com um gemido e elevou os quadris, para que ele pudesse entrar ainda mais fundo. Arthur afastou as pernas para poder pegar impulso e dar as estocadas que a faziam gemer e o deixavam maluco. Levando uma das mãos a um dos seios dela, ele a segurava com a outra, para mantê-la no lugar enquanto fazia tremer enfiando com força.

"Me dá uma chance", ele pediu, quase sem fôlego, abalado pela vontade de gozar e pela necessidade de que ela ficasse por perto até ser convencida a mudar de ideia.
"Você... não sabe..."
Ele enfiou a mão por baixo do corpo dela e segurou o clitóris com os dedos, entrando ainda mais fundo. Ela gozou soltando um berro, contraindo o pau dele e fazendo-o jorrar com uma massagem sensual. "Me dá uma chance, porra."
A resposta afirmativa dela saiu em um sussurro, mas ele ouviu. Ele gozou silenciosamente, com os dentes cerrados, sem parar de se mexer enquanto se esvaziava dentro dela.
Naquele momento, ele deveria poder respirar aliviado, sentir-se um pouco mais seguro.
Mas não foi isso que aconteceu.

Como eu qria um Arthur desse na minha vida. Sonhar mais um sonho impossível. Não deixem de comentar.

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